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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Reflexão 3º semestre: gaiolas ou asas?





Somos gaiolas ou asas?
Esse questionamento esteve presente ao longo desses anos de docência, principalmente durante o 3º semestre do curso e agora no momento de estágio.
Ao longo do curso, as vezes me achava gaiola e as vezes asas.
No estágio percebi que só é possível fazer uma educação de qualidade se formos asas e também deixar nossos alunos serem asas.

Gaiolas aprisionam, asas libertam e fazem voar.
Gaiolas são tradicionais, aquele tradicional que não funciona mais.
Asas te impulsionam a ir em frente, a lutar, a acreditar, a ter um futuro.
Gaiolas é toda burocracia que prende, que tranca, que não deixa o professor ser livre e nem os alunos.
Asas é tudo que faz voar, que tira o aluno da caixa e faz ele pensar por si só.
Gaiola segue padrões estabelecidos.
Asas são livre.

Hoje, percebo que somos muito mais asas que gaiolas.
Porém em algumas vezes nos tornamos gaiolas, porque pra ser asas é preciso ter coragem pra mudar, pra levantar vôo e fazer a diferença. Ser asas às vezes é solitário, já que a gaiola é mais confortável.

Mas não podemos desistir de sermos asas, precisamos levantar vôos e fazer nossos alunos fazer o mesmo. Não podemos desistir dessa educação de qualidade, que nos faz livre, que nos tira da gaiola e nos deixa pensar por nós mesmos.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Gaiolas ou Asas?



Rubem Alves traduziu brilhantemente em palavras minha grande inquietação como professora.

Será que somos gaiolas ou asas?

Muitas vezes, penso que somos gaiolas. Gaiolas que não dão liberdade. Gaiolas que não oportunizam. Gaiolas que não valorizam. Gaiolas reprodutoras. Muitas vezes, nos tornamos gaiolas diante de tanto descaso ou por puro cansado, mas somos gaiolas. Vivemos dentro desses prédios de tijolos chamados de escolas que poderiam ser chamados de gaiolas e dentro dele acabamos enfileirando nossos pássaros, não criando oportunidade de crescimento pois estamos ali só reproduzindo o que já nos foi ensinando e o que nos cobram. Dentro dessas gaiolas temos obrigações, listas de regras e conteúdos a seguir, não podemos respirar ou cantar, as vezes só lamentamos. São tantas mazelas, são tantos pássaros enfileirados que parecem gaiolas de caixinhas, todos têm que possuir a mesma forma, senão acabam sendo depenados. Obrigamos nossos pássaros a ficarem 4 horas nessas gaiolinhas, sem fazê-los ver o mundo. 

Que triste realidade a nossa... Nossa gaiola.

Mas em outras tantas vezes, nos vejo como asas. ASAS. ASAS que batem livremente, que democraticamente escolhemos ser. Somos asas quanto assumimos as responsabilidades que nos pertencem e criamos. Somos asas quando damos oportunidades dos nossos pássaros serem livres e pensantes. Somos asas quando damos liberdade para percorrer o mundo, quando não engaiolamos e deixamos nossos pássaros cantarem livremente a melodia que desejarem, porque somos asas quando aceitamos a escolha do outro, entendemos e fazemos o melhor para esse pássaro atingir o melhor que ele pode. Somos asas quando entendemos que somos diferentes e iguais, porque devemos sempre dar as mãos e andar juntos, para cada vez mais sermos asas e acabarmos com as gaiolas.

Então, muitas vezes somos gaiolas, mas não podemos deixar nossas asas serem cortadas, elas precisam voar e quando isso acontecer com todos, as gaiolas vão deixar de existir.


Há esperanças…