segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Porque escolhi ser professora?

Me chamo Melissa, tenho 34 anos, sou professora há 15 anos, sendo 9 deles no Estado. Sou viciada em literatura dos anos 20 e arte. Meu desejo sempre foi querer mudar o mundo.
Inicialmente com essa minha vontade de mudar o mundo e por ser uma aluna questionadora, pensei em ser cientista, para descobrir a cura de muitas doenças na nossa sociedade, inclusive a doença do preconceito, mas com o passar dos anos, na escola fui percebendo que minha aptidão para as exatas (tão apreciada pelos cientistas) eram nulas, quase zero.
Mas em compensação, tinha naturalmente o dom da oralidade e um amor pelas humanas. Juntando esses elementos e mais o fato que meus questionamentos não eram solucionados pelos meus professores, decidi ser professora para justamente achar as resposta e mudar o mundo. Utópico não? 
Diariamente tento tornar os meus alunos, alunos pensantes e não copistas. Obviamente, esse pensamento clichê e utópico para muitos, depois de 15 anos modificou-se um pouco, ainda não mudou, mas tornou-se diferente. Ainda quero mudanças, mas ao invés de mudar o mundo quero mudar a mentalidade da minha comunidade escolar, ainda quero formar alunos atuantes e críticos e leitores  letrados. E é exatamente isso que me faz ser professora.

#eujámudeiomundo


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Consciente X Inconsciente



Quantas batalhas travamos tentando descobrir quem está comandando nossas ações. Quem age? Nosso consciente ou  nosso inconsciente? Refletimos nossas ações de acordo com esses dois? Quem eles são? 

O consciente é quem nós somos,  nossas ideias, nossa cultura, nosso raciocínio, nosso pensamento. Tudo que estamos fazendo e sabendo que estamos fazendo e porque estávamos fazendo é nosso consciente. Exemplo:  Estou escrevendo neste portfólio porque sei que ele é importante. Conscientemente estou escrevendo.

Já o velho amigo que muitas vezes “age” escondido é nosso inconsciente.  Nossos medos, nossos desejos, nossas repressões, nossos tabus. Aquelas atitudes que temos impulsivamente e muitas vezes não entendemos porque agimos daquela forma, tudo isso é nosso inconsciente agindo e tomando forma. Exemplo: autossabotagem clássica,  tenho medo de me relacionar e me magoar então inconscientemente eu saboto minha relação pra acabar logo e desta forma não sair magoada. O inconsciente nos fazer agir sem querer, porque não sabemos, simplesmente sentimos o impulso interno e vamos.

O inconsciente seria uma parte profunda e escura, onde não temos acesso. Já nosso consciente é claro e super acessível. E os dois juntos formam a estrutura da psique. Não tão simples assim, mas por aí.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Infância!

Adorei a última aula! E gostei muito da professora e do rumo que a aula tomou. Pensar sobre infância inicialmente nos remete a nossa infância  e isso faz com que façamos uma comparação em como as crianças atualmente são. Minha infância foi muito diferente do que é a infância dos meus alunos. O  conceito de infância vai se transformando com o passar dos tempos de acordo com as gerações. 
Etimologicamente, a palavra "infância" tem origem no latim infantia, do verbo fari = falar, onde fan = falante e in constitui a negação do verbo. Portanto, infans refere-se ao indivíduo que ainda não é capaz de falar.
Mas uma criança é muito capaz, não só de falar, mas de observar o mundo com os olhos que os adultos já deixaram pra trás. Uma criança se surpreende com o novo e se encanta com o que está aprendendo deste mundo. Nós adultos paramos de nos surpreender e isso é bastante filosófico. A infância é algo em construção e a construção acontece baseada na interação com o meio. A nossa concepção de infância mudou muito com o passar dos anos historicamente, durante séculos a infância não foi sujeito de direitos. Ela era simplesmente algo à margem da família, considerada como um "vir a ser". Só era considerada sujeito quando chegava à idade da razão. Hoje a criança está inserida no mundo e na família de forma bastante centrada. Pensamos nessa criança. Estudamos sobre infância, tentamos entender suas fases. E penso que conforme o papel da mulher vai mudando na nossa sociedade, o papel da infância também. Antigamente tínhamos uma infância em casa, brincando na rua com a mãe presente. Hoje já vemos uma infância mais interacional, onde as crianças interagem, vão pra escola mais cedo, a mãe geralmente trabalha fora de casa. Partindo disso, o conceito infância vai se moldando. E se transformando. 



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Significado do Portfólio!

O portfólio como instrumento de aprendizagem é rico pois é uma avaliação continua, torna nosso saber em uma “exposição” de trabalhos produzidos desde o inicio da caminhada para consolidar o conhecimento. Torna uma visão alargada e detalhada do que aprendemos, como aprendemos e como estamos evoluindo cognitivamente.  Reflete a nossa identidade quanto aluno e consequentemente do professor.  
O portfólio ao longo do semestre serviu para uma exteriorização dos meus aprendizados no decorrer deste inicio de curso. Uma construção dos meus saberes e um lugar para colocar a minhas próprias reflexões sobre o que tenho aprendido e compartilhado com os colegas.
Ainda tenho dúvidas quanto à escrita aqui, sendo que geralmente sou bem sucinta. Penso que precisamos saber como escrever e ter calma para expressar nossas ideias com conteúdo e explorar bastante ou ter um foco e sem muito blábláblá. Não sei ainda como vai ser no final do curso, mas por enquanto já percebi minha evolução através das postagens, após o termino do semestre reli o que escrevi e pude perceber isto.

Escrever sobre o que estamos fazendo como profissionais (em aula ou em outro contexto) é um procedimento excelente para nos conscientizarmos de nossos padrões de trabalho (e estudantes). É uma forma de “distanciamento” reflexivo que nos permite atuar. E, além disso, aprender.”


Primeiro Workshop!





                                       Não é um bicho papão e nem um bicho de sete cabeças.


É uma construção que elaboramos sobre nossos saberes e também uma interação com os saberes das colegas e professores. Escrever sobre nossas aprendizagens e apresentar requer dialogicidade, envolvimento, coerência com que escrevemos e com o que falamos e também com o que ouvimos, dinamicidade e um tanto de coragem para quem não se sente seguro.

Escrever e apresentar nossas ideias e reflexões é um processo social e histórico que faz com que evoluímos para o grande dia. O workshop não serve só para ganharmos um conceito e passarmos para o próximo semestre. Ele serve para que possamos adentrar cada vez mais no conteúdo e dominá-lo. E com isso faz com que estejamos sempre em busca de novos conhecimentos para podermos fazer novas reflexões e estarmos mais dentro das aprendizagens.

O próprio conhecimento que amplia nosso conhecimento.

Reflexão sobre as aprendizagens do semestre!


Inicialmente o curso de Pedagogia a distancia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trouxe mudanças significativas na minha vida pessoal, pois me fez ser uma pessoa menos procrastinadora, como escrevi no meu primeiro texto aqui no portfólio de aprendizagem. Tornando-me uma pessoa mais organizada e seguindo horários pré-estabelecidos de estudos.
O curso tornou-se pra mim, uma grande fonte de aprendizado constante e diário, pois me faz pensar diariamente na minha pratica de sala de aula e me faz refletir sobre essa pratica e esse currículo no qual preciso seguir. Como diz Rubens Alves, “é fácil obrigar um aluno a vir para a escola, difícil é convencê-lo a aprender”. E justamente porque quero fazer com que esse aluno aprenda sem ser obrigado é que o curso tem se tornando rico. Pois me fez refletir sobre minha metodologia de trabalho e pensar em que mudanças, estou promovendo em minha sala de aula e se esse currículo está trabalhando com o multiculturalismo da nossa sociedade e trabalhando principalmente essa diversidade e essa cultura que o aluno traz de casa. O curso está me questionando constantemente, sobre a educação e esse meu ideal de educação. O que meus alunos querem aprender e em como eu estou ensinando esses alunos a aprender.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Reflexão!


Será que estamos enquadrando nossos alunos ou estamos deixando eles serem livres para construir seu saber?