Pensar
em tempo e espaço na educação nos leva inicialmente a pensar o que é tempo. O
que é tempo? Tenho refletido muito sobre isso, tanto como professora como aluna
e ao pensar nesse tempo, penso em história, na nossa história de mundo, na nossa
cultura, na história do nosso corpo, no nosso desenvolvimento tanto físico
quanto intelectual, o tempo está nisso tudo e principalmente no tempo que
passa, no tempo de relógio, no tempo cronológico e pensar nesse tempo também é
também pensar no futuro, no que estamos fazendo para melhorar esse futuro. E aí
logo que penso nesse tempo, penso nas fissuras que estou formando nesta
educação cheia de mazelas é justamente tentar fazer com que algumas dessas
mazelas sejam menores ou talvez inexistente e o tempo que esse sujeito passe em
sala de aula se torne um tempo proveitoso, onde esse sujeito possa criar e experimentar
na sua vida o que está sendo ensinado em sala de aula. Esse tempo na escola é
fundamental para o futuro da nossa sociedade. Seremos melhores? Seremos iguais?
Devemos como educadores problematizar esse tempo e suas implicações na vida de
nossos alunos, principalmente diante dos discursos hegemônicos presentes na
escola e de que forma esse espaço está sendo aproveitado e quais são as
fissuras que estamos fazendo. O que é tempo para vocês? Qual a fissura que
estão fazendo? São questionamentos que devemos ter todos os dias.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Tempo!
O tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com
as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga
horária?
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| Dia de Dobradura! |
Na maioria das vezes o tempo dentro da escola não é só para
cumprir com as obrigações, porque somos responsáveis para formar alunos
críticos e para isso precisamos oportunizar momentos que vão além do conteúdo e
carga horário. Na maioria das vezes tentamos construir junto com o aluno o
saber e abrimos mão desse cronograma imposto.
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| Diário da Frida que os alunos escrevem com a família. |
Na minha sala de aula, por
exemplo, o espaço do saber é estendido para casa, com os projetos da turma que
percorrem as famílias, justamente para que as famílias tenham mais tempo útil
com os alunos. Quando oportunizamos uma atividade não conteudista e priorizamos
a bagagem do aluno e o que ele passa a construir coletivamente, deixamos de
lado as obrigações. Entretanto poderia responder que não, que as aulas não deixam
se usar o tempo para as obrigações, pois estamos num espaço que não é
democrático, tendo em vista todas as cobranças que recebemos do Governo, das
direções, das supervisões. O trabalho burocrático exige tempo e muitas vezes
ele é só para cumprir algo, como por exemplo as aulas para recuperar greve, que
acontecem aos sábados e não geralmente só servem para cumprir os dias letivos. Mas
uma coisa é certa, precisamos de mais tempo, tempo para compreendermos as
mudanças de sociedade, tempo para absorver a liquidez atual, tempo para relaxar
a mente e o corpo para tantas afrontas que a educação vem sofrendo, tempo para
aceitar que cada aluno é um aluno e não são todos iguais, tempo para abraçarmos
nossa profissão e formarmos os futuros sujeitos atuantes da sociedade
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