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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sobre reflexão!



Destaco de tudo que ouvi e li nessas reflexões, a minha principal aprendizagem foi justamente deixar meus conceitos de lado para construir novos conceitos, ou seja, ressignificar. E ao ressignificar, mudar as coisas na sala de aula e consequentemente na escola. Tornar essa escola uma escola asas e fazer com ela deixe de ser uma escola gaiola.

Tornando os alunos e alunas, asas!
Momento Yoga na Escola Pública
Prática de Estágio/2018


Construí novos conceitos, não basta somente deixar os velhos conceitos de lado, é necessário realmente construir algo em cima desse novo para que ele possa se tornar representativo e significativo.
E toda essa prática de construção de novos conceitos, permeada ainda com a grande responsabilidade de educar e oportunizar aos alunos e alunas essa reflexão também,  é a porta de entrada para um novo universo. E quando deixamos de ser gaiolas e passamos a ser asas, como nos fala tão bem Alves (2002), aprendemos novos voos juntamente com nossos alunos e alunas, que essa é a nossa maior aprendizagem, como alunas-professoras.
A educação é uma luta, uma luta política e de dominação, muitas vezes as classes dominantes tendem disfarcadamente impor essa dominação na classe trabalhadora e tendem a dominar eles desde a infância, através da escola, que antigamente tinha como objetivo só formar trabalhadores, atualmente nessa escola democrática, tentamos formar e construir um sujeito pensante e critico, para atuar na sociedade, da forma que quiser, sem oprimir nenhuma classe. A educação sempre foi um direito de todos, mas de que forma? E como queremos essa escola, nossa sala de aula e nós mesmo como professores? A reflexão carrega tudo isso junto. Finalizo esse texto com uma citação sobre a educação, onde Freire afirma:

Você, eu, um sem-número de educadores sabemos todos que a educação não é a chave das transformações do mundo, mas sabemos também que as mudanças do mundo são um quefazer educativo em si mesmas. Sabemos que a educação não pode tudo, mas pode alguma coisa. Sua força reside exatamente na sua fraqueza. Cabe a nós pôr sua força a serviço de nossos sonhos . (1991, p. 126)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reflexão 4º semestre: escrita


Sobre escrita

Escrita da aluna da turma sobre os conceitos
do Projeto de Aprendizagem

No eixo IV trabalhamos muito sobre a escrita autoral, sobre a importância de escrever, sobre o portfólio.  Penso que compreendemos bem a importância do portfólio para nós alunas-professoras, tendo em vista que é um instrumento de aprendizagem, uma forma de avaliação continua que torna todo nosso saber uma grande exposição de trabalhos de escrita autoral desde o inicio do curso e essa escrita autoral serve para consolidar nossos conhecimentos e fazer uma mediação com a tecnologia e com os saberes dos colegas.
Por isso a importância da escrita, pois nessa escrita aprendemos muito e a escrita serve  para provocar reflexões e fazer quem está lendo pensar. E toda escrita é carregada de referência de autores que gostamos e aprendemos, mesmo essa escrita sendo autoral, ela sempre possui algum referencial.  Devemos sempre cuidar ao escrever, para não nos apropriarmos de escritas alheias, podemos sim, através das referencias repensar nossas produções de conteúdos, diálogos e coexistência, para podermos aparar as arestas dos nosso texto e continuar escrevendo cada vez mais, lembrando que nossas referencias é que fazem a diferença e mantém nossos textos mais amplos e com mais significados, ou seja, mais representativos
Durante o estagio obrigatório, trabalhei com os alunos muita produção textual, tendo em vista que estava usando a tecnologia para favorecer o desenvolvimento da linguagem e a escrita faz parte dessa linguagem. Os alunos tinham que gravar podcast, uma espécie de blog oral, mas antes de gravarem tinham que escrever suas impressões sobre o projeto de aprendizagem. E ao escrever e depois gravar o que tinham escrito, muitos alunos percebiam seus erros e ao perceberem seus erros voltavam a escrita. A escrita tem papel fundamental de consolidar os conhecimentos. E para escrever é preciso ler e ler faz com que o repertorio dos alunos e alunas aumentem e que vai funcionar como um referencial cultural ao longo da vida de cada um. Ler e escrever por prazer faz a diferença na vida de qualquer um e nosso maior desafio como professoras é formar alunos que leiam e escrevam por prazer, não só para nos mostrar, mas para ler o mundo e escrever para o mundo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Reflexão 3º semestre: gaiolas ou asas?





Somos gaiolas ou asas?
Esse questionamento esteve presente ao longo desses anos de docência, principalmente durante o 3º semestre do curso e agora no momento de estágio.
Ao longo do curso, as vezes me achava gaiola e as vezes asas.
No estágio percebi que só é possível fazer uma educação de qualidade se formos asas e também deixar nossos alunos serem asas.

Gaiolas aprisionam, asas libertam e fazem voar.
Gaiolas são tradicionais, aquele tradicional que não funciona mais.
Asas te impulsionam a ir em frente, a lutar, a acreditar, a ter um futuro.
Gaiolas é toda burocracia que prende, que tranca, que não deixa o professor ser livre e nem os alunos.
Asas é tudo que faz voar, que tira o aluno da caixa e faz ele pensar por si só.
Gaiola segue padrões estabelecidos.
Asas são livre.

Hoje, percebo que somos muito mais asas que gaiolas.
Porém em algumas vezes nos tornamos gaiolas, porque pra ser asas é preciso ter coragem pra mudar, pra levantar vôo e fazer a diferença. Ser asas às vezes é solitário, já que a gaiola é mais confortável.

Mas não podemos desistir de sermos asas, precisamos levantar vôos e fazer nossos alunos fazer o mesmo. Não podemos desistir dessa educação de qualidade, que nos faz livre, que nos tira da gaiola e nos deixa pensar por nós mesmos.



terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Reflexão 3º semestre: poesia!

Cordéis dos alunos e alunas


No 3º semestre do curso, tivemos um momento da interdisciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, um estudo sobre poesia infantilNesse 3º semestre elaborei alguns planos para fazer esse trabalho em sala de aula. Mas efetivamente comecei a entender a poesia, quando passei a ler poesia todos os dias para meus alunos e alunas.
Ler poesia todos os dias, torna a leitura da poesia uma leitura deleite e faz com que os alunos e alunas comecem a ficar familiarizados com as rimas e versos.
Trabalhar poesia com alunos em fase de alfabetização, também é bem mais importante do que dar qualquer texto sem significado. A poesia pode aproximar o sujeito do mundo letrado, ainda mais se forem sobre algo familiar a eles.
Nessa prática de estágio, trabalhei com poesia de cordel, sobre diversidade. Além de lermos poesia, produzimos poesia em grupo e montamos em livrinhos de cordel, onde cada aluno fez o seu e depois fizemos um sarau de poesia na sala de aula. E essa aprendizagem foi bastante significativa.
Segundo o escritor Ferreira Gulla:
É preciso oferecer poesia desde a infância, além de outros livros, que tornem a leitura mais agradável e a transforme num hábito.
Por isso é fundamental o trabalho com poesia na sala de aula, pois além de tornar o ensino significativo, forma sujeitos leitores e até produtores de escrita.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Reflexão sobre 2º semestre: Resgatando memórias



Pensar em resgatar história com os alunos e alunas é pensar em trazer as memórias gravadas na nossa cultura para dentro de sala. E trazer essas memórias de forma lúdica se torna muito mais significativo para esses alunos e alunas. Foi isso que fiz em quando trabalhei com as bonecas Abayomis  e sua lenda em 2015 e novamente quando trabalhei com elas na prática de estágio curricular. Mas minha percepção sobre a forma de trabalhar foi um pouco mais aprofundada nessa momento atual de prática.


Prática de Estágio: turma 32

Gostei muito da interação da turma ao confeccionar as bonecas, eles realmente se empenharam na produção das bonecas, ajudaram os colegas com mais dificuldades e se envolveram com a aula. Fazer  essa  mesma atividade com os alunos e alunas me fez perceber o quanto é importante o professor ser criativo e saber gerir situações didáticas eficazes para a aprendizagem e para o desenvolvimento dos alunos e alunas. Principalmente para desenvolver o processo de leitura e escrita, que cabe a nós professoras oportunizar que os alunos e alunas desenvolvam o raciocínio e a interação  com a língua e nem sempre precisa ser da forma tradicional com quadro e cópia no caderno. Nessa atividade de confecção das Abayomis, eles tiveram que escutar a lenda da boneca, interpretar a lenda, fazer reflexões e comparações com os dias atuais, confeccionar a boneca e depois registrar em forma de história em quadrinhos a lenda e o processo de confecção. A alfabetização e letramento estava presente na atividade do inicio ao fim e não precisamos usar o quadro e a cópia para evidenciar isso.
Como reforça Soares que “A preocupação, nos dias de hoje, não deve centrar-se apenas em ensinar a ler e a escrever, mas também, e, sobretudo, levar as pessoas a utilizarem a leitura e a escrita, envolvendo-se em práticas sociais dessas” (2001, p.03).
Não adianta trabalharmos frases como “A BOCA É BOA” se isso não tiver significado para os alunos e alunas. Ao trabalharmos novamente com as bonecas Abayomis, além de fazermos uma resgate da história e dos nossos laços, o conteúdo se tornou significativo para os alunos e alunas. E a importância do lúdico nessa atividade também foi fundamental, pois torna a sala de aula um lugar de brincar também. E sabemos o quanto o brincar é importante para alunos dessa idade.
Como Tãnia Ramos Fortuna:

A sala de aula é um lugar de brincar se o professor consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os desejos dos alunos. Para isto é necessário encontrar o equilíbrio sempre móvel entre o cumprimento de suas funções pedagógicas - ensinar conteúdos e habilidades, ensinar a aprender - e psicológicas - contribuir para o desenvolvimento da subjetividade, para a construção do ser humano autônomo e criativo - na moldura do desempenho das funções sociais - preparar para o exercício da cidadania e da vida coletiva, incentivar a busca da justiça social e da igualdade com respeito à diferença. (FORTUNA, 2000, P.9)

Não fizemos só as bonecas, nós também brincamos, inventamos, criamos e usamos a criatividade para inventar novas histórias. Foi lindo ver os alunos interessados e brincando.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Reflexões sobre o 2º semestre: Manifesto Educadores



Fizemos esse manifesto em 2015.
De lá pra cá muita as mazelas na educação só aumentaram.
Professores das redes públicas e municipais recebendo seus salários de forma parcelada ou com atrasos, as escolas estão sucateadas, pois também estão recebendo suas verbas com cortes.
Lei da escola sem partido, sendo aprovada em diversos lugares, tornando uma escola que deveria ser um espaço democrático, numa escola com mordaça.
Muitos professores abandonando sua profissão, pois estão adoecidos por essas mazelas e cansados de lutar contra um sistema opressor e isso que teve muita luta também, greves e manifestações.
Futuramente não sabemos o que será da educação, o futuro está incerto. Porém ainda não devemos perder as esperanças, pois somos nós professores que vamos educar os futuros sujeitos da nossa sociedade e eles precisam ser pensantes, atuantes, críticos e reflexivos, para tornar a mudança possível.




domingo, 2 de dezembro de 2018

Reflexão sobre 2º semestre: Consciente X Inconsciente




No segundo semestre do curso, tivemos a interdisciplina de psicologia e discorremos muito sobre o inconsciente e o inconsciente. Na minha postagem sobre escrevi que travamos batalhas para descobrir quem está comandando nossas ações.

E nesse momento da escrita eu pensava ser fácil essa descoberta, porém essa resposta certa não temos ainda. Sabemos que o inconsciente tem uma papel importante e fundamental para o entendimento da vida psíquica. Esse termo foi empregado por Freud em 1896 e se tornou a base da psicanálise. Pois no inconsciente estão tudo que é deixado de lado no consciente e que aparecem, como por exemplo, os atos falhos, os sonhos, os mecanismo de defesas.  

Nossos medos, nossos desejos, nossas repressões, nossos tabus. Aquelas atitudes que temos impulsivamente e muitas vezes não entendemos porque agimos daquela forma, tudo isso é nosso inconsciente agindo e tomando forma. Exemplo: autossabotagem clássica, tenho medo de me relacionar e me magoar então inconscientemente eu saboto minha relação pra acabar logo e desta forma não sair magoada. O inconsciente nos fazer agir sem querer, porque não sabemos, simplesmente sentimos o impulso interno e vamos.

O inconsciente seria uma parte profunda e escura, onde não temos acesso. Já nosso consciente é claro e super acessível. E os dois juntos formam a estrutura da psique.

domingo, 25 de novembro de 2018

Reflexões do 1º semestre do curso: Sobre corporiedade



Lembro que assistimos a um filme na interdisciplina Corporiedade, sobre inteligência artificial e relacionamos sobre o desenvolvimento sócio-afetivo.

Hoje percebo o quanto é importante esse relação afetiva na educação e em sala de aula. A chamada pedagogia do afeto. Não podemos estar distantes dos nossos alunos em sala de aula, precisamos ser afetivos também e através desse afeto muitas vezes os alunos desenvolvem suas aprendizagens.
essa afetividade na educação é um laço importante na relação professor e aluno e oportuniza a construção da aprendizagem desses sujeitos. Ainda mais sendo a criança um ser dotado de afetividade e o professor consciente do seu papel como mediador da aprendizagem, precisa olhar e ouvir os apelos da criança e ter o cuidado para não afetá-la, marcando-a, seja positivamente ou negativamente. Afetividade é tudo o que o afeta e sob esse olhar, pode ser algo prazeroso ou não. “As expressões das emoções são mais intensas e de amplas proporções quanto mais novas são as crianças” [...] (WALLON, 1995).

E dentro da sala de aula o professor é o responsável por favorecer essas expressões dos seus alunos e oportunizar para esses alunos o trabalho com suas emoções para que eles possam se devolver como seres humanos plenos. Uma sala de aula acolhedora, um professor com um olhar mais afetivo, trará bons resultados nas aprendizagens.
Tenho feito meditação com meus alunos, um momento que eles param e olham para dentro de si e para os colegas, como sujeitos pertencentes aquele lugar e os resultados estão bastante positivos, os alunos e alunas pararam de brigar e de se julgarem dentro da sala de aula, passaram a cooperar e a colaborar mais com a sala, comigo e um com outro.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Reflexões sobre 1º semestre do curso



Fiquei pensando nas reflexões sobre as interdisciplinas do 1º semestre e me deparei com a interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade. Me dei conta que tudo que aprendemos na interdisciplina e tudo que refletimos naquela momento, serve pra hoje. Pro momento atua que estamos vivendo.

Uma sociedade marcada historicamente pela diferença cultural e de luta de classe, que continua até os dias de hoje, a escola tem um papel fundamental na desconstrução dessa sociedade teoricamente, pois a educação se apresenta multicultural.  O lugar da escola nesse contexto de comunidade deveria ser aquele que trabalha as diferenças e não evidencia o que não é igual ou comum a todos e tenta igualmente trabalhar com essas diferenças.

Tentamos ao longo do curso, ressignificar nossa prática, para tornar nossa sala de aula, uma sala de aula menos excludente, porém é vivemos em conflito, vemos diariamente dentro da escola os antagonismos e os conflitos da sociedade, pois essa mistura acontece, não temos como separar escola e sociedade. Uma está ligada a outra e são articuladas. E nesse contexto escolar que vemos a discriminação de grupos excluídos pelo seu gênero sexual, raça, classe social e outros. E o contexto atual só tendo a aumentar essa exclusão. Por isso deveria ser nosso papel, enquanto professores,  tornar a escola um lugar democratizado, tornar o ensino acessível para todas as classes.

Acredito que atualmente a escola, tenta se firmar como um espaço legítimo e nessa legitimidade ocorre o processo de socialização. É na escola que discutimos as desigualdades e tentamos trabalhar com a diversidade de um modo que não exclua os diferentes e nem padronize todos da mesma forma. Mesmo que a mordaça se torne lei, precisamos combater a exclusão, sendo resistência nas nossas salas de aula.