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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Para escrever, precisamos ler... Ou escutar!


Escrever é colocar letras em movimentos, mas para escrever e escrever bem é preciso ler... Ler e ouvir alguém lendo...
Não somente ler, mas ler muito. 
E ao ouvir alguém lendo, ter a concentração para se adentrar no mundo das letras e viajar com as histórias...

Por isso devemos ler  para nossos  alunos.
Ler e reler quantas vezes eles quiserem.
Ler história, ler poesias...
Ler muito!

Pois ler permite a construção de um repertório literário, que ao longo da vida vai funcionar como referencial cultural, além de formar futuros leitores que leem pelo prazer de ler e não por obrigação, porque a professora pediu ou para irem bem à prova. Contar histórias, isso faz uma baita diferença na vida das crianças e em nossas vidas. Ler por prazer, faz a diferença na vida de qualquer um. E nosso maior desafio como docente é formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas sujeitos que possam razoavelmente ler e interpretar. Precisamos de pessoas que leiam o mundo, escrevam para o mundo e abram novas portas!


E com a atividade do sarau poético, nos adentramos num mundo tão bonito de letras e poesias... Quase uma terapia, ler o texto que nos escolheu e ouvir o outro ler o seu texto... Nos adentrar em nós e no outro. Que belo exercício! 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Pensando sobre escrita...



Com a atividade, da interdisciplina Seminário Integrador V, onde tínhamos que analisar as postagens de uma colega no portfólio de aprendizagem, cheguei a conclusão que é muito difícil fazer essa leitura critica, pois por mais que a escrita tenha o papel de fazer pensar quem lê, só quem escreve sabe qual o objetivo daquela escrita e cada escrita carrega um pouco do “escriba”. Como criticar a escrita do outro? Que vem carregada das suas vivencias, que podem ser diferentes das nossas... Difícil!

Em sala de aula, como professores, constantemente avaliamos a escrita dos nossos alunos. E a escrita deles, também são carregadas de coisas pessoais deles. Porque posso avaliar? Que condições tenho pra dizer se está certo ou errado? Claro, estamos saindo do contexto ortografia. Como posso classificar em certo ou errado a escrita que vem cheia de “eus”?
O nosso maior desafio como docente é formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas sujeitos que possam razoavelmente ler e interpreta e escrever para o professor corrigir.  Precisamos de pessoas que leiam o mundo, escrevam para o mundo e abram novas portas! Para isso? Precisamos saber nos avaliar e saber avaliar nossos alunos.

Trabalho que me fez questionar algumas coisas, mas principalmente, questionar minha sala de aula, meu “eu” professora. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Vamos escrever?





"Pra escrever.
Escrever de verdade.
Palavras, textos, suspiros que as pessoas queiram, precisem, gostem de ler.
Que provoquem faíscas.
Que façam pensar.
Que mudem o mundo.
Pois pessoas são mundos, a gente repete.
É preciso se despir.
De preconceito, achismo, orgulho, salto alto, superioridade, carão.
E enlarguecer..." (Cris Lisbôa) 


Sempre que escrevemos algo, é justamente para provocar inquietação e reflexão em quem for ler. E é pra isso que a escrita serve, é o objetivo da cultura e da educação. Pensar sobre, concordando ou não, mas fazer pensar. A escrita serve para alumiar, isto é, acender todas as luzes apagadas na mente do leitor ao provocar reflexões e inquietações. Dizemos nas entrelinhas o que gostaríamos de dizer ao nosso leitor e muitas vezes essa escrita é carregada de referências de autores que estudamos, de autores que admiramos, de autores que gostamos. Essas referências nos dão base para uma escrita carregada de contribuições, deixando muitas vezes nossos textos autorais mais ricos e mais argumentativos. Necessitamos ainda, ter cuidado para não nos apropriarmos de uma ideia como nossa, precisamos ser autores dos nossos textos.


E nosso maior desafio como educadores é formar alunos praticantes da leitura e produtores da sua escrita, que possam ser lidos pelos outros sujeitos. Pra isso precisamos escrever e ler para esse aluno. E precisamos escrever todo dia. Algumas pessoas são dotadas de talento para a escrita, bem sabemos isso, através dos nossos alunos, porém nem sempre talento é tudo na vida, precisamos de determinação para ficar fazendo muitas vezes o que precisamos fazer, se queremos que nossos alunos sejam produtores, precisamos ensinar isso a eles e para ensinarmos, precisamos saber. E saber é parar com o mimimi e praticar, muitas e muitas vezes. E um dia, vamos perceber que estamos escrevemos, independente de nossos autores preferidos, por mais que tenhamos a tendência de sempre os colocar na nossa escrita, inclusive nas entrelinhas. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Argumentar escrevendo é preciso!



Argumentar
verbo
1.    1.
intransitivo
apresentar fatos, ideias, razões lógicas, provas etc. que comprovem uma afirmação, uma tese.
"o advogado argumentou com clareza"
2.    2.
transitivo indireto e intransitivo
apresentar ideias em objeção a outras ideias; entrar em controvérsia; discutir, disputar.
"argumentou corajosamente contra o professor"


Um texto argumentativo é uma expressão do conhecimento adquirido e um bom texto, penso eu, deve ser argumentativo com base nos conteúdos estudados, teorias lidas e enriquecido com a nossas experiências em sala de aula, fazendo uma ligação com os nossos estudos.
Argumentos também são uma espécie de investigação cotidiana, para argumentar preciso me informar e adquirir conhecimento do que quero escrever, logo a leitura é fundamental para que se escreva um bom texto, ainda mais um bom texto “acadêmico”.
Esses nossos textos, escritos no portfólio, servem para alguém ler. E devemos ter isso em mente ao escrever, pois nossos leitores precisam refletir e entender o que escrevemos. No curso GoWriters, a professora nos disse que sempre devemos dar nossos textos para alguém ler, se a pessoa não entendeu, devemos reescrever. Ou podemos usar aquela técnica aprendida nas aulas de redação, precisamos deixar o texto descansar, pois depois que o pegamos, vamos enriquecer o que ainda está faltando.
Podemos defender nossos pontos, podemos ser críticos, ser argumentativos, ser analítico-reflexivos ou podemos só sermos reprodutores. O que queremos com os nossos textos? O que queremos escrever neste portfólio? O que queremos que o nosso leitor entenda?
Segundo Aristóteles, um discurso pressupõe a existência de três elementos fundamentais: a pessoa que fala (orador) o assunto de que se fala e as pessoas para quem se fala (público). Logo, transformando isso para a escrita, para provocarmos nosso leitor e leva-lo a reflexão, precisamos ter conhecimento, pois a partir daí que será o ponto de partida do que vamos escrever.
E como queremos melhorar nossos textos e nossos argumentos, podemos usar esse mecanismo maravilhoso de pesquisa chamado GOOGLE e pesquisar sobre escrita, sobre ortografia, dicas de português e também sobre nossos teóricos da educação.
Podemos aplicar em sala de aula, com nossos alunos, esses novos conhecimentos sobre escrita, tornando assim a aula rica.


Dica de livros:


Escrita Criativa: O Prazer da Linguagem, da Renata Di Nizo, que oferece numerosas técnicas de criatividade que possibilitam a descoberta do potencial criativo para a escrita.



   
   

A arte de escrever bem, da Clair Alvez, que é um livro que apresenta as principais dificuldades de redação e esclarece dúvidas de gramática, além de orientar a escrita de textos.






quinta-feira, 17 de março de 2016



Iniciamos o III Eixo do curso de EAD Pedagogia na UFRGS. E tivemos uma aula bem interessante em Seminário Integrador sobre a escrita no portfólio. E que na volta pra casa, me fez refletir muito, tanto na minha escrita no blog como no trabalho em sala de aula com essa escrita. 

Pensando em mim como aluna neste momento, toda vez que escrevo eu tento ser natural, afinal, esses textos estão servindo para alguém ler. Ou seja, estou falando com gente. É sempre bom quando for escrever, que se dê aquela respirada, dê uma volta, pule em um pé só, faça seu ritual de escrita. Eu por exemplo, amo escrever com música. É importante saber qual seu ritual de escrita, pois isso ajuda a não ter tanto medo da página em branco. 
Ano passado fiz um curso de escrita criativa, o Go Writers,  e uso muito do que aprendi no curso com meus alunos nas atividades de produção de texto. Cada aluno meu, no início do ano, ganha um caderno para escrever. Escrever sem precisar mostrar para mim e sem precisar de correção, simplesmente escrever. Justamente para aprender a escrever. Quando eles recebem o caderno, dou algumas dicas de escrita que acho válidas.

  #ficaadica
·         Na dúvida, use o ponto final.
·         Frases curtas e longas devem ser intercaladas.
·         Não comece todos os parágrafos com a mesma classe gramatical.
·         Se houver citação longa, facilite.
·         Oferecer algo que as pessoas não saibam só lendo o título.

No Go Writers, recebi outras dicas que acho significativas e que podem servir para nós do PEAD neste momento de construção neste espaço. Se estivermos escrevendo para um blog, é sempre bom estarmos atentos a sermos originais, respeitar a paciência de quem lê (chega de textão sem muita informação), dar pausar, cuidar com a repetição, acabar com as fileirinhas de quê, fechar bem o texto e cuidar os erros. Parece fácil né? Mas não é!

Muita coisa para se pensar ao se escrever, por isso segue essa dica de ouro: escreva, escreva e escreva, depois guarde, depois leia em voz alta e aí sim, corrija. E é sempre bom, estar sabendo bem do que está escrevendo, para isso, precisamos ler. Escrever bem, está ligado ao ler muito. Não tem como fugir dessa dupla. É bom também sempre que fores escrever, pensar na frase do mestre Yoda “Luke, preparado você não está. ”
Precisamos então, tornar a escrita um hábito, assim como a leitura. Começar a escrever agora. Escrever é um exercício diário. Precisamos criar esse hábito, leve sempre um caderninho dentro da bolsa e anote tudo que for significativo, sala de aula é rica em assuntos. Mas, de fato, não existe uma receita para escrever, assim como não existe uma receita para beijar na boca, precisamos de conhecimento, prática e muita paciência.

Para quem quiser maiores informação sobre o curso, acessa aqui GO WRITERS, o curso oferece bolsas para professores do Estado.