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domingo, 25 de novembro de 2018

Reflexões do 1º semestre do curso: Sobre corporiedade



Lembro que assistimos a um filme na interdisciplina Corporiedade, sobre inteligência artificial e relacionamos sobre o desenvolvimento sócio-afetivo.

Hoje percebo o quanto é importante esse relação afetiva na educação e em sala de aula. A chamada pedagogia do afeto. Não podemos estar distantes dos nossos alunos em sala de aula, precisamos ser afetivos também e através desse afeto muitas vezes os alunos desenvolvem suas aprendizagens.
essa afetividade na educação é um laço importante na relação professor e aluno e oportuniza a construção da aprendizagem desses sujeitos. Ainda mais sendo a criança um ser dotado de afetividade e o professor consciente do seu papel como mediador da aprendizagem, precisa olhar e ouvir os apelos da criança e ter o cuidado para não afetá-la, marcando-a, seja positivamente ou negativamente. Afetividade é tudo o que o afeta e sob esse olhar, pode ser algo prazeroso ou não. “As expressões das emoções são mais intensas e de amplas proporções quanto mais novas são as crianças” [...] (WALLON, 1995).

E dentro da sala de aula o professor é o responsável por favorecer essas expressões dos seus alunos e oportunizar para esses alunos o trabalho com suas emoções para que eles possam se devolver como seres humanos plenos. Uma sala de aula acolhedora, um professor com um olhar mais afetivo, trará bons resultados nas aprendizagens.
Tenho feito meditação com meus alunos, um momento que eles param e olham para dentro de si e para os colegas, como sujeitos pertencentes aquele lugar e os resultados estão bastante positivos, os alunos e alunas pararam de brigar e de se julgarem dentro da sala de aula, passaram a cooperar e a colaborar mais com a sala, comigo e um com outro.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Reflexões sobre 1º semestre do curso



Fiquei pensando nas reflexões sobre as interdisciplinas do 1º semestre e me deparei com a interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade. Me dei conta que tudo que aprendemos na interdisciplina e tudo que refletimos naquela momento, serve pra hoje. Pro momento atua que estamos vivendo.

Uma sociedade marcada historicamente pela diferença cultural e de luta de classe, que continua até os dias de hoje, a escola tem um papel fundamental na desconstrução dessa sociedade teoricamente, pois a educação se apresenta multicultural.  O lugar da escola nesse contexto de comunidade deveria ser aquele que trabalha as diferenças e não evidencia o que não é igual ou comum a todos e tenta igualmente trabalhar com essas diferenças.

Tentamos ao longo do curso, ressignificar nossa prática, para tornar nossa sala de aula, uma sala de aula menos excludente, porém é vivemos em conflito, vemos diariamente dentro da escola os antagonismos e os conflitos da sociedade, pois essa mistura acontece, não temos como separar escola e sociedade. Uma está ligada a outra e são articuladas. E nesse contexto escolar que vemos a discriminação de grupos excluídos pelo seu gênero sexual, raça, classe social e outros. E o contexto atual só tendo a aumentar essa exclusão. Por isso deveria ser nosso papel, enquanto professores,  tornar a escola um lugar democratizado, tornar o ensino acessível para todas as classes.

Acredito que atualmente a escola, tenta se firmar como um espaço legítimo e nessa legitimidade ocorre o processo de socialização. É na escola que discutimos as desigualdades e tentamos trabalhar com a diversidade de um modo que não exclua os diferentes e nem padronize todos da mesma forma. Mesmo que a mordaça se torne lei, precisamos combater a exclusão, sendo resistência nas nossas salas de aula.