quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Multiplicação



Podemos utilizar a multiplicação em situações cotidianas da sala de aula e da vida do aluno, sem precisar das tabuadas. O professor pode formar grupos, pensar em rodas de bicicletas, sanduíches para X de alunos e muitas outras opções. É necessário no entanto planejamento para a ação e o processo de construção acontecer. O aluno precisa entender o conceito da multiplicação e saber utiliza-lo em situações suas. Depois que o aluno construiu esse conhecimento e já utilizou, podemos sistematizar os resultados, trabalhando com quadros de completar por exemplo ou com jogos que envolvam o conceito da multiplicação, como o jogo que utilizei com os alunos em sala de aula, batalha naval da multiplicação.
Precisamos explorar essa multiplicação cotidiana em nossa sala de aula, utilizando jogos e coisas da vida do aluno, fazer com que ele entenda o processo, fica muito mais acessível o aprendizagem e ele constrói seu saber, muito melhor do que saber a tabuada de cor e não saber colocar na pratica o aprendizado. A atividade que meus alunos mais gostam de fazer relacionada a tabuada e a multiplicação, são os livros coletivos.

Metodologia: Cada dupla ou trio, sorteia um número de 1 a 10, o número que for sorteado vai ser a página do livro que vão confeccionar. A dupla sorteou o número 6, vão construir a página 6 do livro coletivo da tabuada do 2, vão ter que construir 6 bicicletas com 2 rodas em casa e após vão ter que fazer a operação. A lei vai ser 2 rodas em cada bicicleta. E cada livro vai sendo construindo de acordo com a tabuada.




Livros coletivos do 3º ano: 

Livro coletivo da tabuada do 2: bicicleta, duas rodas em cada bicicleta.

Livro coletivo da tabuada do 3: sorvete, 3 bolas em cada casquinha.

Livro coletivo da tabuada do 4: ovelhas, 4 patas para cada ovelha. 

Livro coletivo da tabuada do 5: mãos, 5 dedos em cada mãozinha. 

Livro coletivo da tabuada do 6: corujas, 6 corujas em cada árvore.

Livro coletivo da tabuada do 7: Branca de Neve, 7 anões para cada Branca de Neve.

Livro coletivo da tabuada do 8: Pequeno príncipe, 8 rosas para cada príncipe.

Livro coletivo da tabuada do 9: Procurando o Nemo, 9 peixes para cada mar.

Livro coletivo da tabuada do 10: Pokémon, 10 pokebola para cada pokémon.


Lembrando que podemos misturar a literatura com os conceitos da matemática, só nessa atividade de livros da tabuada utilizei 4 livros de histórias. Fazendo um planejamento da atividade, podemos usar muitas histórias. 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sobre tempo e fissuras!


Pensar em tempo e espaço na educação nos leva inicialmente a pensar o que é tempo. O que é tempo? Tenho refletido muito sobre isso, tanto como professora como aluna e ao pensar nesse tempo, penso em história, na nossa história de mundo, na nossa cultura, na história do nosso corpo, no nosso desenvolvimento tanto físico quanto intelectual, o tempo está nisso tudo e principalmente no tempo que passa, no tempo de relógio, no tempo cronológico e pensar nesse tempo também é também pensar no futuro, no que estamos fazendo para melhorar esse futuro. E aí logo que penso nesse tempo, penso nas fissuras que estou formando nesta educação cheia de mazelas é justamente tentar fazer com que algumas dessas mazelas sejam menores ou talvez inexistente e o tempo que esse sujeito passe em sala de aula se torne um tempo proveitoso, onde esse sujeito possa criar e experimentar na sua vida o que está sendo ensinado em sala de aula. Esse tempo na escola é fundamental para o futuro da nossa sociedade. Seremos melhores? Seremos iguais? Devemos como educadores problematizar esse tempo e suas implicações na vida de nossos alunos, principalmente diante dos discursos hegemônicos presentes na escola e de que forma esse espaço está sendo aproveitado e quais são as fissuras que estamos fazendo. O que é tempo para vocês? Qual a fissura que estão fazendo? São questionamentos que devemos ter todos os dias.  


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Curiosidades




Trabalhei com a minha turma de 3º ano na hora da leitura, o livro Curiosidade Premiada, que tem uma personagem que gosta de fazer muitas perguntas, ela faz tantas perguntas sobre tudo que acaba incomodando todo mundo. Mas logo todos percebem que este é um bom jeito de descobrir o mundo. E depois de fazer essa leitura com os alunos, explorei com eles o que eles queriam saber e que se alguém da turma soubesse responder poderia. Saíram muitas perguntas e algumas respostas interessantes, mas escolhemos as duas perguntas que todos gostaram e ficaram com dúvidas nas respostas:

1)   Por que os gatos miam? E os cachorros latem?
Chegaram à conclusão que é uma forma de se comunicarem e por serem diferentes, a comunicação também se torna diferente. Alguns, acham que os gatos miam quando querem namorar.

2)    Por que existe vários tipos de lua, sendo que a lua é uma só? 
Nessa pergunta houve um grande debate, alguns responderam que a lua é uma só, mas que ela muda de fase toda semana, por que a terra encobre ela. Outros responderam que na verdade existe duas luas, a grande e a pequena e as outras duas não aparece porque o céu está muito escuro.

Estudar ciências é isso, fazer nossa curiosidade ser despertada e fazer com que essa curiosidade se torne uma grande investigação e experimentação.

Para quem quiser saber mais sobre o livro: aqui.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Espaço e Forma!


Profe Mel planificando uma maquete para os alunos

A geometria está no cotidiano dos alunos e desde a educação infantil deveria ser mais explorada, através de jogos e brincadeiras que envolvam o conceito, fazer o aluno perceber o que é o espaço, o que é a forma e como ele ocupa esse espaço.Podemos brincar com o conteúdo e fazer o aluno identificar na sua realidade o espaço e a forma e fazer ele compreender a noção de espaço que desde o seu nascimento já é algo que ele tem contato. É necessário tornar esse espaço representativo e por isso é tão importante planejar atividades que envolvam essas representações.

A escola deve oportunizar as crianças esse tipo de contato e representações, para que eles possam a assimilar de uma maneira ampla esses conteúdo. É necessário procuramos maneiras de trazer isso aos nossos alunos, pois é um conteúdo rico e que faz parte da vida do aluno desde sempre e sempre partindo do “Eu” do aluno, como nos traz o texto, onde Piaget afirma que o corpo da criança é um modo dessa representatividade. 

Livro para trabalhar ludicamente espaço e forma: 3 partes. Baixa aí e monta um ótimo plano de aula, unindo literatura e matemática. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Uma parte do Projeto de Aprendizagem!

Cultura do machismo ou blábláblá? 





Uma das coisas que mais impede as mulheres de escolherem algumas profissões “está na cultura do machismo.


Cultura do machismo ou cultura do estupro é um termo utilizado para abordar as maneiras em que a sociedade culpa as vítimas de assédio sexual e normaliza o comportamento sexual violento dos homens. E esse comportamento muitas vezes ocorre no ambiente de trabalho, como a entrevista Sabrina nos relata. E essa cultura se torna uma consequência da naturalização de atos e comportamentos machistas e sexistas, que acabam estimulando agressões sexuais e físicas. No passado, as mulheres não tinham liberdade para exercer profissões e com o tempo, as mulheres foram conquistando seus espaços no ambiente de trabalho, começaram a fazer sua própria revolução, mesmo assim, ainda hoje, mas algumas situações do dia a dia mostram que, embora enfraquecido, o machismo ainda sobrevive nos detalhes. Ainda assim, resquícios do machismo são perceptíveis em alguns ambientes. Veja a seguir alguns exemplos trazidos pela advogada entrevistada:

1. Mais “patrulha” sobre a vida pessoal

Ou seja, os chefes e colegas acabam prestando mais atenção no que a mulher faz, em que horário chega, em que horário sai, com quem sai.

2. Descrédito quando se expressa emoção

Culpar a TPM sempre é o caminho mais fácil para não ouvir a mulher, Rotulada como emotiva ou passional demais, a mulher pode ser desconsiderada por suas opiniões ou reações no ambiente de trabalho.

3. Maior exigência por comprometimento

Embora a pressão por resultados exista para todos, a mulher frequentemente se sente mais compelida a ter um bom desempenho e provar suas competências.

4. Linguagem mais contida

A própria mulher acaba muitas vezes, nas situações não expor o que realmente pensa, porque acaba sendo reprimida.

5. Elogios “paternalistas”

Os “parabéns” por fazer um trabalho normal.

6.Mansplaining

É um termo que é utilizado quando um homem tenta explicar para a mulher algo, que ela domina mais do que ele, mas por ser mulher não é tão respeitada como entendedora do assunto.

7.Manterrupting
Termo que é utilizado quando um homem interrompe o tempo todo a fala da mulher, numa reunião ou em qualquer outro momento.



Saiba mais neste texto do Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero. 
Veja mais termos no glossário de termos do feminismo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Mar familiar!


Montei uma sequência didática para meus alunos, para que eles pudessem fazer um resgate da sua história através da família. Inicialmente para trabalhar o “EU”. Para que eles pudessem conhecer a formação da sua história desde seu nascimento até os dias de hoje e também pudessem reconhecer a importância da família e a importância dos valores familiares como convívio e respeito, não só laços de sangue, mas laços que fazem parte da família, independente de quem forma essa família. Cada aluno tinha que fazer uma investigação prévia da sua família e montar um mar de peixes genealógico.



Inicialmente, introduzir a sequência didática com a leitura do livro “Árvore da Família”, após a leitura do livro, abrir um debate com as turmas sobre as diferentes configurações das famílias, sobre os papéis de cada um e as relações que se estabelecem dentro da família, propus a elaboração de um “mar” genealógico, com “peixes” que se encontram, diferente da árvore que cria raízes. A família mudou, não seguem mais o padrão pai-mãe-filhos, hoje existem inúmeros tipos de família. E resgatei isso com os alunos, a importância de cada família.




Para a montagem do “mar”, cada aluno fez uma pesquisa com a sua família, sobre os familiares, nomes, sobrenomes, local de nascimento e etc. Cada aluno trouxe sua pesquisa e a partir dela foi-se montando seu “mar genealógico”, onde cada familiar era um peixinho, se encontrando ou não, dependendo da relação familiar. Após a montagem do “mar”, fizemos uma exposição para apresentar os trabalhos dos alunos, fazendo com que cada um explicasse o seu “mar genealógico” e um pouco de si, partindo sempre de si para compreender seu lugar no mundo.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ciências e Literatura Infantil!

Pensando no ensino interdisciplinar e em como abordar conteúdos de ciências, decidi unir a literatura com a ciência. Inicialmente selecionei os livros de literatura infantil que abordassem conteúdos de ciências e os coloquei expostos no varal da leitura da sala de aula.



Durante duas semanas os alunos manusearam os livros, leram, preencheram fichas de leitura, ouviram as histórias na hora do conto e levaram para casa na sacola da leitura. Após essas duas semanas, fizemos um grande debate sobre os livros lidos e cada turma selecionou os dois livros preferidos para trabalharmos os conteúdos deles. No 3º ano A, os livros escolhidos foram: “A lua coco”, que são poemas sobre a lua e suas fases e o livro “Quem é o centro do mundo”, que é um livro delicado e profundo, que discute a arrogância e o egocentrismo dos homens em relação à natureza. E no 3º ano B, os livros escolhidos foram “A árvore generosa” que traz uma história bem bonita sobre um amor de um menino e uma árvore e a importância dos seus frutos e o livro “ Kabá Darebu” que fala sobre  um menino-índio que nos conta, com sabedoria e poesia, o jeito de ser de sua gente, os Munduruku.  Depois da escolha dos livros, os alunos vão fazer uma exposição dos trabalhos sobre os temas escolhidos. Cada turma vai apresentar, o seu tema escolhido em forma de vídeo para outros alunos da escolha, é uma forma de construir o saber e favorecer a troca de conhecimento.

3º ano A





3º ano B
















Podemos trabalhar ciências de diversas formas, pesquisando, indo em laboratórios, fazendo experimentos, comprovando ou testando teorias, com livros didáticos e textos mais formais e podemos trabalhar ciências utilizando a literatura infantil e usando esse recurso é ir além da pratica comum, pois com essa união da literatura e da ciência faz com que o aluno aprenda o conteúdo de forma prazerosa e interligada, não tornando o conteúdo isolado, tornando-o significativo. Precisamos ter cuidado para fazer uma aula bem planejada e em deixar os alunos conhecer os livros. Campos (2008) explica que “é preciso entender que a ciência é viva, e esse é um dos pontos mais importantes para se conceber o estudo de ciência como um instrumento ativo na vida do aluno. Cabe ao professor buscar livros de histórias e localizar neles os conteúdos a serem desenvolvidos, ao contrário do que se pensa, este artigo não traz a receita pronta, ele aponta caminhos a serem seguidos e o lado positivo desta junção e lança o desafio ao professor, o de buscar, de conhecer, de pesquisar e implantar esta prática pedagógica em suas atividades. ”


Quem quiser ler mais sobre o assunto e unir ciências e literatura, pode ler esse estudo aqui