Penso que existiram três
homens que mudaram muita nossa concepção de mundo. Sócrates com seu discurso e
filosofia, Copérnico que depôs o geocentrismo e Freud com sua psicanálise. Ela
contribui para a evolução da nossa sociedade até os dias de hoje. Freud é
conhecimento no mundo todo por todos, todo mundo já falou o bordão clichê
“Freud explica”, mesmo sendo leigo na teoria. Todos sabem que Freud explica e
nos explica de uma maneira rica e conceituosa. A psicanálise efetuou um estudo
do desenvolvimento dos seres humanos, de suas forças interiores, de suas
inter-relações. Freud também estudou as questões feministas e empoderou a
mulher, apesar das acusações de que Freud seria um misógino, mas percebe-se
claramente nos anais da psicanalise a trajetória das mulheres e revelam o
legado dessas ideias para o feminismo contemporâneo, e ele fazia isso
justamente com as mulheres da sua vida. A Psicanálise pôde clarificar a
compreensão dos processos de aprendizagem e ensino. Embora Freud não tenha
feito menção diretamente a educação, seus estudos, teorias e práticas
enriqueceram muito a educação. A teoria da sexualidade infantil espantou a
sociedade da época, que acreditava na manifestação sexual apenas depois da
puberdade. Segundo Freud, o prazer sexual começa a partir do início da
existência de cada pessoa e passa por fases e essas fases que estudamos até
hoje nos ajudam a entendermos o comportamento dos nossos alunos. E continuam
contribuindo juntamente com as teorias comportamentais. A obra de Freud
voltou-se dominantemente para a terapia como sabemos, mas ao estabelecer
analogia com a educação, ele diz: "A educação e a terapêutica acham-se em
relação atribuível uma com a outra”.
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sábado, 17 de outubro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Diabinho? Anjinho? Eu!
Temos três estruturas que
comandam nossa vida. O famoso trio freudiano: ID, EGO E SUPEREGO.
Ao nascer, o sujeito
possui apenas o ID, que é uma espécie de caixa com muita energia psíquica onde
se realiza as pulsões de vida e muitas vezes essas pulsões se encontram, no inconsciente.
O ID é comandado pelo prazer, só visando o prazer. Depois das nossas primeiras
experiências, vamos aprendendo e adquirindo conhecimento do mundo começando
assim a estruturar nosso EGO. O EGO está relacionado a fatos reais, concretos e
é capaz de controlar, conter o desejo sem reprimi-lo. É o que equilibra as requisições
do ID e as exigências e crítica do SUPEREGO, é a nossa verdadeira personalidade,
que escolhe qual decisão seguir. Já o SUPEREGO está relacionado a fatos morais
e pode recriminar o EGO, censurando, dizendo se está certo ou errado, julgando,
é o que freia as ações impulsivas, o que auto recrimina e muitas vezes a
sociedade com seus pré-conceitos acaba fazendo o papel do nosso amigo SUPEREGO
também.
Quem comanda mais a suas
ações?
Freud explica!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Primeiro Workshop!
Não é um bicho papão e nem um bicho de sete cabeças.
É
uma construção que elaboramos sobre nossos saberes e também uma interação com
os saberes das colegas e professores. Escrever sobre nossas aprendizagens e
apresentar requer dialogicidade, envolvimento, coerência com que escrevemos e
com o que falamos e também com o que ouvimos, dinamicidade e um tanto de
coragem para quem não se sente seguro.
Escrever
e apresentar nossas ideias e reflexões é um processo social e histórico que faz
com que evoluímos para o grande dia. O workshop não serve só para ganharmos um
conceito e passarmos para o próximo semestre. Ele serve para que possamos adentrar
cada vez mais no conteúdo e dominá-lo. E com isso faz com que estejamos sempre
em busca de novos conhecimentos para podermos fazer novas reflexões e estarmos
mais dentro das aprendizagens.
O próprio conhecimento
que amplia nosso conhecimento.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Reflexão!
Será que estamos enquadrando nossos alunos ou estamos deixando eles serem livres para construir seu saber?
domingo, 14 de junho de 2015
Reflexão cotidiana da minha prática
Depois
de ler Becker, comecei a refletir ainda mais minha pratica em sala de aula e me
questionar que tipo de professora estou sendo e se é o que de fato sou ou é o
que simplesmente estou sendo.
Penso
que a implementação da LDB com certeza é um marco para a educação no Brasil,
pois a partir dela começamos a visualizar melhor a escola que tínhamos e a
escola que é preciso fomentar mediante as necessidades humanas tão eminentes no
limiar do século XXI.
Contudo,
este é um processo complexo, e até mesmo doloroso para todos os envolvidos com
o processo educativo, pois, nos propõem um processo de “(re) aprendizagem” da nossa
própria prática pedagógica, tendo que endossar a partir daí uma prática articuladora, transformadora da realidade, capaz de promover um processo baseado na
aprendizagem do aluno, onde este desenvolva-se a partir do conceito de que é
preciso conhecer a conhecer.
Só
que essa (re) aprendizagem e essa reflexão noto que são poucos professores que
fazem, pois não além de estarem conformados, de fato não querem mudar e nem
querem abrir mão do poder que tem.
Então,
penso que deveríamos fazer essa reflexão todos os dias e tentar adequar nosso
planejamento com uma aula construtivista, interdisciplinar, onde os alunos construam
seus saberes. Se não tem como, por pressão social da escola e da comunidade
trabalhar só com esta metodologia, tentar misturar as duas. Creio que qualquer
mudança é bem vinda e pode ajudar muito a turma. Tentar abrir mão desse “poder”
e passar para que o aluno comece a construir seu saber.
Que
tipo de aluno queremos criar? Indivíduos subservientes ou individuo pensante,
critico, criativo e operativo? Nossa metodologia que vai criar esse aluno.
domingo, 7 de junho de 2015
Um pouco de corporeidade....
Pensando
na história de David do filme A.I.
Inteligência Artificial de Kubrick, o pequeno robô, que ao ser ativado pela “mãe”
com um código de ativação onde percebe-se claramente a questão do toque na nuca
e nas palavras “Mônica, David, Mônica” para criar um elo sentimental com o “garoto”
e essa passa a amar e ter uma ligação afetiva com a mãe orga, passa a sonhar
também - como Pinóquio - em se tornar humano para ganhar o amor da mãe. O filme
encontra-se localizado em um tempo futuro indeterminado, em que o efeito estufa
derreteu a calota polar, matou bilhões de pessoas e afundou cidades costeiras
como Nova Iorque e Amsterdã. Quanto à sociedade, esta se divide em orgas - os
orgânicos - e os mecas - os mecânicos -, sendo que os primeiros
encontram-se sob severa restrição para procriar.
Mas nota-se claramente a questão do toque e da importância do afeito para o desenvolvimento cognitivo.
O
desenvolvimento sócio-afetivo está relacionado aos sentimentos e as emoções em
virtude de uma série de interesses, solidariedade, cooperação, motivação e
respeito, visando desenvolver o indivíduo como pessoa, estimulando a formação
de uma personalidade estável e equilibrada, desenvolvendo também o aspecto
cognitivo, que é o desenvolvimento intelectual e a operação dos processos
reflexivos e motor, que trata diretamente do movimento e do desenvolvimento da
criança. Esses processos visam garantir a formação integral (sócio, afetivo,
cognitivo, motor, espiritual) do aluno. (RODRIGUES, 2003, p.41).
O
médico e psicólogo Henri Wallon atribui à emoção – que, como os sentimentos e
desejos, são manifestações da vida afetiva – um papel fundamental no processo
de desenvolvimento e relacionamento humanos. E a questão do toque está incluído
nesse processo sócio-afetivo.
É algo para se pensar né?
domingo, 24 de maio de 2015
Reflexões!
Depois de ler o texto do Zabala, comecei a pensar não só em métodos globalizados, mas em currículo educacional, pois currículo não é somente conteúdos a serem seguidos, mas um processo democrático, de cuja construção todas as pessoas afetadas deveriam participar. E para que isso seja positivo, precisamos trabalhar coletivamente e interdisciplinarmente e quanto isso ocorre, o processo educativo acaba fazendo uso dos métodos globalizados. E visa o desenvolvimento de todas as capacidades do aluno, para que ele possa não só dar respostas certas, mas que ele possa dar respostas para a vida em sociedade, é o que nos coloca lindamente Zabala, ou seja, os conteúdos devem proporcionar ao aluno uma melhor compreensão da sua realidade, para poder intervir e/ou transformá-la da maneira mais adequada. Como já dizia Paulo Freire: devemos primeiro ensinar as pessoas a aprender a ler o mundo em que eles vivem.
É prioridade que o que se estuda nas escola, parta da realidade do aluno inicialmente e do seu interesse e não conteúdos fechados que só servem para alienar o pensamento critico do aluno e domestica-los sem a capacidade de analisar, questionar e muito menos transformar a sua realidade.
Penso que a função principal da educação é fazer com que nossos alunos leiam o mundo e tentem de alguma forma transformar esse mundo em que vivem.
Queremos alunos críticos e transformadores, para atuar e mudar o mundo, ou pelo menos a comunidade em que vivem.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Família, Escola e Sociedade!
A escola não é a exclusiva instância de formação de cidadania, a família tem um papel enorme nessa formação do sujeito. Mas, com o aumento da sociedade e ampliação social, precisamos cada vez mais qualificar essa escola e esse ensino para poder transformar esse indivíduo e dar chances educativas e culturais a ele. Formar alunos atuantes e críticos para usarem o conhecimento adquirido na escola em sua comunidade, para que ele possa se resgatar historicamente como sujeito e se inter-relacionar com a sociedade. A base é familiar, mas as arestas são aparadas no ambiente educativo, para que o aluno atue efetivamente como ser social.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Portfólio
O portfólio tem papel importantíssimo na consolidação do
nosso conhecimento e da nossa prática, pois ele retoma passo a passo como foi a
construção desse conhecimento e como levamos isso para nossa vida. Ele é quase
uma terapia educacional. Faz com o aluno e o professor repense na sua forma de
aprender e ensinar. E essa reflexão ajuda no processo de consolidar
aprendizagem e ensino se torna mais significativo.
Uma leitura muito interessante que estou lendo e me remete um
pouco ao portfólio é o livro do Miguel Zabalza “diários de aula”.
Uma passagem
interessante “escrever sobre o que se está fazendo como profissional é um
excelente procedimento para normatizar os padrões de trabalho.”
É essa escrita que
torna o portfólio rico. E nos mostra a evolução que tivemos no decorrer do aprendizado.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Sobre retrato da escola
O olhar que
estou tendo sobre a minha escola mudou totalmente do olhar que eu tinha.
Conhecer a
história da escola, onde tudo começou e como chegamos onde estamos hoje me fez
perceber que cada “tijolinho” nessa construção do saber tem sua importância.
E saber que
essa história não termina aqui e que sempre haverá consequências do meu trabalho
nesta escola e ele ficara marcado e seguira a sequência dos fatos, intenções e
realizações.
Retratar
isso está sendo um aprazível trabalho.
Desconstruiu e construiu novamente o que
é escola. O que é a minha escola.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
O que estou aprendendo...
Primeira coisa que aprendi e estou no processo de
consolidação deste aprendizado é “ADEUS PROCRASTINAÇÃO”.
Esse hábito está enraizado no nosso DNA e faz com que a nossa vida se
torne um acúmulo de coisas.
Um acúmulo de coisas que facilmente poderiam ser
feitas no seu tempo correto. E esse papo clichê que mentes criativas deixam tudo pra depois é papo de um procrastinador que quer deixar tudo para o dia seguinte, semana seguinte, mês seguinte. Não acredite!
Quando ocorre a procrastinação, essas coisa que deixamos pendentes vão se
acumulando.E cada dia que deixamos de fazer algo que deveríamos fazer neste dia, vai ficando para o dia seguinte e ai do nada a pessoa procrastinadora SURTA. E chega a conclusão que não tem tempo. Tem tempo sim, basta fazer cada coisa no seu dia e seguir uma organização de tempo.
Geralmente procrastinamos por nos sentir confiantes diante das
“mil” coisas que temos para fazer, sempre damos conta, mas com o curso estou começando a me
questionar, será que vale pena essa “loucura” de deixar tudo pra última hora?
Não vale! Minha terapeuta também agradece.
É necessário essa organizar de tempo para evoluirmos como
profissionais.
Se não seguirmos isso, o tempo passa e levamos a vida acumulando coisas sem nos vermos fazendo essas coisas. A gente acaba fazendo tudo no automático, sem nos colocarmos de fato ali e sem percebemos o que realmente importa.
Se não seguirmos isso, o tempo passa e levamos a vida acumulando coisas sem nos vermos fazendo essas coisas. A gente acaba fazendo tudo no automático, sem nos colocarmos de fato ali e sem percebemos o que realmente importa.
Acabou procrastinação, hoje é um lindo dia para fazer o que é necessário ser feito.
(Postarei isso hoje e não amanhã.)
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