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terça-feira, 10 de abril de 2018

O que queremos dos nossos alunos?





A nossa responsabilidade como professores de formar alunos sujeitos críticos e atuantes para viverem em sociedade é grande demais, pois podemos tornar esses alunos sujeitos autônomos ou sujeitos reprodutores. Muitas vezes, nossas escolas empiristas, com o currículo engessado não permite ao aluno construir seu aprendizagem e nem oportuniza a autonomia, e isso faz com que eles se tornem copistas.

A escola é o primeiro contato que esses alunos têm com a sociedade e muitas vezes saem dali repetindo os mesmos padrões vistos ali.
Se quisermos alunos capazes de mudar o mundo, a sociedade, precisamos oportunizar isso na escola. Criando um espaço democrático, criativo e de construção da autonomia desses alunos.

Pensando em escolas com visões mais democráticas e em professores que também são democráticos, a educação de qualidade pode deixar de ser um ideal e se tornar uma prática realmente efetiva. Tornar a aprendizagem significante é fundamental.
Escola democrática é uma vertente da pedagogia libertária, que defende um educar para a liberdade e tem como Freinet um dos seus defensores e a escola da Ponte em Portugal como escola referencia.

Como afirma Tosto (2011, p. 3):

Nesse modelo de escola, os alunos são incentivados a buscar o conhecimento a partir do seu próprio interesse, iniciativa, ritmo e também são responsáveis pelo desenvolvimento intelectual, sem cobranças autoritárias de qualquer entidades superiores de ensino. Os conteúdos que devem ser aprendidos costumam estar muito próximos da estrutura cognitiva dos alunos, assim como dos seus interesses e expectativas de conhecimento.


Essa escola democrática ainda não é nossa realidade, porém acredito que estamos no caminho para a mudança, acreditamos que o dialogo se faz necessário e que precisamos deixar de lado todo esse gesso do ensino, afinal através da educação podemos fazer muitas coisas, inclusive mudar a sociedade.


Para isso precisamos refletir nossa pratica e ressignficar ela. Repetindo os mesmos padrões de uma pedagogia diretiva, não vamos construir nada, só copiar o que já existe.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Modelos Pedagógicos!




Há um amplo debate em torno da necessidade de se modificarem os currículos escolares. Há sinais incontestáveis da inadequação das práticas pedagógicas tradicionais, o que resulta no fracasso de muitos estudantes e no crescente desinteresse pela aprendizagem.
Muitas vezes questionamos nosso currículo e nossos modelos de ensino e criticamos muito a metodologia tradicional, mas poucos sabemos utilizar somente modelos construtivistas em sala de aula.  Ainda se cobra muito da escola, ainda se cobra muito do professor. Para haver esse enfoque globalizador, seria necessária uma mudança geral na educação, começando pela gestão escolar.
Os alunos dispersivos, muitas vezes são assim, porque não conseguem acompanhar uma aula empirista, quando esse aluno se torna o protagonista do seu saber, ele acaba se empenhando. Mas, volto a dizer, muitas vezes o professor não percebe o porquê deste aluno está dispersivo e confunde muito que é dispersão, a família não compreende também e muitas vezes esse sujeito que só precisava de um estimulo diferente para construir seu saber, acaba ficando “dopado” pelo sistema e rotulado.  
Então, penso que deveríamos fazer essa reflexão todos os dias e tentar adequar nosso planejamento com uma aula construtivista, interdisciplinar, onde os alunos construam seus saberes. Sabe, fazer aquela ressignificação da pratica, após a reflexão. Se não tem como, por pressão social da escola e da comunidade trabalhar só com esta metodologia, devemos tentar chegar o mais perto possível de um ambiente construtor, ou quem sabe tentar misturar as duas metodologias. Creio que qualquer mudança é bem vinda e pode ajudar muito a turma.

            Que tipo de aluno queremos criar? Indivíduos subservientes ou individuo pensante, critico, criativo e operativo? Nossa metodologia que vai criar esse aluno.