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domingo, 17 de julho de 2016

Brincar é importante? #14


Sabemos que brincar é fundamental para o desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança, logo o brincar é muito importante e ele tem que fazer parte em qualquer etapa de desenvolvimento do sujeito. Brincar é importante até para o adulto. De acordo com os estudos de Jean Piaget (1984), a atividade lúdica é um princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança sendo, por isso, indispensável à pratica educativa.
E o brincar é tão importante, pois brincando a criança constrói conhecimento, através de algumas brincadeiras, podem desenvolver o raciocínio logico,  através da brincadeira podemos observar o que a criança quer nos dizer, pois muitas vezes eles mostram a realidade deles brincando, segundo Winnicott (1971 ) “É no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu (self)”.
O brincar é uma das formas mais comuns do comportamento humano, principalmente durante a infância. No entanto, o brincar também pode ser uma "ferramenta", por excelência, para que a criança desenvolva suas habilidades, ou mais do que uma "ferramenta", o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento psico e social da criança.

Brincar também é importante, pois durante a brincadeira se cria oportunidade para o sujeito, experimentar o mundo, descobrindo suas possibilidades, compreendo regras, praticando sua autonomia, organizando suas ações, colaborando com os colegas e descobrindo suas emoções. 




terça-feira, 26 de abril de 2016

Ludicidade e o brincar...

Qual a importância do lúdico na educação? Nas nossas salas de aula? Na vida dos nossos alunos? São perguntas que nos remete a uma reflexão sobre os moldes do ensino atual. Onde a brincadeira entra na sala de aula e como é feita essa brincadeira, mais questionamentos.

O lúdico tem sua origem na palavra "ludus" que quer dizer jogo, a palavra evoluiu levando em consideração as pesquisas em psicomotricidade, de modo que deixou de ser considerado apenas o sentido de jogo. O lúdico faz parte da atividade humana e caracteriza-se por ser espontâneo, funcional e satisfatório.
Na atividade lúdica não importa somente o resultado, mas a ação, o movimento vivenciado.
O que acontece na maioria das salas de aulas é que acaba não tendo essas atividades ou se tem são colocadas na rotina de forma tradicional, sendo ação obrigatória para o aluno ser avaliado e não como uma forma de expressão.
Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brinquedos. O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma “atitude” lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva. 

Mas o brincar também deve ter espaço na sala de aula e não só como atividade rotineira, mas o brincar que leva a criança a ser quem ela quiser ser nesse momento brincante. Através do brincar na sala de aula, podemos transformar muitas coisas, principalmente no comportamento das crianças e principalmente trabalhando o afeto. 

Dicas: 

1) Artigo de revista bem interessante sobre o tema aqui


2) Vídeo com a professora Tisuko Morshida Kishimoto, da USP/SP


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O Brincar!

Percebe-se que com o brincar, sendo ele usado para aprender ou só para brincar, os alunos criam possibilidades de cooperarem entre eles, fazendo um exercício de convivência, afetividade e cumplicidade ao brincarem, demonstraram que todos puderam participar, sem discriminação. Outro importante aspecto do brincar na escola, seja na educação infantil ou em qualquer série, é que quando algum aluno não consegue realizar alguma atividade da brincadeira seus colegas o auxiliam, como nas brincadeiras de cantigas de roda (ovo podre, passa anel, o limão entrou na roda) tornando o brincar muitas vezes coletivo e cooperativo. Observa-se que com o brincar também a utilização da comunicação, tanto verbal quanto de movimento, criação do imaginário e para organização das brincadeiras (brincar de casinha, onde as crianças criam suas regras “familiares” muitas vezes copiadas das suas famílias). A concentração da criança não vem da quietude, sala silenciosa nem sempre significa aprendizagem. Ou seja, nas brincadeiras há muitas vozes e muitas vezes na brincadeira a criança se torna ela de fato, pode se fantasiar do que deseja. E defender o brincar na sala de aula, não é ser negligente com o aprender, como diz Tânia Fortuna:
 “Tais limites contribuem para a construção do senso de realidade nos processos de subjetivação. Mas a atividade lúdica é, ela mesma, pujante de situações em que a realidade qualifica o brincar, ao opor resistência à fantasia, forçando a busca de outros canais de realização. ”

 Através do brincar na sala de aula, podemos transformar muitas coisas, principalmente no comportamento das crianças, que são imprescindíveis para que eles possam se respeitar e respeitar as capacidades individuais dos colegas, como os jogos cooperativos como por exemplo o “ZIP ZAP E ZUM”, fazendo com que a brincadeira além de ser divertida, possibilita a interação e também faz com que eles se  abram ao diálogo, escutem e experimentem possibilidades diferentes de se movimentarem e assim (re)construir juntos sentidos e significados que possivelmente levarão para suas vidas, constituindo-se como indivíduos autônomos críticos e construtores de uma sociedade mais justa e igualitária.

Portanto, acredito que o brincar na educação infantil é fundamental para a ludicidade da infância e para o imaginário da criança.  Enriquecendo a aprendizagem dentro da sala de aula nas séries futura e fazendo com que os alunos mudem sua conduta, que muitas vezes é de exclusão e desigualdades, para um agir cooperativo, re-significando assim sua formação, uma formação que reflita e supere sobre as maneiras tradicionais de utilização de brincadeiras em práticas educativas. Por fim, saliento que brincadeiras usadas como recurso didático contribuem na formação social dos alunos, sabendo que o mais importante é aprender com os outros e não contra os outros, contribuindo para sua formação social e cidadã.