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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sobre tempo e fissuras!


Pensar em tempo e espaço na educação nos leva inicialmente a pensar o que é tempo. O que é tempo? Tenho refletido muito sobre isso, tanto como professora como aluna e ao pensar nesse tempo, penso em história, na nossa história de mundo, na nossa cultura, na história do nosso corpo, no nosso desenvolvimento tanto físico quanto intelectual, o tempo está nisso tudo e principalmente no tempo que passa, no tempo de relógio, no tempo cronológico e pensar nesse tempo também é também pensar no futuro, no que estamos fazendo para melhorar esse futuro. E aí logo que penso nesse tempo, penso nas fissuras que estou formando nesta educação cheia de mazelas é justamente tentar fazer com que algumas dessas mazelas sejam menores ou talvez inexistente e o tempo que esse sujeito passe em sala de aula se torne um tempo proveitoso, onde esse sujeito possa criar e experimentar na sua vida o que está sendo ensinado em sala de aula. Esse tempo na escola é fundamental para o futuro da nossa sociedade. Seremos melhores? Seremos iguais? Devemos como educadores problematizar esse tempo e suas implicações na vida de nossos alunos, principalmente diante dos discursos hegemônicos presentes na escola e de que forma esse espaço está sendo aproveitado e quais são as fissuras que estamos fazendo. O que é tempo para vocês? Qual a fissura que estão fazendo? São questionamentos que devemos ter todos os dias.  


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Tempo!

O tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?  

Dia de Dobradura!

Na maioria das vezes o tempo dentro da escola não é só para cumprir com as obrigações, porque somos responsáveis para formar alunos críticos e para isso precisamos oportunizar momentos que vão além do conteúdo e carga horário. Na maioria das vezes tentamos construir junto com o aluno o saber e abrimos mão desse cronograma imposto. 

Diário da Frida que os alunos escrevem
com a família. 
Na minha sala de aula, por exemplo, o espaço do saber é estendido para casa, com os projetos da turma que percorrem as famílias, justamente para que as famílias tenham mais tempo útil com os alunos. Quando oportunizamos uma atividade não conteudista e priorizamos a bagagem do aluno e o que ele passa a construir coletivamente, deixamos de lado as obrigações. Entretanto poderia responder que não, que as aulas não deixam se usar o tempo para as obrigações, pois estamos num espaço que não é democrático, tendo em vista todas as cobranças que recebemos do Governo, das direções, das supervisões. O trabalho burocrático exige tempo e muitas vezes ele é só para cumprir algo, como por exemplo as aulas para recuperar greve, que acontecem aos sábados e não geralmente só servem para cumprir os dias letivos. Mas uma coisa é certa, precisamos de mais tempo, tempo para compreendermos as mudanças de sociedade, tempo para absorver a liquidez atual, tempo para relaxar a mente e o corpo para tantas afrontas que a educação vem sofrendo, tempo para aceitar que cada aluno é um aluno e não são todos iguais, tempo para abraçarmos nossa profissão e formarmos os futuros sujeitos atuantes da sociedade