segunda-feira, 11 de julho de 2016

Parlendas!

As parlendas são formas literárias tradicionais de origem oral que são recitadas em brincadeiras de crianças. Algumas parlendas são muito antigas e fazem parte do folclore brasileiro. As parlendas são conjuntos de palavras com arrumação rítmica em forma de verso, que podem rimar ou não. Geralmente envolvem alguma brincadeira, jogo, ou movimento corporal. As parlendas podem ser utilizadas em sala de aula, propiciando aprendizagem e divertimento. Pode-se solicitar aos alunos que completem uma parlenda fornecida pelo professor, ou ainda que criem suas próprias versões. Segue abaixo diversas parlendas para serem desenvolvidas com os pequenos.

Deixo aqui um exemplo de sequência didática para trabalhar com parlendas.

Objetivos

·         Reconhecer a parlenda como um gênero textual;
·         Desenvolver a consciência fonológica, enfatizando as rimas;
·         Explorar a oralidade a partir da releitura da parlenda;
·         Ampliar o vocabulário;
·         Reconhecer as vogais;
·         Identificar as letras do nome próprio na parlenda;
·         Identificar palavras e frases da parlenda;
·         Reescrever as parlendas;
·         Interpretar oralmente as parlendas.

 Motivação

Para desenvolver a sequência didática iremos primeiramente mostrar um vídeo que contenha diversas parlendas, para que os alunos saibam o que é antes mesmo de saber seu nome. Após, iremos apresentar o livro selecionado “O jogo da Parlenda” de Heloisa Prieto. Iniciaremos o trabalho com a leitura da primeira parlenda do livro, utilizando dedoches para a contação da parlenda.



 Desenvolvimento das atividades


PARLENDA 1:


Eu fui por um caminho...
Eu também
Encontrei um passarinho...
Eu também
Encontrei um dedo mindinho...
Eu também
Seu-vizinho,
Eu também
Pai de todos,
Eu também
Fura-bolos,
Eu também
 Cata-piolhos,
Eu também


ü  Leitura da parlenda utilizando dedoches. Cada aluno receberá uma cópia da parlenda para acompanhar a leitura da professora.
ü  Exploração oral – interpretação e vocabulário.
ü  Identificar os dedos e seu nome na própria mão.
ü  Proposta artística: pintar os dedos da mão, de acordo com o nome de cada um para brincar.


PARLENDA 2:

Batatinha quando nasce...
Espalha a rama pelo chão.
Menininha quando dorme...
Põe a mão no coração.

ü  Leitura silenciosa dos alunos – apresentar a parlenda utilizando o multimídia. Os alunos irão copiar no caderno.
ü  Exploração: explorar palavras conhecidas, as letras iniciais e finais dessas palavras, identificar as palavras no texto. Após a leitura, alguém gostaria de dizer do que trata a história? Vamos descobrir?
ü  Leitura da professora.
ü  Atividade: dividir a parlenda em dois momentos e desenhar em folha de ofício. Os alunos receberão a cópia da parlenda para recortar e colar na folha.








Batatinha quando nasce...
Espalha a rama pelo chão.








Menininha quando dorme...
Põe a mão no coração.

PARLENDA 3:

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis.

ü  Leitura silenciosa – cada aluno receberá uma cópia.
ü  Exploração oral – Após a leitura, alguém gostaria de dizer do que trata a história? Vamos descobrir?
ü  Leitura da professora – selecionar palavras de contexto para explorar na atividade a seguir.
ü  Atividade:
Ligar as palavras às figuras correspondentes:

ü  Proposta criativa: montar a parlenda em uma folha de ofício já estruturada para isso, com números móveis para colar e massinha de modelar para montar as comidas citadas.
1, 2
3, 4
5, 6
7, 8

PARLENDA 4:

Rei
Capitão
Soldado
Ladrão
Menino
Menina
Macaco
Simão

ü  Leitura silenciosa – cada aluno com uma cópia.
ü  Explorar oralmente – Após a leitura, alguém gostaria de dizer do que trata a história? Vamos descobrir?
ü  Leitura da professora.
ü  Explorar as rimas: o que rima com capitão? Com macaco? Com menino? Etc. Propor aos alunos uma troca de rimas.
ü  Atividade: expor o texto no quadro e deixar em branco algumas palavras da parlenda, para que os alunos possam acrescentar outras palavras que rimam.

ü  Proposta artística: Confeccionar um jogo da memória de imagens e palavras. Os alunos devem fazer as ilustrações dos personagens da parlenda, formando assim o jogo de imagens e palavras.
PARLENDA 5:

Sola, sapato,
Rei, rainha.
Onde quereis
Que eu vá dormir?
Na casa de mãe
Aninha.

ü  Leitura silenciosa – cada aluno com sua cópia.
ü  Exploração oral – Após a leitura, alguém gostaria de dizer do que trata a história? Vamos descobrir?
ü  Leitura da professora.
ü  Atividade: Entregar apenas as imagens da parlenda aos alunos e pedir para que as coloquem em ordem, colando no caderno. Escrever o nome de forma espontânea ao lado.
ü  Proposta artística: fazer um desenho da parlenda em folha A-3, utilizando tinta tempera. 


terça-feira, 31 de maio de 2016

Poesia ❥

 

Depois de ler o texto “A poesia infantil no Brasil” do Luís Camargo, fiquei pensando na importância da poesia para os nossos alunos.
Sabemos que a poesia tem um papel fundamental para o crescimento intelectual, pessoal e social das crianças, pois ela promove o apreço pela leitura e o interesse em ler por prazer, a poesia por ter esse ritmo melódico cheio de rimas, atrai muito os pequenos leitores.
A poesia tem o poder também de mexer com o imaginário da criança, fazendo com que se expressem, que relatem seus desejos e sentimentos. Além de ser um gênero textual importante para auxiliar a alfabetização, pois com as rimas, o aluno vai descobrindo palavras e novas palavras que se encaixam dentro dessas palavras, favorecendo para o professor momentos de brincadeiras com as palavras das poesias. Um exemplo disso é a palavra dentro da palavra com rimas poéticas: o que tem dentro de casas? Asas! O que tem dentro de amar? Mar! Possibilitando também construções poéticas com os alunos, após as brincadeiras.
Além disso tudo, trabalhar com poesias, traz de volta o romantismo, o amor cortês. E como estamos vivendo nesse momento de liquidez, trazes o amor para a sala de aula, pode ser um grande catalizador para muitos problemas.

Sugestão para trabalharmos com poesia na sala de aula:

1) Varal poético: pequenos poemas pendurados numa corda no meio da sala, oportunizando ao aluno a leitura.
2)  Baú da poesia: baúzinho confeccionado pelos alunos com poesias que eles vão trazendo de casa para acrescentar, o baú pode percorrer a escola em diversos momentos, favorecendo a interação.
3)   Hora da poesia: escolher um dia da semana e um momento da aula para se ler poesia, indico as poesias de Vinicius de Moraes, como a Arca de Nóe, que são engraçados e remetem a coisas da realidade do aluno.

E existem muitas outras atividades envolvendo poesia podemos fazer em sala de aula. O que importa é ter esse momento, onde a poesia vai estar inserida nas nossas salas. Lembrando sempre que, nós professores, temos o papel importante de mobilizar nossos alunos e incentiva-los. Então, temos que ser os motivadores desta prática, da leitura da poesia, promovendo e aproximando os alunos com textos poéticos, para deste modo favorecer a criatividade, a sociabilidade, a sensibilidade, o imaginário, que é tão importante para o desenvolvimento pleno.

Vamos poetizar?

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Linguagem!


A linguagem é o maior recurso de interação que vamos ter na vida. É o que nos empodera e nos torna seres inteligentes. Por isso cada pessoa depende da linguagem para viver em sociedade, pois ela é a base da cultura e dificilmente haveria civilização se não fosse o emprego da linguagem e o poder das palavras. É através delas que influenciamos e provocamos as mudanças, quase sempre, necessárias para construir uma vida melhor. Apesar de todo esse empoderamente com a linguagem, os processos de aquisição desta linguagem para surdos são bem diferentes, começando com a negação no início da infância do aprendizado de libras. A criança surda não encontra facilmente uma escola que tenha libras como língua no currículo, precisando deste modo ir para uma escola especialista, não favorecendo deste modo uma interação maior com diferentes pessoas. Tornando também o ensino de libras bastante exclusivo e até excludente. Todos os surdos têm acesso? Não né. Crianças surdas com pais surdos, tem mais possibilidade por ter o contato com a linguagem desde cedo, tornando esse aprendizado pleno e autentico, fazendo com que está criança alcance os patamares do desenvolvimento como qualquer criança ouvinte. Já os que não tem acesso desde cedo, estabelecem formas de comunicações não formais, para se fazerem entender, mas se tornam muitas vezes excluídos da sociedade, pois não utilizam a linguagem conhecida.  “Verifica-se que a Língua de Sinais é utilizada muito mais como um instrumento a fim de ensinar a Língua Portuguesa, que possui prestígio e goza de reconhecimento social dentre os professores que, em sua grande maioria, não possuem fluência em Libras e, tampouco, qualificação metodológica voltada ao ensino de alunos surdos. Em decorrência deste contexto, perde-se a expectativa de excelência que deveria pautar a proposta bilíngue de ensino, também prevista em lei, para os sujeitos surdos...”. Por isso é fundamental para que nós professores, tenhamos essa formação e esse ensino, para estarmos mais preparadas para receber crianças não ouvintes e faze-la se inserir nesse mundo de forma satisfatória. Pode ser utopia devido a todas as mazelas de governo que a educação tem sofrido, mas não podemos deixar de tentar e de acreditar né? Quem pode mudar o mundo? Nós mesmos. A escola não pode continuar sendo esse espaço de exclusão, precisa começar a ser o espaço democrático, onde todos possam se inserir e serem aceitos e qualificados da forma que são. A escola precisa ser o agente transformador desta sociedade e não só o coadjuvante. E os professores são os protagonistas desta transformação. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Projeto de aprendizagem!


Na última aula iniciamos um conteúdo novo, sobre projeto de aprendizagem. 

Não tão novo para mim, pois utilizo muito esse tipo de projeto na minha sala de aula. Projeto este que contempla uma proposta de intervenção pedagógica que dá ao processo de aprender um novo sentido, pois faz com que o aluno busque e construa seu conhecimento e as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações problemas. Um exemplo disso, é meu projeto “PERGUNTAS QUE NÃO SÃO RESPONDIDAS”, onde meus alunos trazem para aula curiosidades deles que nunca foram devidamente solucionadas e dentro disso, buscamos juntos as respostas.

Um projeto gera situações de aprendizagem, reais e diversificadas, possibilitando que os alunos se tornem não só aprendizes, mas também solucionadores das suas situações. Parte do interesse do aluno, onde eles decidem o que querem aprender, opinam, exploram o assunto, trazem referência da sua bagagem cultural e social, tornando-se sujeitos de construção do seu aprendizado. Fazendo com que o professor e a escola se aproxime cada vez mais da realidade dos seus alunos.

Ou seja!

"Um projeto para aprender vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações nesse sistema de significações, que constituem o conhecimento particular do aprendiz". (Léa Fagundes, Aprendizes do Futuro). 
Nos projetos de aprendizagem as dúvidas e interesses do aluno irão gerar o próprio projeto, pois haverá por parte dele interesse em resolver as suas dúvidas.

Definido por Hernández (1998) como "Projetos de Trabalho”, os projetos de aprendizagem oportunizam uma maior interação entre professor e aluno, visto que constrói um universo de ações diversificadas que permitem a participação ativa do aluno. Ao longo do trabalho por projetos, o professor desempenha o papel de mediador. Nesse sentido, sua postura de detentor único do saber não existe mais...” (ViaWikipedia).

terça-feira, 10 de maio de 2016

Música!




Sabemos que com a promulgação da Lei 11.769/2008, que discorre da obrigatoriedade da música na escola, estudar sobre música e seu ensino é fundamental para nossos alunos e para nós mesmos professores. Penso que o ensino da música tem como objetivo ampliar o alcance musical dos alunos, fazer com que esses alunos enriqueçam ainda mais sua cultura musical e passem a ter prazer em ouvir música e entender um pouco mais da nossa história musical e penso que deve ser obrigatório para o professor tornar esse enriquecimento musical gratificante para seus alunos.E não vejo somente como arte, a música.Hoje com todo empoderamento social nessa nossa sociedade multicultural, a escola consegue um alcance amplo, levando esse ensino da música justamente para as minorias que não tiveram muito acesso a ela, conquistando a música dessa forma, um caráter social também.
Precisamos como professores nos preparar para que esse ensino não se torne utópico ou apenas teórico e este vai ser nosso grande desafio.

E eu como apreciadora de Beethoven, deixo um pedacinho de um filme maravilhoso sobre ele e sobre música, filme este chamado "O Segredo de Beethoven".



terça-feira, 3 de maio de 2016

Leitura!


Pensar em literatura é pensar em imaginação, arte, palavras, cores e sabores. Tudo o que um livro pode nos proporcionar. Mas como vivemos numa sociedade que livros não são tidos os objetos mais importantes, ainda mais tendo em vista a média deleitura por ano, nós como professores temos uma baita responsabilidade.





Precisamos incentivar nossos alunos a lerem! Precisamos ler para as nossas crianças. Ler e reler quantas vezes elas quiserem. Ler história, pois isso permite a construção de um repertório literário, que ao longo da vida vai funcionar como referencial cultural, além de formar futuros leitores que leem pelo prazer de ler e não por obrigação, porque a professora pediu ou para irem bem na prova. Contar histórias, isso faz uma baita diferença na vida das crianças. Ler por prazer, faz a diferença na vida de qualquer um.