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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Reflexão sobre 2º semestre: Resgatando memórias



Pensar em resgatar história com os alunos e alunas é pensar em trazer as memórias gravadas na nossa cultura para dentro de sala. E trazer essas memórias de forma lúdica se torna muito mais significativo para esses alunos e alunas. Foi isso que fiz em quando trabalhei com as bonecas Abayomis  e sua lenda em 2015 e novamente quando trabalhei com elas na prática de estágio curricular. Mas minha percepção sobre a forma de trabalhar foi um pouco mais aprofundada nessa momento atual de prática.


Prática de Estágio: turma 32

Gostei muito da interação da turma ao confeccionar as bonecas, eles realmente se empenharam na produção das bonecas, ajudaram os colegas com mais dificuldades e se envolveram com a aula. Fazer  essa  mesma atividade com os alunos e alunas me fez perceber o quanto é importante o professor ser criativo e saber gerir situações didáticas eficazes para a aprendizagem e para o desenvolvimento dos alunos e alunas. Principalmente para desenvolver o processo de leitura e escrita, que cabe a nós professoras oportunizar que os alunos e alunas desenvolvam o raciocínio e a interação  com a língua e nem sempre precisa ser da forma tradicional com quadro e cópia no caderno. Nessa atividade de confecção das Abayomis, eles tiveram que escutar a lenda da boneca, interpretar a lenda, fazer reflexões e comparações com os dias atuais, confeccionar a boneca e depois registrar em forma de história em quadrinhos a lenda e o processo de confecção. A alfabetização e letramento estava presente na atividade do inicio ao fim e não precisamos usar o quadro e a cópia para evidenciar isso.
Como reforça Soares que “A preocupação, nos dias de hoje, não deve centrar-se apenas em ensinar a ler e a escrever, mas também, e, sobretudo, levar as pessoas a utilizarem a leitura e a escrita, envolvendo-se em práticas sociais dessas” (2001, p.03).
Não adianta trabalharmos frases como “A BOCA É BOA” se isso não tiver significado para os alunos e alunas. Ao trabalharmos novamente com as bonecas Abayomis, além de fazermos uma resgate da história e dos nossos laços, o conteúdo se tornou significativo para os alunos e alunas. E a importância do lúdico nessa atividade também foi fundamental, pois torna a sala de aula um lugar de brincar também. E sabemos o quanto o brincar é importante para alunos dessa idade.
Como Tãnia Ramos Fortuna:

A sala de aula é um lugar de brincar se o professor consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os desejos dos alunos. Para isto é necessário encontrar o equilíbrio sempre móvel entre o cumprimento de suas funções pedagógicas - ensinar conteúdos e habilidades, ensinar a aprender - e psicológicas - contribuir para o desenvolvimento da subjetividade, para a construção do ser humano autônomo e criativo - na moldura do desempenho das funções sociais - preparar para o exercício da cidadania e da vida coletiva, incentivar a busca da justiça social e da igualdade com respeito à diferença. (FORTUNA, 2000, P.9)

Não fizemos só as bonecas, nós também brincamos, inventamos, criamos e usamos a criatividade para inventar novas histórias. Foi lindo ver os alunos interessados e brincando.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Os lugares de memórias!

Profe Mel, sendo aluna em 1990.

A fotografia, serve como um grande relicário. Ou seja, a fotografia é um carregador de memórias. Serve tanto para registrar essa memória, como para resgatar ela. Através da fotografia, conhecemos a cultura dos nossos antepassados e desta forma nossa própria cultura. E se olharmos nossas fotos como docentes, resgatamos como éramos e o que vamos nos tornando à medida que o tempo passa. Com a chegada dos celulares, a fotografia passou a ser instantânea e pode-se fazer os registros com muito mais facilidades, a imediata visualização do objeto fotografado.


Profe Mel, sendo profe Mel em 2016.

Essas memorias docentes, através da fotografia, serve para nos mostrar o quanto evoluímos como professores e o quando passamos por dificuldades e a cada novo ano, aprendemos com o antigo, não repetindo erros do passado, a história serve para isso e acredito que esse resgate de memória docente, serve justamente para isso, para analisarmos o quanto nos transformamos à medida que o tempo passa. Acredito que com a fotografia digital, possa haver manipulações, a fotografia pode nos iludir, porém ela é um dos melhores suportes, pois é uma imagem e, no processo de rememoração, da lembrança, da memória propriamente dita, nós nos valemos das imagens das coisas.

Texto escrito com base no texto: 

FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3, n.3, p.205-220, 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1500/1246>Acesso em: 20 set. 2016.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Resgatando memórias e construindo o saber!

Resgatando memórias e usando o brincar na aprendizagem também, fiz com minha turma em conjunto com a turma do 2º ano, as ABAYOMI, que são bonecas de pano que resgata a história das crianças nos navios negreiros. Acabei utilizando também as bonecas para trabalhar produção de texto cooperativa. Cada aluno construiu a sua boneca e ajudou o colega com a dele, trocando após a confecção e escrevendo juntos a história dessas bonecas. O trabalho ficou lindo e o resgate da história se faz importante, assim como a construção coletiva do saber. 


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Memórias&História


Porque é importante resgatarmos as memórias? Pois elas são o que nos da alicerce a vida. E as nossas memórias que formam a nossa história! E como podemos resgatar nossa história através das nossas memórias? Através de fotos, vídeos, livros, cheiros e sabores. 
Também resgatamos nossas memórias com as pessoas, pois a história é uma construção que traz as marcas dos sujeitos que dela fazem parte. É preciso relembrar nossa história para que não repetirmos nossos erros e para que possamos celebrar nossos acertos. Vejo claramente que a história e nossas memórias andam adormecidas, um exemplo claro disso podemos observar nos protestos contra o governo, muitas pessoas pedindo a volta da ditadura! Penso que essas pessoas não estudaram história e não pensam no que fomos afetados com essas memórias! 
Precisamos resgatar nossas memórias, não só para resgatar o passado, mas para refletirmos sobre a nossa história, exercitando uma verdadeira práxis. 

#DICA

Site que não deixam as memórias da ditadura serem esquecidas. 
http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/campanha/