terça-feira, 24 de maio de 2016

Projeto de aprendizagem!


Na última aula iniciamos um conteúdo novo, sobre projeto de aprendizagem. 

Não tão novo para mim, pois utilizo muito esse tipo de projeto na minha sala de aula. Projeto este que contempla uma proposta de intervenção pedagógica que dá ao processo de aprender um novo sentido, pois faz com que o aluno busque e construa seu conhecimento e as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações problemas. Um exemplo disso, é meu projeto “PERGUNTAS QUE NÃO SÃO RESPONDIDAS”, onde meus alunos trazem para aula curiosidades deles que nunca foram devidamente solucionadas e dentro disso, buscamos juntos as respostas.

Um projeto gera situações de aprendizagem, reais e diversificadas, possibilitando que os alunos se tornem não só aprendizes, mas também solucionadores das suas situações. Parte do interesse do aluno, onde eles decidem o que querem aprender, opinam, exploram o assunto, trazem referência da sua bagagem cultural e social, tornando-se sujeitos de construção do seu aprendizado. Fazendo com que o professor e a escola se aproxime cada vez mais da realidade dos seus alunos.

Ou seja!

"Um projeto para aprender vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações nesse sistema de significações, que constituem o conhecimento particular do aprendiz". (Léa Fagundes, Aprendizes do Futuro). 
Nos projetos de aprendizagem as dúvidas e interesses do aluno irão gerar o próprio projeto, pois haverá por parte dele interesse em resolver as suas dúvidas.

Definido por Hernández (1998) como "Projetos de Trabalho”, os projetos de aprendizagem oportunizam uma maior interação entre professor e aluno, visto que constrói um universo de ações diversificadas que permitem a participação ativa do aluno. Ao longo do trabalho por projetos, o professor desempenha o papel de mediador. Nesse sentido, sua postura de detentor único do saber não existe mais...” (ViaWikipedia).

terça-feira, 10 de maio de 2016

Música!




Sabemos que com a promulgação da Lei 11.769/2008, que discorre da obrigatoriedade da música na escola, estudar sobre música e seu ensino é fundamental para nossos alunos e para nós mesmos professores. Penso que o ensino da música tem como objetivo ampliar o alcance musical dos alunos, fazer com que esses alunos enriqueçam ainda mais sua cultura musical e passem a ter prazer em ouvir música e entender um pouco mais da nossa história musical e penso que deve ser obrigatório para o professor tornar esse enriquecimento musical gratificante para seus alunos.E não vejo somente como arte, a música.Hoje com todo empoderamento social nessa nossa sociedade multicultural, a escola consegue um alcance amplo, levando esse ensino da música justamente para as minorias que não tiveram muito acesso a ela, conquistando a música dessa forma, um caráter social também.
Precisamos como professores nos preparar para que esse ensino não se torne utópico ou apenas teórico e este vai ser nosso grande desafio.

E eu como apreciadora de Beethoven, deixo um pedacinho de um filme maravilhoso sobre ele e sobre música, filme este chamado "O Segredo de Beethoven".



terça-feira, 3 de maio de 2016

Leitura!


Pensar em literatura é pensar em imaginação, arte, palavras, cores e sabores. Tudo o que um livro pode nos proporcionar. Mas como vivemos numa sociedade que livros não são tidos os objetos mais importantes, ainda mais tendo em vista a média deleitura por ano, nós como professores temos uma baita responsabilidade.





Precisamos incentivar nossos alunos a lerem! Precisamos ler para as nossas crianças. Ler e reler quantas vezes elas quiserem. Ler história, pois isso permite a construção de um repertório literário, que ao longo da vida vai funcionar como referencial cultural, além de formar futuros leitores que leem pelo prazer de ler e não por obrigação, porque a professora pediu ou para irem bem na prova. Contar histórias, isso faz uma baita diferença na vida das crianças. Ler por prazer, faz a diferença na vida de qualquer um.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Ludicidade e o brincar...

Qual a importância do lúdico na educação? Nas nossas salas de aula? Na vida dos nossos alunos? São perguntas que nos remete a uma reflexão sobre os moldes do ensino atual. Onde a brincadeira entra na sala de aula e como é feita essa brincadeira, mais questionamentos.

O lúdico tem sua origem na palavra "ludus" que quer dizer jogo, a palavra evoluiu levando em consideração as pesquisas em psicomotricidade, de modo que deixou de ser considerado apenas o sentido de jogo. O lúdico faz parte da atividade humana e caracteriza-se por ser espontâneo, funcional e satisfatório.
Na atividade lúdica não importa somente o resultado, mas a ação, o movimento vivenciado.
O que acontece na maioria das salas de aulas é que acaba não tendo essas atividades ou se tem são colocadas na rotina de forma tradicional, sendo ação obrigatória para o aluno ser avaliado e não como uma forma de expressão.
Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brinquedos. O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma “atitude” lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva. 

Mas o brincar também deve ter espaço na sala de aula e não só como atividade rotineira, mas o brincar que leva a criança a ser quem ela quiser ser nesse momento brincante. Através do brincar na sala de aula, podemos transformar muitas coisas, principalmente no comportamento das crianças e principalmente trabalhando o afeto. 

Dicas: 

1) Artigo de revista bem interessante sobre o tema aqui


2) Vídeo com a professora Tisuko Morshida Kishimoto, da USP/SP


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Criança entende? SIMMM!

Com todo esse contesto político que estamos vivendo e com os questionamentos dos alunos a esse respeito, decidi unir a alfabetização num projeto sobre democracia e palavras que estão sendo repetidas diariamente nas mídias.

Primeiro usei o recurso da pesquisa e solicitei que os alunos trouxessem jornais e que pesquisassem as palavras que estavam em destaque: democracia, ditadura, impeachment, golpe, presidenta, partido político.  Após essas pesquisas, eles tiveram que construir cada uma dessas palavras buscando as letras separadamente em jornais.

No segundo momento, utilizei a literatura como chave da aula, fiz a leitura do livro: “ A democracia pode ser assim” da coleção Boitatá.  E fizemos uma grande mesa redonda para debatermos sobre a democracia e após esse debate utilizei o recurso da escrita, cada aluno escreveu um parágrafo sobre o que é democracia.





No final da aula, foi feito um cartaz com todos os textos e desenhos. Os pais dos alunos também participaram inicialmente do projeto, pois foi mandado para casa um tema onde eles tinham que pesquisar com os filhos o que significava cada uma das palavras pesquisadas por seu filho. Quase todos os pais participaram. Foi ótimo ver essa integração família e escola. 




Semana que vem, vamos trabalhar a Constituição Brasileira e o que significa votar.

Os nossos alunos, são os futuros votantes da nossa sociedade, temos responsabilidade como professores, trabalhar esses assuntos. Fazer com que nossos alunos leiam o mundo e sair da mesmice de ler só para o professor. 

Para quem quiser fazer um projeto parecido ou tem dúvida como conversar com os alunos sobre esses assuntos, sugiro que procure ajuda aqui

terça-feira, 5 de abril de 2016

Argumentar escrevendo é preciso!



Argumentar
verbo
1.    1.
intransitivo
apresentar fatos, ideias, razões lógicas, provas etc. que comprovem uma afirmação, uma tese.
"o advogado argumentou com clareza"
2.    2.
transitivo indireto e intransitivo
apresentar ideias em objeção a outras ideias; entrar em controvérsia; discutir, disputar.
"argumentou corajosamente contra o professor"


Um texto argumentativo é uma expressão do conhecimento adquirido e um bom texto, penso eu, deve ser argumentativo com base nos conteúdos estudados, teorias lidas e enriquecido com a nossas experiências em sala de aula, fazendo uma ligação com os nossos estudos.
Argumentos também são uma espécie de investigação cotidiana, para argumentar preciso me informar e adquirir conhecimento do que quero escrever, logo a leitura é fundamental para que se escreva um bom texto, ainda mais um bom texto “acadêmico”.
Esses nossos textos, escritos no portfólio, servem para alguém ler. E devemos ter isso em mente ao escrever, pois nossos leitores precisam refletir e entender o que escrevemos. No curso GoWriters, a professora nos disse que sempre devemos dar nossos textos para alguém ler, se a pessoa não entendeu, devemos reescrever. Ou podemos usar aquela técnica aprendida nas aulas de redação, precisamos deixar o texto descansar, pois depois que o pegamos, vamos enriquecer o que ainda está faltando.
Podemos defender nossos pontos, podemos ser críticos, ser argumentativos, ser analítico-reflexivos ou podemos só sermos reprodutores. O que queremos com os nossos textos? O que queremos escrever neste portfólio? O que queremos que o nosso leitor entenda?
Segundo Aristóteles, um discurso pressupõe a existência de três elementos fundamentais: a pessoa que fala (orador) o assunto de que se fala e as pessoas para quem se fala (público). Logo, transformando isso para a escrita, para provocarmos nosso leitor e leva-lo a reflexão, precisamos ter conhecimento, pois a partir daí que será o ponto de partida do que vamos escrever.
E como queremos melhorar nossos textos e nossos argumentos, podemos usar esse mecanismo maravilhoso de pesquisa chamado GOOGLE e pesquisar sobre escrita, sobre ortografia, dicas de português e também sobre nossos teóricos da educação.
Podemos aplicar em sala de aula, com nossos alunos, esses novos conhecimentos sobre escrita, tornando assim a aula rica.


Dica de livros:


Escrita Criativa: O Prazer da Linguagem, da Renata Di Nizo, que oferece numerosas técnicas de criatividade que possibilitam a descoberta do potencial criativo para a escrita.



   
   

A arte de escrever bem, da Clair Alvez, que é um livro que apresenta as principais dificuldades de redação e esclarece dúvidas de gramática, além de orientar a escrita de textos.






quinta-feira, 17 de março de 2016



Iniciamos o III Eixo do curso de EAD Pedagogia na UFRGS. E tivemos uma aula bem interessante em Seminário Integrador sobre a escrita no portfólio. E que na volta pra casa, me fez refletir muito, tanto na minha escrita no blog como no trabalho em sala de aula com essa escrita. 

Pensando em mim como aluna neste momento, toda vez que escrevo eu tento ser natural, afinal, esses textos estão servindo para alguém ler. Ou seja, estou falando com gente. É sempre bom quando for escrever, que se dê aquela respirada, dê uma volta, pule em um pé só, faça seu ritual de escrita. Eu por exemplo, amo escrever com música. É importante saber qual seu ritual de escrita, pois isso ajuda a não ter tanto medo da página em branco. 
Ano passado fiz um curso de escrita criativa, o Go Writers,  e uso muito do que aprendi no curso com meus alunos nas atividades de produção de texto. Cada aluno meu, no início do ano, ganha um caderno para escrever. Escrever sem precisar mostrar para mim e sem precisar de correção, simplesmente escrever. Justamente para aprender a escrever. Quando eles recebem o caderno, dou algumas dicas de escrita que acho válidas.

  #ficaadica
·         Na dúvida, use o ponto final.
·         Frases curtas e longas devem ser intercaladas.
·         Não comece todos os parágrafos com a mesma classe gramatical.
·         Se houver citação longa, facilite.
·         Oferecer algo que as pessoas não saibam só lendo o título.

No Go Writers, recebi outras dicas que acho significativas e que podem servir para nós do PEAD neste momento de construção neste espaço. Se estivermos escrevendo para um blog, é sempre bom estarmos atentos a sermos originais, respeitar a paciência de quem lê (chega de textão sem muita informação), dar pausar, cuidar com a repetição, acabar com as fileirinhas de quê, fechar bem o texto e cuidar os erros. Parece fácil né? Mas não é!

Muita coisa para se pensar ao se escrever, por isso segue essa dica de ouro: escreva, escreva e escreva, depois guarde, depois leia em voz alta e aí sim, corrija. E é sempre bom, estar sabendo bem do que está escrevendo, para isso, precisamos ler. Escrever bem, está ligado ao ler muito. Não tem como fugir dessa dupla. É bom também sempre que fores escrever, pensar na frase do mestre Yoda “Luke, preparado você não está. ”
Precisamos então, tornar a escrita um hábito, assim como a leitura. Começar a escrever agora. Escrever é um exercício diário. Precisamos criar esse hábito, leve sempre um caderninho dentro da bolsa e anote tudo que for significativo, sala de aula é rica em assuntos. Mas, de fato, não existe uma receita para escrever, assim como não existe uma receita para beijar na boca, precisamos de conhecimento, prática e muita paciência.

Para quem quiser maiores informação sobre o curso, acessa aqui GO WRITERS, o curso oferece bolsas para professores do Estado.