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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sobre aprendizagem!



"Um dos grandes pecados da escola é desconsiderar tudo com que a criança chega a ela. A escola decreta que antes dela não há nada” (Folha de São Paulo, 31.03.97 -  Paulo Freire).


Essa fala do Freire é fundamental, pois não podemos jamais, como professores, esquecer a bagagem cultural do aluno. Cada sujeito aprende com suas experiências e traz para a sala de aula suas bagagens e o professor tem que ser o mediar dessa construção. Dentro da aprendizagem considera-se que o mais fundamental processo é a imitação, ou seja, a repetição de um comportamento ou atitude. É o mais fundamental por que se observa que essa é a primeira forma de aprender que as crianças desenvolvem. As crianças aprendem imitando seus pais e as pessoas mais próximas e levam isso para dentro da escola, depois passam a "imitar" o que está vendo na sala de aula... 

Por isso a interação é uma parte fundamental do processo de construção dessa aprendizagem. Que é uma das teorias defendidas por Vygotsky, onde ele defende que o  desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Testagem Método Clinico

Na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, uma das atividades era a realização da testagem do método clinico com um aluno. Fiquei bem confusa na realização da atividade, mesmo lendo o material teórico. Percebi o quanto é difícil deixar a criança só responder sem fazer intervenções. Precisamos abrir mão do nosso lado professora, para sermos só pesquisadores.


O método clinico é muito importante, pois apresenta-se quase como uma investigação do pensamento da criança, por isso é importante deixar a criança responder livremente, sem interferências. A professora disse que se leva dois anos, até termos uma testagem boa, portanto estou iniciando nesse processo de professora-pesquisadora.





domingo, 19 de novembro de 2017

Método Clínico Piagetiano



O método clínico piagetiano, se questiona além de catalogar respostas, tenta-se descobrir o processo que levou a criança a chegar naquela resposta, o método é quase uma investigação do pensamento da criança, as perguntas básicas do método são propostas de exploração, proposta de justificação e proposta de controle. A aplicação do método aliado ao planejamento em sala de aula possibilita uma interação entre professor e aluno, faz também com que o professor fique atento para não perder o foco investigativo.  O método clínico constitui uma técnica bem complexa, com uma base teórica bem aprofundada.

Os erros das crianças ao são somente vistos como erros, pois tentando acertar, se erra e a criança acaba fazendo suas correções em função desse erro e com isso acaba buscando novos conhecimentos e construindo novas certezas, por isso o erro é visto como construtivo.  

E ao professor, como nos aponta COLLARES, cabe “colocar problemas, levantar hipóteses, acolhendo as reações provocadas por suas propostas, o que exigirá dele o máximo de flexibilidade e de rigor, dirigindo e deixando dirigir-se pelos acontecimentos”.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sobre leituras e Piaget!



Ao ler e ver vários vídeos sobre construtivismo, modelos epistemológicos e Piaget com sua teoria do desenvolvimento, percebemos o quanto o conhecimento cientifico e com base nas experiências, principalmente no campo da educação tem importância. E o quanto é importante ressignificarmos nossa prática, principalmente em sala de aula, pois como nos coloca Becker, cadê a experiência? Cadê a intuição? Cadê as perguntas? Precisamos deixar as cópias de lado, precisamos deixar o aluno construir seu saber e precisamos sair do comando, como nos traz Freire, onde aponta a questão do comando do professor. Precisamos abrir mão desse poder, para dar poder para nossos alunos.

Sobre Piaget, podemos observar que o sujeito epistêmico, que é aquele sujeito que está em permanente interação com a realidade que procura saber para assegurar as adaptações contínuas para manter um equilíbrio nessas trocas, que é também o sujeito central do modelo piagetiano, preocupado em desvendar os mecanismos processuais do pensamento, e dentro disso Piaget nos apresenta alguns estágios de desenvolvimento que diferem uns dos outros e o conteúdo de cada estádio consiste num sistema fechado que determina a forma como compreendemos e damos sentido às experiências.

Portanto, tudo que foi visto e lido, nos remete muito a essa postura de reflexão do professor e de ação, em prol de uma pratica mais diferenciada, oportunizando aos alunos um ensino de construção e não somente de copias. O professor tem papel importante nessa nova ação, principalmente porque é através dele que se dá essa construção de conhecimento.



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Modelos Pedagógicos!




Há um amplo debate em torno da necessidade de se modificarem os currículos escolares. Há sinais incontestáveis da inadequação das práticas pedagógicas tradicionais, o que resulta no fracasso de muitos estudantes e no crescente desinteresse pela aprendizagem.
Muitas vezes questionamos nosso currículo e nossos modelos de ensino e criticamos muito a metodologia tradicional, mas poucos sabemos utilizar somente modelos construtivistas em sala de aula.  Ainda se cobra muito da escola, ainda se cobra muito do professor. Para haver esse enfoque globalizador, seria necessária uma mudança geral na educação, começando pela gestão escolar.
Os alunos dispersivos, muitas vezes são assim, porque não conseguem acompanhar uma aula empirista, quando esse aluno se torna o protagonista do seu saber, ele acaba se empenhando. Mas, volto a dizer, muitas vezes o professor não percebe o porquê deste aluno está dispersivo e confunde muito que é dispersão, a família não compreende também e muitas vezes esse sujeito que só precisava de um estimulo diferente para construir seu saber, acaba ficando “dopado” pelo sistema e rotulado.  
Então, penso que deveríamos fazer essa reflexão todos os dias e tentar adequar nosso planejamento com uma aula construtivista, interdisciplinar, onde os alunos construam seus saberes. Sabe, fazer aquela ressignificação da pratica, após a reflexão. Se não tem como, por pressão social da escola e da comunidade trabalhar só com esta metodologia, devemos tentar chegar o mais perto possível de um ambiente construtor, ou quem sabe tentar misturar as duas metodologias. Creio que qualquer mudança é bem vinda e pode ajudar muito a turma.

            Que tipo de aluno queremos criar? Indivíduos subservientes ou individuo pensante, critico, criativo e operativo? Nossa metodologia que vai criar esse aluno.