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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Reflexão 6º semestre: Professora lutando também está ensinando!



Greve Geral da Educação
maio/2019


Foi no 6º semestre do curso, que tivemos no Estado a segunda maior greve do magistério. Fiz uma postagem sobre aqui



Professor lutando também está ensinando, penso que essa frase continua valendo, ainda mais depois de todos os ataques que continuamos sofrendo enquanto professoras. A educação deixou de ser prioridade e está sendo sucateada. Deixamos de ser professores, para sermos “mão de obra” barata. Para sociedade, “cuidamos de crianças” e não devemos ter opiniões e nem nos manisfestar. Criam a escola sem partido, um projeto político que ataca a educação e os professores. Uma escola “sem partido” com muita “direção”, de estudantes e pais “preocupados” com questões político-ideológico dos professores e escolas. Um projeto que fere a autonomia de sala de aula.

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural. Pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural. Nada deve parecer impossível de mudar. (Bertold Brecht)

Ou seja, como diz o poema, nada é impossível de mudar, vamos continuar lutando.  A luta continua sendo travada, com quem não nós valoriza, com quem nós sucateia, com o governo e projetos políticos que nos ameaçam. Seguimos enquanto professoras, lutando por essa educação.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sobre reflexão!



Destaco de tudo que ouvi e li nessas reflexões, a minha principal aprendizagem foi justamente deixar meus conceitos de lado para construir novos conceitos, ou seja, ressignificar. E ao ressignificar, mudar as coisas na sala de aula e consequentemente na escola. Tornar essa escola uma escola asas e fazer com ela deixe de ser uma escola gaiola.

Tornando os alunos e alunas, asas!
Momento Yoga na Escola Pública
Prática de Estágio/2018


Construí novos conceitos, não basta somente deixar os velhos conceitos de lado, é necessário realmente construir algo em cima desse novo para que ele possa se tornar representativo e significativo.
E toda essa prática de construção de novos conceitos, permeada ainda com a grande responsabilidade de educar e oportunizar aos alunos e alunas essa reflexão também,  é a porta de entrada para um novo universo. E quando deixamos de ser gaiolas e passamos a ser asas, como nos fala tão bem Alves (2002), aprendemos novos voos juntamente com nossos alunos e alunas, que essa é a nossa maior aprendizagem, como alunas-professoras.
A educação é uma luta, uma luta política e de dominação, muitas vezes as classes dominantes tendem disfarcadamente impor essa dominação na classe trabalhadora e tendem a dominar eles desde a infância, através da escola, que antigamente tinha como objetivo só formar trabalhadores, atualmente nessa escola democrática, tentamos formar e construir um sujeito pensante e critico, para atuar na sociedade, da forma que quiser, sem oprimir nenhuma classe. A educação sempre foi um direito de todos, mas de que forma? E como queremos essa escola, nossa sala de aula e nós mesmo como professores? A reflexão carrega tudo isso junto. Finalizo esse texto com uma citação sobre a educação, onde Freire afirma:

Você, eu, um sem-número de educadores sabemos todos que a educação não é a chave das transformações do mundo, mas sabemos também que as mudanças do mundo são um quefazer educativo em si mesmas. Sabemos que a educação não pode tudo, mas pode alguma coisa. Sua força reside exatamente na sua fraqueza. Cabe a nós pôr sua força a serviço de nossos sonhos . (1991, p. 126)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reflexão 4º semestre: escrita


Sobre escrita

Escrita da aluna da turma sobre os conceitos
do Projeto de Aprendizagem

No eixo IV trabalhamos muito sobre a escrita autoral, sobre a importância de escrever, sobre o portfólio.  Penso que compreendemos bem a importância do portfólio para nós alunas-professoras, tendo em vista que é um instrumento de aprendizagem, uma forma de avaliação continua que torna todo nosso saber uma grande exposição de trabalhos de escrita autoral desde o inicio do curso e essa escrita autoral serve para consolidar nossos conhecimentos e fazer uma mediação com a tecnologia e com os saberes dos colegas.
Por isso a importância da escrita, pois nessa escrita aprendemos muito e a escrita serve  para provocar reflexões e fazer quem está lendo pensar. E toda escrita é carregada de referência de autores que gostamos e aprendemos, mesmo essa escrita sendo autoral, ela sempre possui algum referencial.  Devemos sempre cuidar ao escrever, para não nos apropriarmos de escritas alheias, podemos sim, através das referencias repensar nossas produções de conteúdos, diálogos e coexistência, para podermos aparar as arestas dos nosso texto e continuar escrevendo cada vez mais, lembrando que nossas referencias é que fazem a diferença e mantém nossos textos mais amplos e com mais significados, ou seja, mais representativos
Durante o estagio obrigatório, trabalhei com os alunos muita produção textual, tendo em vista que estava usando a tecnologia para favorecer o desenvolvimento da linguagem e a escrita faz parte dessa linguagem. Os alunos tinham que gravar podcast, uma espécie de blog oral, mas antes de gravarem tinham que escrever suas impressões sobre o projeto de aprendizagem. E ao escrever e depois gravar o que tinham escrito, muitos alunos percebiam seus erros e ao perceberem seus erros voltavam a escrita. A escrita tem papel fundamental de consolidar os conhecimentos. E para escrever é preciso ler e ler faz com que o repertorio dos alunos e alunas aumentem e que vai funcionar como um referencial cultural ao longo da vida de cada um. Ler e escrever por prazer faz a diferença na vida de qualquer um e nosso maior desafio como professoras é formar alunos que leiam e escrevam por prazer, não só para nos mostrar, mas para ler o mundo e escrever para o mundo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Reflexão 3º semestre: gaiolas ou asas?





Somos gaiolas ou asas?
Esse questionamento esteve presente ao longo desses anos de docência, principalmente durante o 3º semestre do curso e agora no momento de estágio.
Ao longo do curso, as vezes me achava gaiola e as vezes asas.
No estágio percebi que só é possível fazer uma educação de qualidade se formos asas e também deixar nossos alunos serem asas.

Gaiolas aprisionam, asas libertam e fazem voar.
Gaiolas são tradicionais, aquele tradicional que não funciona mais.
Asas te impulsionam a ir em frente, a lutar, a acreditar, a ter um futuro.
Gaiolas é toda burocracia que prende, que tranca, que não deixa o professor ser livre e nem os alunos.
Asas é tudo que faz voar, que tira o aluno da caixa e faz ele pensar por si só.
Gaiola segue padrões estabelecidos.
Asas são livre.

Hoje, percebo que somos muito mais asas que gaiolas.
Porém em algumas vezes nos tornamos gaiolas, porque pra ser asas é preciso ter coragem pra mudar, pra levantar vôo e fazer a diferença. Ser asas às vezes é solitário, já que a gaiola é mais confortável.

Mas não podemos desistir de sermos asas, precisamos levantar vôos e fazer nossos alunos fazer o mesmo. Não podemos desistir dessa educação de qualidade, que nos faz livre, que nos tira da gaiola e nos deixa pensar por nós mesmos.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Reflexão sobre 2º semestre: Resgatando memórias



Pensar em resgatar história com os alunos e alunas é pensar em trazer as memórias gravadas na nossa cultura para dentro de sala. E trazer essas memórias de forma lúdica se torna muito mais significativo para esses alunos e alunas. Foi isso que fiz em quando trabalhei com as bonecas Abayomis  e sua lenda em 2015 e novamente quando trabalhei com elas na prática de estágio curricular. Mas minha percepção sobre a forma de trabalhar foi um pouco mais aprofundada nessa momento atual de prática.


Prática de Estágio: turma 32

Gostei muito da interação da turma ao confeccionar as bonecas, eles realmente se empenharam na produção das bonecas, ajudaram os colegas com mais dificuldades e se envolveram com a aula. Fazer  essa  mesma atividade com os alunos e alunas me fez perceber o quanto é importante o professor ser criativo e saber gerir situações didáticas eficazes para a aprendizagem e para o desenvolvimento dos alunos e alunas. Principalmente para desenvolver o processo de leitura e escrita, que cabe a nós professoras oportunizar que os alunos e alunas desenvolvam o raciocínio e a interação  com a língua e nem sempre precisa ser da forma tradicional com quadro e cópia no caderno. Nessa atividade de confecção das Abayomis, eles tiveram que escutar a lenda da boneca, interpretar a lenda, fazer reflexões e comparações com os dias atuais, confeccionar a boneca e depois registrar em forma de história em quadrinhos a lenda e o processo de confecção. A alfabetização e letramento estava presente na atividade do inicio ao fim e não precisamos usar o quadro e a cópia para evidenciar isso.
Como reforça Soares que “A preocupação, nos dias de hoje, não deve centrar-se apenas em ensinar a ler e a escrever, mas também, e, sobretudo, levar as pessoas a utilizarem a leitura e a escrita, envolvendo-se em práticas sociais dessas” (2001, p.03).
Não adianta trabalharmos frases como “A BOCA É BOA” se isso não tiver significado para os alunos e alunas. Ao trabalharmos novamente com as bonecas Abayomis, além de fazermos uma resgate da história e dos nossos laços, o conteúdo se tornou significativo para os alunos e alunas. E a importância do lúdico nessa atividade também foi fundamental, pois torna a sala de aula um lugar de brincar também. E sabemos o quanto o brincar é importante para alunos dessa idade.
Como Tãnia Ramos Fortuna:

A sala de aula é um lugar de brincar se o professor consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os desejos dos alunos. Para isto é necessário encontrar o equilíbrio sempre móvel entre o cumprimento de suas funções pedagógicas - ensinar conteúdos e habilidades, ensinar a aprender - e psicológicas - contribuir para o desenvolvimento da subjetividade, para a construção do ser humano autônomo e criativo - na moldura do desempenho das funções sociais - preparar para o exercício da cidadania e da vida coletiva, incentivar a busca da justiça social e da igualdade com respeito à diferença. (FORTUNA, 2000, P.9)

Não fizemos só as bonecas, nós também brincamos, inventamos, criamos e usamos a criatividade para inventar novas histórias. Foi lindo ver os alunos interessados e brincando.


domingo, 2 de dezembro de 2018

Reflexão sobre 2º semestre: Consciente X Inconsciente




No segundo semestre do curso, tivemos a interdisciplina de psicologia e discorremos muito sobre o inconsciente e o inconsciente. Na minha postagem sobre escrevi que travamos batalhas para descobrir quem está comandando nossas ações.

E nesse momento da escrita eu pensava ser fácil essa descoberta, porém essa resposta certa não temos ainda. Sabemos que o inconsciente tem uma papel importante e fundamental para o entendimento da vida psíquica. Esse termo foi empregado por Freud em 1896 e se tornou a base da psicanálise. Pois no inconsciente estão tudo que é deixado de lado no consciente e que aparecem, como por exemplo, os atos falhos, os sonhos, os mecanismo de defesas.  

Nossos medos, nossos desejos, nossas repressões, nossos tabus. Aquelas atitudes que temos impulsivamente e muitas vezes não entendemos porque agimos daquela forma, tudo isso é nosso inconsciente agindo e tomando forma. Exemplo: autossabotagem clássica, tenho medo de me relacionar e me magoar então inconscientemente eu saboto minha relação pra acabar logo e desta forma não sair magoada. O inconsciente nos fazer agir sem querer, porque não sabemos, simplesmente sentimos o impulso interno e vamos.

O inconsciente seria uma parte profunda e escura, onde não temos acesso. Já nosso consciente é claro e super acessível. E os dois juntos formam a estrutura da psique.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Reflexão sobre as aprendizagens do semestre!


Inicialmente o curso de Pedagogia a distancia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trouxe mudanças significativas na minha vida pessoal, pois me fez ser uma pessoa menos procrastinadora, como escrevi no meu primeiro texto aqui no portfólio de aprendizagem. Tornando-me uma pessoa mais organizada e seguindo horários pré-estabelecidos de estudos.
O curso tornou-se pra mim, uma grande fonte de aprendizado constante e diário, pois me faz pensar diariamente na minha pratica de sala de aula e me faz refletir sobre essa pratica e esse currículo no qual preciso seguir. Como diz Rubens Alves, “é fácil obrigar um aluno a vir para a escola, difícil é convencê-lo a aprender”. E justamente porque quero fazer com que esse aluno aprenda sem ser obrigado é que o curso tem se tornando rico. Pois me fez refletir sobre minha metodologia de trabalho e pensar em que mudanças, estou promovendo em minha sala de aula e se esse currículo está trabalhando com o multiculturalismo da nossa sociedade e trabalhando principalmente essa diversidade e essa cultura que o aluno traz de casa. O curso está me questionando constantemente, sobre a educação e esse meu ideal de educação. O que meus alunos querem aprender e em como eu estou ensinando esses alunos a aprender.


domingo, 14 de junho de 2015

Reflexão cotidiana da minha prática

Depois de ler Becker, comecei a refletir ainda mais minha pratica em sala de aula e me questionar que tipo de professora estou sendo e se é o que de fato sou ou é o que simplesmente estou sendo.
Penso que a implementação da LDB com certeza é um marco para a educação no Brasil, pois a partir dela começamos a visualizar melhor a escola que tínhamos e a escola que é preciso fomentar mediante as necessidades humanas tão eminentes no limiar do século XXI.
Contudo, este é um processo complexo, e até mesmo doloroso para todos os envolvidos com o processo educativo, pois, nos propõem um processo de “(re) aprendizagem” da nossa própria prática pedagógica, tendo que endossar a partir daí uma prática articuladora, transformadora da realidade, capaz de promover um processo baseado na aprendizagem do aluno, onde este desenvolva-se a partir do conceito de que é preciso conhecer a conhecer.
Só que essa (re) aprendizagem e essa reflexão noto que são poucos professores que fazem, pois não além de estarem conformados, de fato não querem mudar e nem querem abrir mão do poder que tem.
Então, penso que deveríamos fazer essa reflexão todos os dias e tentar adequar nosso planejamento com uma aula construtivista, interdisciplinar, onde os alunos construam seus saberes. Se não tem como, por pressão social da escola e da comunidade trabalhar só com esta metodologia, tentar misturar as duas. Creio que qualquer mudança é bem vinda e pode ajudar muito a turma. Tentar abrir mão desse “poder” e passar para que o aluno comece a construir seu saber.
                                                                                                               
Que tipo de aluno queremos criar? Indivíduos subservientes ou individuo pensante, critico, criativo e operativo? Nossa metodologia que vai criar esse aluno.