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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Classificar é fazer ciências???



"Lé com lé, 
Cré com cré, 
Homem com homem,
Mulher com mulher..."

Classificar é fazer ciência, pois é um dos trabalhos fundamentais das Ciências, organizar todos os seus objetos de estudos e colocar na classificação certa. Classificação é algo que a ciência costuma fazer cotidianamente.  

 E também classificar é fazer ciências, pois requer observação e experimentação para ver onde vai e a comprovação ou não se está no lugar certo.

         Classificar também é um trabalho interdisciplinar, com a matemática por exemplo, pois classificar é uma operação lógica de valor fundamental nas nossas vidas , pois nos ajuda a organizar as coisas do nosso cotidiano. 

         Duas dicas de livro para trabalhar classificação e de quebra seriação e aliar aos conteúdos de ciências: O grande rabanete e a casa sonolenta










quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Curiosidades




Trabalhei com a minha turma de 3º ano na hora da leitura, o livro Curiosidade Premiada, que tem uma personagem que gosta de fazer muitas perguntas, ela faz tantas perguntas sobre tudo que acaba incomodando todo mundo. Mas logo todos percebem que este é um bom jeito de descobrir o mundo. E depois de fazer essa leitura com os alunos, explorei com eles o que eles queriam saber e que se alguém da turma soubesse responder poderia. Saíram muitas perguntas e algumas respostas interessantes, mas escolhemos as duas perguntas que todos gostaram e ficaram com dúvidas nas respostas:

1)   Por que os gatos miam? E os cachorros latem?
Chegaram à conclusão que é uma forma de se comunicarem e por serem diferentes, a comunicação também se torna diferente. Alguns, acham que os gatos miam quando querem namorar.

2)    Por que existe vários tipos de lua, sendo que a lua é uma só? 
Nessa pergunta houve um grande debate, alguns responderam que a lua é uma só, mas que ela muda de fase toda semana, por que a terra encobre ela. Outros responderam que na verdade existe duas luas, a grande e a pequena e as outras duas não aparece porque o céu está muito escuro.

Estudar ciências é isso, fazer nossa curiosidade ser despertada e fazer com que essa curiosidade se torne uma grande investigação e experimentação.

Para quem quiser saber mais sobre o livro: aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ciências e Literatura Infantil!

Pensando no ensino interdisciplinar e em como abordar conteúdos de ciências, decidi unir a literatura com a ciência. Inicialmente selecionei os livros de literatura infantil que abordassem conteúdos de ciências e os coloquei expostos no varal da leitura da sala de aula.



Durante duas semanas os alunos manusearam os livros, leram, preencheram fichas de leitura, ouviram as histórias na hora do conto e levaram para casa na sacola da leitura. Após essas duas semanas, fizemos um grande debate sobre os livros lidos e cada turma selecionou os dois livros preferidos para trabalharmos os conteúdos deles. No 3º ano A, os livros escolhidos foram: “A lua coco”, que são poemas sobre a lua e suas fases e o livro “Quem é o centro do mundo”, que é um livro delicado e profundo, que discute a arrogância e o egocentrismo dos homens em relação à natureza. E no 3º ano B, os livros escolhidos foram “A árvore generosa” que traz uma história bem bonita sobre um amor de um menino e uma árvore e a importância dos seus frutos e o livro “ Kabá Darebu” que fala sobre  um menino-índio que nos conta, com sabedoria e poesia, o jeito de ser de sua gente, os Munduruku.  Depois da escolha dos livros, os alunos vão fazer uma exposição dos trabalhos sobre os temas escolhidos. Cada turma vai apresentar, o seu tema escolhido em forma de vídeo para outros alunos da escolha, é uma forma de construir o saber e favorecer a troca de conhecimento.

3º ano A





3º ano B
















Podemos trabalhar ciências de diversas formas, pesquisando, indo em laboratórios, fazendo experimentos, comprovando ou testando teorias, com livros didáticos e textos mais formais e podemos trabalhar ciências utilizando a literatura infantil e usando esse recurso é ir além da pratica comum, pois com essa união da literatura e da ciência faz com que o aluno aprenda o conteúdo de forma prazerosa e interligada, não tornando o conteúdo isolado, tornando-o significativo. Precisamos ter cuidado para fazer uma aula bem planejada e em deixar os alunos conhecer os livros. Campos (2008) explica que “é preciso entender que a ciência é viva, e esse é um dos pontos mais importantes para se conceber o estudo de ciência como um instrumento ativo na vida do aluno. Cabe ao professor buscar livros de histórias e localizar neles os conteúdos a serem desenvolvidos, ao contrário do que se pensa, este artigo não traz a receita pronta, ele aponta caminhos a serem seguidos e o lado positivo desta junção e lança o desafio ao professor, o de buscar, de conhecer, de pesquisar e implantar esta prática pedagógica em suas atividades. ”


Quem quiser ler mais sobre o assunto e unir ciências e literatura, pode ler esse estudo aqui

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Representação do mundo pelas Ciências Naturais

A aula de Representação do mundo pelas Ciências Naturais me instigou muito, porque sou muito resistente ao ensino de Ciências nas séries iniciais, principalmente no ciclo de alfabetização, por não me sentir preparada para essa disciplina. São muitas perguntas que muitas vezes não sei responder e acabamos ficando no ensino clichê de ciências: Lixo, separação de lixo, os 3Rs, animais e plantinhas. O que não é ruim, mas ao participar da aula no Pead, percebi que podemos ir além e podemos favorecer situações onde esse aprendizado ocorra de forma prazerosa.

Aluno 3º ano A
Então, saindo dos conteúdos clichês, fiz a experiência da Ilusão inversa com meus alunos de 3º ano.  Inicialmente falei para eles fazerem um desenho na folha e colocar atrás do copo com água e observei as reações. Eles perceberam que a imagem aumentou de tamanho e também muda de lado, inverte. Após a experiência, eles me questionaram muito sobre o porquê aconteceu essas situações com a imagem, me perguntaram se era mágica. Conversamos a respeito dos líquidos e da importância e para ampliar a aula pedi para que em casa, com o auxílio dos pais repetissem a experiência e pesquisassem sobre, para que na próxima aula conversássemos a respeito da experiência e dos motivos que a imagem aumentou e inverteu. Solicitei também que os alunos relatassem no caderno a experiência.  O que mais foi rico e me serviu de aprendizado desta aula, foi que podemos dar boas aulas de ciência e sair do esquema “feijãozinho no copinho” tão usual nos anos iniciais. Meus alunos, no decorrer da experiência, enriqueceram a aprendizagem de diversos modos, pois observaram a experiência, auxiliaram os colegas durante o experimento, praticaram a oralidade ao contar sobre a experiência para outras pessoas da escola, argumentaram comigo e com os colegas sobre os motivos dos fenômenos ocorrerem e relataram a experiência. Foi uma aula muito positiva! E segundo Zanon e Freitas (2007):

“Essas atividades, oportunizadas pelo professor e realizadas pelos alunos, têm como objetivo ir além da observação direta das evidências e da manipulação dos materiais de laboratórios: devem oferecer condições para que os alunos possam levantar e testar suas idéias e/ou suposições sobre os fenômenos científicos a que são expostos. ”