Precisamos sair da caixa comum e trazer para nossas salas de
aulas, momentos de reflexão com nossos alunos, para que eles possam desenvolver
seu lado critico e refletir sobre o que estão aprendendo e o que querem da
sociedade em que vivem. Eles podem vir a mudar essa sociedade, mas para isso
não podem só aceitar o que é imposto, eles devem atuar. Freire propõe ao
professor uma mudança de atitude, em virtude de que o educador além de atuar em
sala de aula como professor conteúdista, esse profissional possa conscientizar,
orientar e preparar seus alunos para a vida, guiando-os sempre para os caminhos
corretos, capazes de fazer desses alunos no futuro, verdadeiros cidadãos com
senso crítico, munidos não só de inteligência, mas também de valores. Após 94
dias em greve, voltei dela e fiz meus alunos perceberem a importância de uma
greve. E o porquê não estar calado diante das coisas como são é importante para
mudar essas coisas. É isso que quero na minha sala de aula e é esse meu
objetivo como professora. Formar alunos para serem críticos da nossa sociedade
e além de serem críticos, transformarem a sociedade numa sociedade mais justa e
igualitária, onde todos tenham acesso além de só direito a uma educação de
qualidade. Sabemos que nem sempre é fácil atender a demanda de alunos que temos
em sala de aula desta forma que Freire tanto desejava, mas não é impossível. E
com certeza isso é feito pela maioria dos professores que permanecem
apaixonados pela arte de ensinar. Apesar dos seus salários risíveis, estamos na
luta por essa educação igualitária e justa e seguimos com o nosso propósito
inicial de educar e consequentemente aprender com nossos alunos.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
Mitos e Preconceitos! Rótulos e Pré-Conceitos!
A sociedade em geral não
lida bem com o dito diferente, tem tendência a apontar e a muitas vezes ter um
certo pré-conceito. Dentro de uma sala de aula, que é o primeiro contato com a
sociedade que os sujeitos tem, isso também acontece. Mas que diferença é essa
que instiga ao pré-conceito? O que é ser diferente? O texto nos faz refletir
sobre isso. E existem vários tipos de diferenças, as físicas, as diferenças de
personalidades e os comportamentos que se diferem. Como lidar com tudo isso em sala de aula? E
se pensarmos sobre as diferenças, temos as diferenças significativas que
pontuam definições tais como: Estatísticos, Estrutural e Psicosocial.
Estatíticos se refere à matemática mesmo, aqueles apontamentos que tantos
porcento da sociedade faz assim ou daquele modo. O estrutural se refere a
vocação, como características dos indivíduos (ver, ouvir, falar, comer) e são
taxadas de diferentes pessoas que necessitam de uma ajuda de algum elemento
exterior para exercer essas características e o psicosocial se refere a
comparação, como por exemplo só pessoas brancas, magras e altas serão bem
sucedidas , logo se pertencer a esse grupo sou “normal” e não vista como
diferente.
Um conceito que trabalho
muito em sala de aula é da empatia, empatia pelo próximo. Somos iguais, porém diferentes
e precisamos ser respeitados nessa nossa diferença. O diferente não deve ser
assustador, mas deve ser somado a diversidade da nossa sociedade multicultural
e deve ser respeitado. Por isso a palavra empatia. Faço com que meus alunos
reflitam sobre essa palavra e a pratiquem. O ensino desse conceito, que deve
ser praticado em sala de aula e na vida é fundamental, pois muitas vezes essas
relações em sala de aula são liquidas, como nos fala Bauman, ninguém se preocupa
com o outro, só consigo mesmo. E para vivermos bem em sociedade, precisamos ter
o cuidado com o outro, além de nós mesmos. Quando não se tem empatia, muitas
vezes se tem o Pré-conceito, o preconceito e os rótulos. Estamos ali formando sujeitos que serão os
futuros atuantes da nossa sociedade, se começarmos a trabalhar a empatia pelo
próximo e o respeito a diversidade, no futuro não serão adultos
pré-conceituosos. Para Omote (2004) deveríamos pensar na diversidade como um
fator natural, decorrente da variabilidade própria da espécie humana, de
alterações ocorridas no organismo e de possíveis variações no ambiente.
domingo, 19 de novembro de 2017
Método Clínico Piagetiano
O método
clínico piagetiano, se questiona além de catalogar respostas, tenta-se
descobrir o processo que levou a criança a chegar naquela resposta, o método é
quase uma investigação do pensamento da criança, as perguntas básicas do método
são propostas de exploração, proposta de justificação e proposta de controle. A
aplicação do método aliado ao planejamento em sala de aula possibilita uma
interação entre professor e aluno, faz também com que o professor fique atento
para não perder o foco investigativo. O
método clínico constitui uma técnica bem complexa, com uma base teórica bem
aprofundada.
Os
erros das crianças ao são somente vistos como erros, pois tentando acertar, se
erra e a criança acaba fazendo suas correções em função desse erro e com isso
acaba buscando novos conhecimentos e construindo novas certezas, por isso o
erro é visto como construtivo.
E ao
professor, como nos aponta COLLARES, cabe “colocar problemas, levantar hipóteses,
acolhendo as reações provocadas por suas propostas, o que exigirá dele o máximo
de flexibilidade e de rigor, dirigindo e deixando dirigir-se pelos
acontecimentos”.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Dias de luta, dias de glória!
Sonhamos? Vamos sonhar?
Não vamos chorar pelas
mazelas, vamos tentar superar!
Vamos lutar para superar!
Juntos, podemos mudar o
mundo!
Os conhecimentos construídos
estão iluminando mentes e tornando os caminhos cheios de luzes. Superar os
problemas e enfrentar os desafios, com muita luz para iluminar a razão. As
luzes podem até se apagar, mas juntos vamos continuar acendendo novas mentes,
iluminando mais caminhos.
Vamos fazer acontecer! Vamos
fazer!
Compartilhar o saber, ler o
mundo, ver as cores, somar as ideias, superar os medos, enfrentar os problemas,
construir um mundo melhor...
Vamos acreditar? Vamos
acreditar!
Enquanto houver esperança na
mudança através da educação, vai chegar o dia que vamos juntos mudar o mundo
mesmo.
*Curta produzido pelas alunas do Pead, eixo VI: Denise, Melissa, Naiara, Natália e Tatiana.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Sobre leituras e Piaget!
Ao
ler e ver vários vídeos sobre construtivismo, modelos epistemológicos e Piaget
com sua teoria do desenvolvimento, percebemos o quanto o conhecimento cientifico
e com base nas experiências, principalmente no campo da educação tem
importância. E o quanto é importante ressignificarmos nossa prática,
principalmente em sala de aula, pois como nos coloca Becker, cadê a experiência?
Cadê a intuição? Cadê as perguntas? Precisamos deixar as cópias de lado,
precisamos deixar o aluno construir seu saber e precisamos sair do comando,
como nos traz Freire, onde aponta a questão do comando do professor. Precisamos
abrir mão desse poder, para dar poder para nossos alunos.
Sobre
Piaget, podemos observar que o sujeito epistêmico, que é aquele sujeito que
está em permanente interação com a realidade que procura saber para assegurar
as adaptações contínuas para manter um equilíbrio nessas trocas, que é também o
sujeito central do modelo piagetiano, preocupado em desvendar os mecanismos
processuais do pensamento, e dentro disso Piaget nos apresenta alguns estágios
de desenvolvimento que diferem uns dos outros e o conteúdo de cada estádio
consiste num sistema fechado que determina a forma como compreendemos e damos
sentido às experiências.
Portanto, tudo que foi visto
e lido, nos remete muito a essa postura de reflexão do professor e de ação, em
prol de uma pratica mais diferenciada, oportunizando aos alunos um ensino de
construção e não somente de copias. O professor tem papel importante nessa nova
ação, principalmente porque é através dele que se dá essa construção de
conhecimento.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Somos iguais, porém diferentes!
![]() |
| Trabalho realizado após leitura do "O garoto Estrela", que aborda diversidade |
Ao
falarmos sobre as diferenças físicas e preconceitos, percebemos muitas vezes
que se faz presente na nossa sala de aula e de forma explicita na maioria das
vezes. Tudo porque a sala de aula é o primeiro contato que nossos alunos têm
com a sociedade e ele traz para dentro da sala de aula sua bagagem cultural e
suas experiências. O preconceito é moldado em casa, muitas vezes e disseminado
nas ruas. Antes de sairmos julgando, precisamos entender o que leva esse
sujeito ser preconceituoso e precisamos refletir acerca do tema. Muitas vezes,
o fato de sermos diferente gera esse pré-conceito. Pois não estamos acostumados
com o diferente. Diferente do que se prega na sociedade. Diferente do que a mídia
mostra. Diferente do que padrão que nos foi imposto. O diferente, não é nos é
comum. Não sabemos lidar com o diferente. E muitas vezes, o diferente pode ser
a gente mesmo.
E
existem vários tipos de diferenças, as físicas, as diferenças de personalidades
e os comportamentos que se diferem. Como
lidar com tudo isso em sala de aula? E se pensarmos sobre as diferenças, temos
as diferenças significativas que pontuam definições tais como: Estatísticos,
Estrutural e Psicosocial. Estatísticas se refere à matemática mesmo, aqueles
apontamentos que tantos por cento da sociedade faz assim ou daquele modo. O estrutural se refere à vocação, como
características dos indivíduos (ver, ouvir, falar, comer) e são taxadas de
diferentes pessoas que necessitam de uma ajuda de algum elemento exterior para
exercer essas características e o psicosocial se refere à comparação, como por
exemplo, só pessoas brancas, magras e altas serão bem sucedidas, logo se
pertencer a esse grupo sou “normal” e não vista como diferente.
E
como transformar a diferença em igualdade numa sala de aula? Como nos aponta
Freire, educação não muda o mundo, educação muda pessoas. Logo, precisamos
mudar pessoas para que elas possam a vir a mudar o mundo.
Na
minha sala de aula, trabalho a partir da literatura infantil, que além de ser
uma estratégia de leitura, oportuniza o debate sobre diversidade e
consequentemente sobre respeito ao próximo e empatia.
Ao
perceber que o diferente é igual, passamos a valorizar a diversidade presente
em sala de aula e além da valorização, passamos a dar voz aos alunos que se
sentem “diferentes” em sala de aula. Não devemos permitir que nossos alunos
sejam como os avestruz e queiram se esconder dentro da areia, portanto é
fundamental oportunizar momentos em sala de aula para que possam se construir
como sujeitos pertencentes a essa sociedade.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Vamos falar sobre ética...
O que é?
No dicionário online diz:
Substantivo feminino Segmento
da filosofia que se dedica à análise das razões que ocasionam, alteram ou
orientam a maneira de agir do ser humano, geralmente tendo em conta seus
valores morais.
No dicionário de filosofia
diz:
Área da filosofia que
estuda o comportamento humano. A palavra ética se origina do termo
grego ethos, que significa "modo de ser", "caráter",
"costume", "comportamento". ... Bom e mau, ou melhor, Bem e
Mal, entretanto, são valores que não apresentam, para o ser humano, um caráter
absoluto.
Ou seja, ética é tudo isso
ai e mais um pouco.
Ética é o modo de ser e agir
dos seres humanos e dessa forma contribuindo para uma sociedade justa e
igualitária, sem pré-conceitos e preconceitos, uma sociedade com valores que
oportunizam nosso crescimento quantos sujeitos dessa sociedade.
E a ética em nossa sala de
aula?
Penso que podemos contribuir para essa sociedade ética, justamente construindo na nossa sala de aula relações harmoniosas, trabalhando com nossos alunos, futuros sujeitos dessa sociedade, o que é ética e como se dá uma relação livre da ação antiética. E principalmente construindo com nossos alunos essas relação. E como o primeiro contato com a sociedade é na escola e na sala de aula, construir essa “sociedade” ali é fundamental. E que possamos ser exemplos para nossos alunos, sendo que eles reproduzem o que vêem em casa e como vêem o professor. Sejamos éticos nas nossas relações e nas relações com nossos alunos.
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