sábado, 10 de outubro de 2015

Um pensamento brilhante...



"Todo professor que atua na Educação Infantil e Anos Iniciais deve se considerar alfabetizador. A alfabetização, entendida do ponto de vista construtivista, é um processo que se completa ao longo do tempo e não se resume à decodificação, ou às primeiras séries. Defendo a ideia de que todo professor, independente de área ou etapa de atuação, deveria compreender esse processo, o que não significa atuar em seu início.

Em função disso, quanto mais os docentes assumirem a alfabetização como processo, mais leitores formaremos."

Pensamento da Professora Darli Collares. Emoticon heart

Sobre alfabetização...

Fui alfabetizada no final dos anos 80, onde os professores estavam pensando em novas metodologias. Ou seja, havia uma alternância entre o “método da abelhinha” e o chamado “novo construtivismo”. Emília Ferreiro estava no auge nessa época ao mesmo tempo que a cartilha era o livro base da minha professora de primeira série. Saí da 1ª série lendo e escrevendo com uma letra bem desenhada, devido aos incontáveis exercícios de caligrafia que fazia na escola e em casa. Mas, não sai letrada da 1ª série, o que era bastante compreensível naquela época, visto que os professores nem sabiam o que era letramento. Eu era uma aluna com déficit de atenção, o que também não era compreendido pela minha professora, que me taxava de desleixada e incomodativa. Nessa época os problemas de aprendizado não eram estudados também. Minha professora, detinha todo o saber e minha mãe concordava com ela, eu era vista como uma “folha em branco” que estava aprendendo tudo na escola. Atualmente temos Becker para nos explicar as epistemologias.
Hoje, sendo alfabetizadora há 9 anos, não julgo a minha professora. Falar sobre alfabetização é fácil, difícil é praticar todas as teorias e metodologias estudadas. É um desafio achar o jeito certo de ensinar e letrar uma criança. Eu na minha sala de aula não sigo nenhuma metodologia especifica, tento misturar várias. Geralmente, parto do todo para a unidade utilizando também a fonética. E tento construir atividades significativas para meus alunos, inclusive o famoso alfabeto que fica em cima do quadro, na minha sala o utilizo de outra forma. Tornar o ambiente alfabetizador onde a criança se identifique. Não me sinto uma professora construtivista e noto que a maioria dos professores que se dizem não sabem de fato o que é o construtivismo. Entende que o construtivismo é uma teoria e não uma metodologia.
Fazer com que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado ao mesmo tempo que esse aluno não pode escolher o tipo de letra com que quer escrever é um tanto contraditório. Letra cursiva em ciclo de alfabetização? O aluno precisa ler e entender o que está escrevendo, não adianta ter a letra linda e não assimilar as letras que escreve. Tenho uma crítica bem forte quanto ao uso da letra cursiva. Outra preocupação quanto a alfabetização, recai sobre aqueles alunos que não evoluem no processo de escrita alfabética. O que fazemos nós alfabetizadoras? E quando a família deste aluno não colabora com a escola e nem se importa em ajudar esse aluno no seu processo. O que fazemos? E será que precisamos padronizar essas crianças na mesma caixa e na mesma hipótese? A sociedade está tão multicultural, porque as teorias e metodologias não estão dando conta dessa multicultura? Volto a perguntar, o que nós alfabetizadora fazemos?
Penso também que não basta o aluno reconhecer as letras do alfabeto e seus sons e juntar as sílabas e formar palavras. O aluno precisa entender o que ele lê e precisa saber vivenciar o que está lendo e escrevendo. Precisa compreender que escrever e ler não é só para o professor corrigir, é para a vida. Não precisamos de exercícios mecânicos para tornar esse aluno um copista, o que precisamos é de atividades para fazer esse aluno pensar e desta forma construir seu saber. E como ter todas essas atividades necessárias, quanto o governo não dá suporte?
O professor precisa se despir do seu ego de professor que sabe tudo e ir buscar o que melhor cabe para seus alunos. Os índices de alfabetização não estão bons, mas não somos quantitativos, precisamos começar a refletir sobre nossa pratica de alfabetizadores e tentarmos melhorar isso em sala de aula, números não importam, a qualidade de ensino sim.



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Diabinho? Anjinho? Eu!








Temos três estruturas que comandam nossa vida. O famoso trio freudiano: ID, EGO E SUPEREGO.

Ao nascer, o sujeito possui apenas o ID, que é uma espécie de caixa com muita energia psíquica  onde se realiza as pulsões de vida e muitas vezes essas pulsões se encontram, no inconsciente. O ID é comandado pelo prazer, só visando o prazer. Depois das nossas primeiras experiências, vamos aprendendo e adquirindo conhecimento do mundo começando assim a estruturar nosso EGO. O EGO está relacionado a fatos reais, concretos e é capaz de controlar, conter o desejo sem reprimi-lo. É o que equilibra as requisições do ID e as exigências e crítica do SUPEREGO, é a nossa verdadeira personalidade, que escolhe qual decisão seguir. Já o SUPEREGO está relacionado a fatos morais e pode recriminar o EGO, censurando, dizendo se está certo ou errado, julgando, é o que freia as ações impulsivas, o que auto recrimina e muitas vezes a sociedade com seus pré-conceitos acaba fazendo o papel do nosso amigo SUPEREGO também. 

Quem comanda mais a suas ações?

Freud explica!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Memórias&História


Porque é importante resgatarmos as memórias? Pois elas são o que nos da alicerce a vida. E as nossas memórias que formam a nossa história! E como podemos resgatar nossa história através das nossas memórias? Através de fotos, vídeos, livros, cheiros e sabores. 
Também resgatamos nossas memórias com as pessoas, pois a história é uma construção que traz as marcas dos sujeitos que dela fazem parte. É preciso relembrar nossa história para que não repetirmos nossos erros e para que possamos celebrar nossos acertos. Vejo claramente que a história e nossas memórias andam adormecidas, um exemplo claro disso podemos observar nos protestos contra o governo, muitas pessoas pedindo a volta da ditadura! Penso que essas pessoas não estudaram história e não pensam no que fomos afetados com essas memórias! 
Precisamos resgatar nossas memórias, não só para resgatar o passado, mas para refletirmos sobre a nossa história, exercitando uma verdadeira práxis. 

#DICA

Site que não deixam as memórias da ditadura serem esquecidas. 
http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/campanha/


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Porque escolhi ser professora?

Me chamo Melissa, tenho 34 anos, sou professora há 15 anos, sendo 9 deles no Estado. Sou viciada em literatura dos anos 20 e arte. Meu desejo sempre foi querer mudar o mundo.
Inicialmente com essa minha vontade de mudar o mundo e por ser uma aluna questionadora, pensei em ser cientista, para descobrir a cura de muitas doenças na nossa sociedade, inclusive a doença do preconceito, mas com o passar dos anos, na escola fui percebendo que minha aptidão para as exatas (tão apreciada pelos cientistas) eram nulas, quase zero.
Mas em compensação, tinha naturalmente o dom da oralidade e um amor pelas humanas. Juntando esses elementos e mais o fato que meus questionamentos não eram solucionados pelos meus professores, decidi ser professora para justamente achar as resposta e mudar o mundo. Utópico não? 
Diariamente tento tornar os meus alunos, alunos pensantes e não copistas. Obviamente, esse pensamento clichê e utópico para muitos, depois de 15 anos modificou-se um pouco, ainda não mudou, mas tornou-se diferente. Ainda quero mudanças, mas ao invés de mudar o mundo quero mudar a mentalidade da minha comunidade escolar, ainda quero formar alunos atuantes e críticos e leitores  letrados. E é exatamente isso que me faz ser professora.

#eujámudeiomundo


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Consciente X Inconsciente



Quantas batalhas travamos tentando descobrir quem está comandando nossas ações. Quem age? Nosso consciente ou  nosso inconsciente? Refletimos nossas ações de acordo com esses dois? Quem eles são? 

O consciente é quem nós somos,  nossas ideias, nossa cultura, nosso raciocínio, nosso pensamento. Tudo que estamos fazendo e sabendo que estamos fazendo e porque estávamos fazendo é nosso consciente. Exemplo:  Estou escrevendo neste portfólio porque sei que ele é importante. Conscientemente estou escrevendo.

Já o velho amigo que muitas vezes “age” escondido é nosso inconsciente.  Nossos medos, nossos desejos, nossas repressões, nossos tabus. Aquelas atitudes que temos impulsivamente e muitas vezes não entendemos porque agimos daquela forma, tudo isso é nosso inconsciente agindo e tomando forma. Exemplo: autossabotagem clássica,  tenho medo de me relacionar e me magoar então inconscientemente eu saboto minha relação pra acabar logo e desta forma não sair magoada. O inconsciente nos fazer agir sem querer, porque não sabemos, simplesmente sentimos o impulso interno e vamos.

O inconsciente seria uma parte profunda e escura, onde não temos acesso. Já nosso consciente é claro e super acessível. E os dois juntos formam a estrutura da psique. Não tão simples assim, mas por aí.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Infância!

Adorei a última aula! E gostei muito da professora e do rumo que a aula tomou. Pensar sobre infância inicialmente nos remete a nossa infância  e isso faz com que façamos uma comparação em como as crianças atualmente são. Minha infância foi muito diferente do que é a infância dos meus alunos. O  conceito de infância vai se transformando com o passar dos tempos de acordo com as gerações. 
Etimologicamente, a palavra "infância" tem origem no latim infantia, do verbo fari = falar, onde fan = falante e in constitui a negação do verbo. Portanto, infans refere-se ao indivíduo que ainda não é capaz de falar.
Mas uma criança é muito capaz, não só de falar, mas de observar o mundo com os olhos que os adultos já deixaram pra trás. Uma criança se surpreende com o novo e se encanta com o que está aprendendo deste mundo. Nós adultos paramos de nos surpreender e isso é bastante filosófico. A infância é algo em construção e a construção acontece baseada na interação com o meio. A nossa concepção de infância mudou muito com o passar dos anos historicamente, durante séculos a infância não foi sujeito de direitos. Ela era simplesmente algo à margem da família, considerada como um "vir a ser". Só era considerada sujeito quando chegava à idade da razão. Hoje a criança está inserida no mundo e na família de forma bastante centrada. Pensamos nessa criança. Estudamos sobre infância, tentamos entender suas fases. E penso que conforme o papel da mulher vai mudando na nossa sociedade, o papel da infância também. Antigamente tínhamos uma infância em casa, brincando na rua com a mãe presente. Hoje já vemos uma infância mais interacional, onde as crianças interagem, vão pra escola mais cedo, a mãe geralmente trabalha fora de casa. Partindo disso, o conceito infância vai se moldando. E se transformando.