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domingo, 9 de julho de 2017

Projeto Político Pedagógico em ação



Na escola onde trabalho, eu faço parte do grupo que está fazendo um novo projeto político pedagógico, nos somos os organizadores, mas quem está na construção desse novo PPP é a comunidade escolar. Nossa primeira ação como organizadores, foi mapear a comunidade onde a escola pertence, pois para um PPP de ação é necessário conhecer a clientela que esse PPP vai servir de base. E fizemos esse mapeamento com questionários para as famílias, alunos, professores e funcionários. A segunda etapa da construção do nosso PPP foi elaborar com professores soluções para os problemas que vêem se apresentando na escola. Pois de nada ainda haver uma critica, uma problemática, se não há uma solução para isso. Organizamos uma dinâmica, onde abordamos quatro assuntos: Gestão, professores, alunos e metodologia e cada grupo apresentava os principais problemas do assunto e após a solução e discutimos em grande grupo as soluções apresentadas. A próxima etapa vai ser criarmos metas com essas soluções.


Estamos tentando mudar nossa escola, por mais que saibamos que estamos num momento deliciado de governo, onde falta valorização da educação. Porém precisamos fazer o melhor possível para nosso ambiente escolar, nossa casa. E isso que estamos tentando fazer com essa construção desse novo PPP. Contar com a participação de todos e tentar tornar essa escola, uma escola democrática. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Escola Democrática!






Em essência,
A democracia envolve a
Convivência entre sujeitos que se afirmam como tal
A educação só se faz se ela for democrática

Se a criança só aprende se quiser,
Professores precisam oportunizar situações de aprendizagem.
Isso é uma ação dialógica.

O papel da escola não é só levar conhecimento,
Mas propiciar condições para que o aluno aprenda.

Aprenda e use em sociedade o que aprendeu... 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Educação de Qualidade




“Fatores intra e extra-escolares que se referem às condições de vida dos alunos e de suas famílias, ao seu contexto social, cultural e econômico e à própria escola – professores, diretores, projeto pedagógico, recursos, instalações, estrutura organizacional, ambiente escolar e relações intersubjetivas no cotidiano escolar...”

Esses fatores é que influencia uma educação de qualidade, que faz com que os sujeitos tenham acesso e permanência na escola, o que antigamente a escola não era aberta a todos os públicos, somente a uma pequena parcela da sociedade tinha acesso a educação. Educação de qualidade é falar em igualdade também, educação de qualidade é aquela que todos os alunos aprendem o que a escola e não só uma parte deles. Queremos que todos aprendam, precisamos que os sujeitos dominem os conteúdos  e formas determinadas de pensar de acordo com a sua idade escolar, educação de qualidade implica em domínio. Formar sujeitos com senso critico para atuarem na nossa sociedade para a tomada das decisões, esse é o objetivo de uma educação de qualidade. Obviamente que para termos uma educação de qualidade vamos precisar de investimento nessa educação, espaço escolar com estrutura para receber esses sujeitos, professores qualificados e bem renumerados, participação de todos os envolvimentos na comunidade escolar, uma gestão democrática, uma escola com um espaço de construção e envolvimento de todos, onde o debate seja oportunizado a todos os segmentos.
Uma educação de qualidade é aquela que inclui todos, que dá acesso a mais pessoas, que de condições de desenvolvimento a mais pessoas e é isso que os programas que beneficiam as escolas fazem. Eles favorecem uma escola com mais condições. Esses programas são: O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), (PDE) Escola - Plano de Desenvolvimento da Escola e o  Fundo de Fortalecimento da Escola FUNDESCOLA

Mas devemos nos questionar como está a educação de qualidade em nossas escolas? Algo meramente utópico? Ou estamos traçando metas para atingir esse ideal?

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gestão Democrática!



Pensando em gestão democrática e em todos os conceitos que envolve a educação , percebo que o foco de tudo deveria ser relações humanas, os sujeitos da aprendizagem, pois a escola e o Estado é formado por pessoas, porém as políticas, teoricamente defendem ideais que não são tão praticadas assim. A própria escola “dita” como espaço democrático, não é tão democrático assim, pois muitas vezes recebemos um currículo engessado pelos órgãos responsáveis pela educação e não podemos alterar quase nada.

Um exemplo disso:  

Uma das grandes questões da atualidade, o tema gênero e sexualidade, só podem ser debatidos e trabalhados em sala de aula, se alguma das leis da educação permitir o trabalho, ou seja, cadê a liberdade do professor e da escola?  A lei nos garantia, até haver um retrocesso com as novas mudanças e o termo ter sido retirado do Plano Nacional de Educação. E somente houve essa exclusão, pois a bancada religiosa alegava que o tema é assunto que deveria ser tratado pela família e não pela escola, ou seja, educar alunos para futuramente atuarem de forma não preconceituosa não é assunto da escola, segundo eles. O que a escola deve tratar mesmo? 



Sorte a nossa, no Rio Grande do Sul, que no Plano Estadual de Educação, nos garante esse trabalho, inclusive uma das estratégias é:
8.12 Promover condições, em regime de colaboração entre Seduc, Secretarias Municipais de Educação, instituições de ensino superior e mantenedoras de instituições privadas, à elaboração de propostas curriculares que incluam como temas transversais as questões de inclusão, direitos humanos, etnias, gênero e sexualidade, de modo a estimular as discussões sobre formas de superar as discriminações e os preconceitos;


E a educação de qualidade, defendida pela nossa LDB e como questiona Peroni, para quem é?  E está sendo executada por quem? Porque as políticas educacionais muitas vezes são feitas por pessoas que não tem vínculo direito com a educação e os próprios programas que são "imposto" pelo governo não são criados por pessoas diretas a educação, mas sim, uma forma de combater a defasagem dessa educação, porém sem nenhuma participação da elaboração dos mesmos pelos professores e gestores. Por isso é tão importante se ter implementado dentro das escolas uma gestão democrática, tornando o projeto político pedagógico algo que se possa usar de fato e não só de gaveta e um conselho escolar participativo e presente. Temos muito que mudar ainda nas escolas, porém precisamos continuar tentando ajustar essa gestão, com urgência. 

domingo, 11 de junho de 2017

Reflexões de uma professora!

Pensando em gestão democrática, percebo que temos muito caminho pela frente, pois por mais que tentamos modificar essa gestão, ainda precisamos mudar muitas coisas na própria escola, principalmente na relação com o outro. Precisamos mudar os conceitos e descentralizar o poder na figura de uma só pessoa.
Lembrando que poder é capacidade de deliberar, comandar e ou exercer em prol de um grupo e/ou entidade sem a necessidade de anuência de outros.
E dentro da escola precisamos que todos os componentes da comunidade escolar tenham voz e principalmente liderança para mudar o sistema e a própria gestão. Educação não se dá somente melhorando índices para o governo, mas sim na relação com o outro e em como esse sujeito se formará nesse espaço e qual a responsabilidade que esse espaço tem na vida desse sujeito. Precisamos ter políticas educacionais voltadas para a educação e feitas por pessoas ligadas diretamente a educação. Para assim, melhorar essa educação para chegarmos na educação de qualidade que tanto almejamos.

As aulas presenciais oportunizaram um bom debate sobre gestão, educação e gestão democrática, nos fizeram perceber os quantos de monstros ainda precisamos combater. E o quanto precisamos de uma equipe trabalhando junto.




Uma pequena observação: levei a dinâmica do monstro para meus alunos, após a leitura de um livro e falamos sobre os monstros que temos na nossa sala de aula e o que precisamos mudar lá dentro, se cada sala de aula começar a mudar, podemos ter uma nova escola no futuro. Uma brincadeira com muita seriedade, segundo meu aluno do 3º ano.