domingo, 17 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Parlendas!
As
parlendas são formas literárias tradicionais de origem oral que são recitadas
em brincadeiras de crianças. Algumas parlendas são muito antigas e fazem parte
do folclore brasileiro. As parlendas são conjuntos de palavras com
arrumação rítmica em forma de verso, que podem rimar ou não. Geralmente
envolvem alguma brincadeira, jogo, ou movimento corporal. As parlendas podem
ser utilizadas em sala de aula, propiciando aprendizagem e divertimento.
Pode-se solicitar aos alunos que completem uma parlenda fornecida pelo professor,
ou ainda que criem suas próprias versões. Segue abaixo diversas parlendas para
serem desenvolvidas com os pequenos.
Deixo
aqui um exemplo de sequência didática para trabalhar com parlendas.
Objetivos
·
Reconhecer
a parlenda como um gênero textual;
·
Desenvolver
a consciência fonológica, enfatizando as rimas;
·
Explorar
a oralidade a partir da releitura da parlenda;
·
Ampliar
o vocabulário;
·
Reconhecer
as vogais;
·
Identificar
as letras do nome próprio na parlenda;
·
Identificar
palavras e frases da parlenda;
·
Reescrever
as parlendas;
·
Interpretar
oralmente as parlendas.
Motivação
Para desenvolver a sequência
didática iremos primeiramente mostrar um vídeo que contenha diversas parlendas,
para que os alunos saibam o que é antes mesmo de saber seu nome. Após, iremos
apresentar o livro selecionado “O jogo da Parlenda” de Heloisa Prieto. Iniciaremos
o trabalho com a leitura da primeira parlenda do livro, utilizando dedoches
para a contação da parlenda.
Desenvolvimento
das atividades
PARLENDA 1:
Eu
fui por um caminho...
Eu
também
Encontrei
um passarinho...
Eu
também
Encontrei
um dedo mindinho...
Eu
também
Seu-vizinho,
Eu
também
Pai
de todos,
Eu
também
Fura-bolos,
Eu
também
Cata-piolhos,
Eu
também
ü
Leitura
da parlenda utilizando dedoches. Cada aluno receberá uma cópia da parlenda para
acompanhar a leitura da professora.
ü
Exploração
oral – interpretação e vocabulário.
ü
Identificar
os dedos e seu nome na própria mão.
ü
Proposta
artística: pintar os dedos da mão, de acordo com o nome de cada um para brincar.
PARLENDA 2:
Batatinha
quando nasce...
Espalha
a rama pelo chão.
Menininha
quando dorme...
Põe
a mão no coração.
ü
Leitura
silenciosa dos alunos – apresentar a parlenda utilizando o multimídia. Os
alunos irão copiar no caderno.
ü
Exploração:
explorar palavras conhecidas, as letras iniciais e finais dessas palavras,
identificar as palavras no texto. Após a
leitura, alguém gostaria de dizer do que trata a história? Vamos descobrir?
ü
Leitura
da professora.
ü
Atividade:
dividir a parlenda em dois momentos e desenhar em folha de ofício. Os alunos
receberão a cópia da parlenda para recortar e colar na folha.
Batatinha quando
nasce...
Espalha a rama pelo
chão.
|
Menininha
quando dorme...
Põe a
mão no coração.
|
PARLENDA 3:
Um,
dois, feijão com arroz.
Três,
quatro, feijão no prato.
Cinco,
seis, chegou minha vez.
Sete,
oito, comer biscoito.
Nove,
dez, comer pastéis.
ü
Leitura
silenciosa – cada aluno receberá uma cópia.
ü
Exploração
oral – Após a leitura, alguém gostaria de dizer
do que trata a história? Vamos descobrir?
ü
Leitura
da professora – selecionar palavras de contexto para explorar na atividade a
seguir.
ü
Atividade:
Ligar as palavras às figuras
correspondentes:
ü Proposta criativa: montar a parlenda em
uma folha de ofício já estruturada para isso, com números móveis para colar e massinha
de modelar para montar as comidas citadas.
1, 2
|
|
3, 4
|
|
5, 6
|
|
7, 8
|
PARLENDA 4:
Rei
Capitão
Soldado
Ladrão
Menino
Menina
Macaco
Simão
ü
Leitura
silenciosa – cada aluno com uma cópia.
ü
Explorar
oralmente – Após a leitura, alguém gostaria de
dizer do que trata a história? Vamos descobrir?
ü
Leitura
da professora.
ü
Explorar
as rimas: o que rima com capitão? Com macaco?
Com menino? Etc. Propor aos alunos uma troca de rimas.
ü
Atividade: expor o texto no quadro e deixar em branco algumas
palavras da parlenda, para que os alunos possam acrescentar outras palavras que
rimam.
ü
Proposta artística: Confeccionar um jogo da memória de
imagens e palavras. Os alunos devem fazer as ilustrações dos personagens da
parlenda, formando assim o jogo de imagens e palavras.
PARLENDA 5:
Sola, sapato,
Rei, rainha.
Onde quereis
Que eu vá dormir?
Na casa de mãe
Aninha.
ü
Leitura silenciosa – cada aluno com sua cópia.
ü
Exploração oral – Após a leitura, alguém gostaria de dizer do
que trata a história? Vamos descobrir?
ü
Leitura da professora.
ü
Atividade: Entregar apenas as imagens da parlenda aos alunos
e pedir para que as coloquem em ordem, colando no caderno. Escrever o nome de
forma espontânea ao lado.
ü
Proposta artística: fazer um desenho da parlenda em folha
A-3, utilizando tinta tempera.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Poesia ❥
Depois de ler o texto “A
poesia infantil no Brasil” do Luís Camargo, fiquei pensando na importância da
poesia para os nossos alunos.
Sabemos que a poesia tem um
papel fundamental para o crescimento intelectual, pessoal e social das crianças,
pois ela promove o apreço pela leitura e o interesse em ler por prazer, a
poesia por ter esse ritmo melódico cheio de rimas, atrai muito os pequenos
leitores.
A poesia tem o poder também de
mexer com o imaginário da criança, fazendo com que se expressem, que relatem
seus desejos e sentimentos. Além de ser um gênero textual importante para
auxiliar a alfabetização, pois com as rimas, o aluno vai descobrindo palavras e
novas palavras que se encaixam dentro dessas palavras, favorecendo para o
professor momentos de brincadeiras com as palavras das poesias. Um exemplo
disso é a palavra dentro da palavra com rimas poéticas: o que tem dentro de
casas? Asas! O que tem dentro de amar? Mar! Possibilitando também construções poéticas
com os alunos, após as brincadeiras.
Além disso tudo, trabalhar com
poesias, traz de volta o romantismo, o amor cortês. E como estamos vivendo
nesse momento de liquidez, trazes o amor para a sala de aula, pode ser um
grande catalizador para muitos problemas.
Sugestão para trabalharmos com
poesia na sala de aula:
1) Varal poético: pequenos poemas
pendurados numa corda no meio da sala, oportunizando ao aluno a leitura.
2) Baú da poesia: baúzinho
confeccionado pelos alunos com poesias que eles vão trazendo de casa para
acrescentar, o baú pode percorrer a escola em diversos momentos, favorecendo a
interação.
3) Hora da poesia: escolher um
dia da semana e um momento da aula para se ler poesia, indico as poesias de
Vinicius de Moraes, como a Arca de Nóe, que são engraçados e remetem a coisas
da realidade do aluno.
E existem muitas outras atividades
envolvendo poesia podemos fazer em sala de aula. O que importa é ter esse
momento, onde a poesia vai estar inserida nas nossas salas. Lembrando sempre
que, nós professores, temos o papel importante de mobilizar nossos alunos e
incentiva-los. Então, temos que ser os motivadores desta prática, da leitura da
poesia, promovendo e aproximando os alunos com textos poéticos, para deste modo
favorecer a criatividade, a sociabilidade, a sensibilidade, o imaginário, que é
tão importante para o desenvolvimento pleno.
Vamos poetizar?
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Linguagem!
A
linguagem é o maior recurso de interação que vamos ter na vida. É o que nos
empodera e nos torna seres inteligentes. Por isso cada pessoa depende da
linguagem para viver em sociedade, pois ela é a base da cultura e dificilmente
haveria civilização se não fosse o emprego da linguagem e o poder das palavras.
É através delas que influenciamos e provocamos as mudanças, quase sempre,
necessárias para construir uma vida melhor. Apesar de todo esse empoderamente
com a linguagem, os processos de aquisição desta linguagem para surdos são bem
diferentes, começando com a negação no início da infância do aprendizado de
libras. A criança surda não encontra facilmente uma escola que tenha libras
como língua no currículo, precisando deste modo ir para uma escola
especialista, não favorecendo deste modo uma interação maior com diferentes
pessoas. Tornando também o ensino de libras bastante exclusivo e até
excludente. Todos os surdos têm acesso? Não né. Crianças surdas com pais
surdos, tem mais possibilidade por ter o contato com a linguagem desde cedo,
tornando esse aprendizado pleno e autentico, fazendo com que está criança
alcance os patamares do desenvolvimento como qualquer criança ouvinte. Já os
que não tem acesso desde cedo, estabelecem formas de comunicações não formais,
para se fazerem entender, mas se tornam muitas vezes excluídos da sociedade,
pois não utilizam a linguagem conhecida. “Verifica-se
que a Língua de Sinais é utilizada muito mais como um instrumento a fim de
ensinar a Língua Portuguesa, que possui prestígio e goza de reconhecimento
social dentre os professores que, em sua grande maioria, não possuem fluência
em Libras e, tampouco, qualificação metodológica voltada ao ensino de alunos
surdos. Em decorrência deste contexto, perde-se a expectativa de excelência que
deveria pautar a proposta bilíngue de ensino, também prevista em lei, para os
sujeitos surdos...”. Por isso é fundamental para que nós professores,
tenhamos essa formação e esse ensino, para estarmos mais preparadas para
receber crianças não ouvintes e faze-la se inserir nesse mundo de forma satisfatória.
Pode ser utopia devido a todas as mazelas de governo que a educação tem
sofrido, mas não podemos deixar de tentar e de acreditar né? Quem pode mudar o
mundo? Nós mesmos. A escola não pode continuar sendo esse espaço de exclusão,
precisa começar a ser o espaço democrático, onde todos possam se inserir e
serem aceitos e qualificados da forma que são. A escola precisa ser o agente
transformador desta sociedade e não só o coadjuvante. E os professores são os
protagonistas desta transformação.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Projeto de aprendizagem!
Na última aula iniciamos um
conteúdo novo, sobre projeto de aprendizagem.
Não tão novo para mim, pois utilizo
muito esse tipo de projeto na minha sala de aula. Projeto este que contempla
uma proposta de intervenção pedagógica que dá ao processo de aprender um novo
sentido, pois faz com que o aluno busque e construa seu conhecimento e as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações
problemas. Um exemplo disso, é meu
projeto “PERGUNTAS QUE NÃO SÃO RESPONDIDAS”, onde meus alunos trazem para aula
curiosidades deles que nunca foram devidamente solucionadas e dentro disso,
buscamos juntos as respostas.
Um projeto gera situações de
aprendizagem, reais e diversificadas, possibilitando que os alunos se tornem
não só aprendizes, mas também solucionadores das suas situações. Parte do interesse
do aluno, onde eles decidem o que querem aprender, opinam, exploram o assunto,
trazem referência da sua bagagem cultural e social, tornando-se sujeitos de construção
do seu aprendizado. Fazendo com que o professor e a escola se aproxime cada vez
mais da realidade dos seus alunos.
Ou seja!
"Um projeto para aprender vai ser gerado
pelos conflitos, pelas perturbações nesse sistema de significações, que
constituem o conhecimento particular do aprendiz". (Léa Fagundes,
Aprendizes do Futuro).
Nos projetos de aprendizagem
as dúvidas e interesses do aluno irão gerar o próprio projeto, pois haverá por
parte dele interesse em resolver as suas dúvidas.
Definido por Hernández (1998)
como "Projetos de Trabalho”, os projetos de aprendizagem oportunizam uma
maior interação entre professor e aluno, visto que constrói um universo de
ações diversificadas que permitem a participação ativa do aluno. Ao longo do
trabalho por projetos, o professor desempenha o papel de mediador. Nesse
sentido, sua postura de detentor único do saber não existe mais...” (ViaWikipedia).
terça-feira, 10 de maio de 2016
Música!
Sabemos que com a promulgação
da Lei 11.769/2008, que discorre da obrigatoriedade da música na escola,
estudar sobre música e seu ensino é fundamental para nossos alunos e para nós
mesmos professores. Penso que o ensino da música tem como objetivo ampliar o
alcance musical dos alunos, fazer com que esses alunos enriqueçam ainda mais
sua cultura musical e passem a ter prazer em ouvir música e entender um pouco
mais da nossa história musical e penso que deve ser obrigatório para o
professor tornar esse enriquecimento musical gratificante para seus alunos.E não vejo somente como arte,
a música.Hoje com todo empoderamento
social nessa nossa sociedade multicultural, a escola consegue um alcance amplo,
levando esse ensino da música justamente para as minorias que não tiveram muito
acesso a ela, conquistando a música dessa forma, um caráter social também.
Precisamos como professores
nos preparar para que esse ensino não se torne utópico ou apenas teórico e este
vai ser nosso grande desafio.
E eu como apreciadora de
Beethoven, deixo um pedacinho de um filme maravilhoso sobre ele e sobre música,
filme este chamado "O Segredo de Beethoven".
terça-feira, 3 de maio de 2016
Leitura!
Pensar
em literatura é pensar em imaginação, arte, palavras, cores e sabores. Tudo o
que um livro pode nos proporcionar. Mas como vivemos numa sociedade que livros
não são tidos os objetos mais importantes, ainda mais tendo em vista a média deleitura por ano, nós como professores temos uma baita responsabilidade.
Precisamos
incentivar nossos alunos a lerem! Precisamos ler para as nossas crianças. Ler e
reler quantas vezes elas quiserem. Ler história, pois isso permite a construção
de um repertório literário, que ao longo da vida vai funcionar como referencial
cultural, além de formar futuros leitores que leem pelo prazer de ler e não por
obrigação, porque a professora pediu ou para irem bem na prova. Contar
histórias, isso faz uma baita diferença na vida das crianças. Ler por prazer,
faz a diferença na vida de qualquer um.
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