terça-feira, 25 de agosto de 2015

Significado do Portfólio!

O portfólio como instrumento de aprendizagem é rico pois é uma avaliação continua, torna nosso saber em uma “exposição” de trabalhos produzidos desde o inicio da caminhada para consolidar o conhecimento. Torna uma visão alargada e detalhada do que aprendemos, como aprendemos e como estamos evoluindo cognitivamente.  Reflete a nossa identidade quanto aluno e consequentemente do professor.  
O portfólio ao longo do semestre serviu para uma exteriorização dos meus aprendizados no decorrer deste inicio de curso. Uma construção dos meus saberes e um lugar para colocar a minhas próprias reflexões sobre o que tenho aprendido e compartilhado com os colegas.
Ainda tenho dúvidas quanto à escrita aqui, sendo que geralmente sou bem sucinta. Penso que precisamos saber como escrever e ter calma para expressar nossas ideias com conteúdo e explorar bastante ou ter um foco e sem muito blábláblá. Não sei ainda como vai ser no final do curso, mas por enquanto já percebi minha evolução através das postagens, após o termino do semestre reli o que escrevi e pude perceber isto.

Escrever sobre o que estamos fazendo como profissionais (em aula ou em outro contexto) é um procedimento excelente para nos conscientizarmos de nossos padrões de trabalho (e estudantes). É uma forma de “distanciamento” reflexivo que nos permite atuar. E, além disso, aprender.”


Primeiro Workshop!





                                       Não é um bicho papão e nem um bicho de sete cabeças.


É uma construção que elaboramos sobre nossos saberes e também uma interação com os saberes das colegas e professores. Escrever sobre nossas aprendizagens e apresentar requer dialogicidade, envolvimento, coerência com que escrevemos e com o que falamos e também com o que ouvimos, dinamicidade e um tanto de coragem para quem não se sente seguro.

Escrever e apresentar nossas ideias e reflexões é um processo social e histórico que faz com que evoluímos para o grande dia. O workshop não serve só para ganharmos um conceito e passarmos para o próximo semestre. Ele serve para que possamos adentrar cada vez mais no conteúdo e dominá-lo. E com isso faz com que estejamos sempre em busca de novos conhecimentos para podermos fazer novas reflexões e estarmos mais dentro das aprendizagens.

O próprio conhecimento que amplia nosso conhecimento.

Reflexão sobre as aprendizagens do semestre!


Inicialmente o curso de Pedagogia a distancia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trouxe mudanças significativas na minha vida pessoal, pois me fez ser uma pessoa menos procrastinadora, como escrevi no meu primeiro texto aqui no portfólio de aprendizagem. Tornando-me uma pessoa mais organizada e seguindo horários pré-estabelecidos de estudos.
O curso tornou-se pra mim, uma grande fonte de aprendizado constante e diário, pois me faz pensar diariamente na minha pratica de sala de aula e me faz refletir sobre essa pratica e esse currículo no qual preciso seguir. Como diz Rubens Alves, “é fácil obrigar um aluno a vir para a escola, difícil é convencê-lo a aprender”. E justamente porque quero fazer com que esse aluno aprenda sem ser obrigado é que o curso tem se tornando rico. Pois me fez refletir sobre minha metodologia de trabalho e pensar em que mudanças, estou promovendo em minha sala de aula e se esse currículo está trabalhando com o multiculturalismo da nossa sociedade e trabalhando principalmente essa diversidade e essa cultura que o aluno traz de casa. O curso está me questionando constantemente, sobre a educação e esse meu ideal de educação. O que meus alunos querem aprender e em como eu estou ensinando esses alunos a aprender.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Reflexão!


Será que estamos enquadrando nossos alunos ou estamos deixando eles serem livres para construir seu saber?

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pensando...

Historicamente, o Brasil, não tem uma pedagogia especifica, na escola e em nossa história temos várias sobrepostas e muitas vezes sem conexão uma com a outra e com a realidade desses nossos alunos.  Nós dizemos construtivistas e diabolizamos o tradicionalismo empirista, mas ainda somos como professores o centro de todo esse "ensino" e queremos ser o centro da sala de aula, não abrindo mão do nosso poder em prol do aluno, em prol que esse aluno construa seu saber. 
Precisamos refletir nossas metodologias, nossa prática e nosso jeito de ser professora. 
Mesmo que essa reflexão nos traga receio e medo. Medo de nos enxergarmos de fato. Pois quando isso ocorre é necessária a mudança. E muitas vezes essa mudança não é comoda. E então, vamos pensar?

"Segundo Almeida e Valente (2011), é preciso privilegiar os processos de formação que permitam um movimento da teoria à prática, e vice-versa, levando o docente a perder o medo e a olhar para as suas próprias práticas, desconstruindo-as e (re)construindo-as a favor dos alunos. É preciso uma compreensão sagaz da necessidade de ir além do currículo, do lápis e do papel utilizados para representar e explicitar os conhecimentos dos alunos.

É muito importante, portanto, a valorização das experiências, da reflexão sobre a prática como espaço para a construção e a reconstrução do conhecimento no magistério. Essa reflexão sobre a prática proporciona uma oportunidade para que os professores compreendam que o processo educativo deve ser constantemente pensado e repensado, pois ele é dinâmico e não estático."

domingo, 14 de junho de 2015

Reflexão cotidiana da minha prática

Depois de ler Becker, comecei a refletir ainda mais minha pratica em sala de aula e me questionar que tipo de professora estou sendo e se é o que de fato sou ou é o que simplesmente estou sendo.
Penso que a implementação da LDB com certeza é um marco para a educação no Brasil, pois a partir dela começamos a visualizar melhor a escola que tínhamos e a escola que é preciso fomentar mediante as necessidades humanas tão eminentes no limiar do século XXI.
Contudo, este é um processo complexo, e até mesmo doloroso para todos os envolvidos com o processo educativo, pois, nos propõem um processo de “(re) aprendizagem” da nossa própria prática pedagógica, tendo que endossar a partir daí uma prática articuladora, transformadora da realidade, capaz de promover um processo baseado na aprendizagem do aluno, onde este desenvolva-se a partir do conceito de que é preciso conhecer a conhecer.
Só que essa (re) aprendizagem e essa reflexão noto que são poucos professores que fazem, pois não além de estarem conformados, de fato não querem mudar e nem querem abrir mão do poder que tem.
Então, penso que deveríamos fazer essa reflexão todos os dias e tentar adequar nosso planejamento com uma aula construtivista, interdisciplinar, onde os alunos construam seus saberes. Se não tem como, por pressão social da escola e da comunidade trabalhar só com esta metodologia, tentar misturar as duas. Creio que qualquer mudança é bem vinda e pode ajudar muito a turma. Tentar abrir mão desse “poder” e passar para que o aluno comece a construir seu saber.
                                                                                                               
Que tipo de aluno queremos criar? Indivíduos subservientes ou individuo pensante, critico, criativo e operativo? Nossa metodologia que vai criar esse aluno.



domingo, 7 de junho de 2015

Um pouco de corporeidade....

Pensando na  história de David do filme A.I. Inteligência Artificial de Kubrick, o pequeno robô, que ao ser ativado pela “mãe” com um código de ativação onde percebe-se claramente a questão do toque na nuca e nas palavras “Mônica, David, Mônica” para criar um elo sentimental com o “garoto” e essa passa a amar e ter uma ligação afetiva com a mãe orga, passa a sonhar também - como Pinóquio - em se tornar humano para ganhar o amor da mãe. O filme encontra-se localizado em um tempo futuro indeterminado, em que o efeito estufa derreteu a calota polar, matou bilhões de pessoas e afundou cidades costeiras como Nova Iorque e Amsterdã. Quanto à sociedade, esta se divide em orgas - os orgânicos - e os mecas - os mecânicos -, sendo que os primeiros encontram-se sob severa restrição para procriar.
Mas nota-se claramente a questão do toque e da importância do afeito para o desenvolvimento cognitivo.
O desenvolvimento sócio-afetivo está relacionado aos sentimentos e as emoções em virtude de uma série de interesses, solidariedade, cooperação, motivação e respeito, visando desenvolver o indivíduo como pessoa, estimulando a formação de uma personalidade estável e equilibrada, desenvolvendo também o aspecto cognitivo, que é o desenvolvimento intelectual e a operação dos processos reflexivos e motor, que trata diretamente do movimento e do desenvolvimento da criança. Esses processos visam garantir a formação integral (sócio, afetivo, cognitivo, motor, espiritual) do aluno. (RODRIGUES, 2003, p.41).
O médico e psicólogo Henri Wallon atribui à emoção – que, como os sentimentos e desejos, são manifestações da vida afetiva – um papel fundamental no processo de desenvolvimento e relacionamento humanos. E a questão do toque está incluído nesse processo sócio-afetivo.

É algo para se pensar né?