quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Representação do mundo pelas Ciências Naturais

A aula de Representação do mundo pelas Ciências Naturais me instigou muito, porque sou muito resistente ao ensino de Ciências nas séries iniciais, principalmente no ciclo de alfabetização, por não me sentir preparada para essa disciplina. São muitas perguntas que muitas vezes não sei responder e acabamos ficando no ensino clichê de ciências: Lixo, separação de lixo, os 3Rs, animais e plantinhas. O que não é ruim, mas ao participar da aula no Pead, percebi que podemos ir além e podemos favorecer situações onde esse aprendizado ocorra de forma prazerosa.

Aluno 3º ano A
Então, saindo dos conteúdos clichês, fiz a experiência da Ilusão inversa com meus alunos de 3º ano.  Inicialmente falei para eles fazerem um desenho na folha e colocar atrás do copo com água e observei as reações. Eles perceberam que a imagem aumentou de tamanho e também muda de lado, inverte. Após a experiência, eles me questionaram muito sobre o porquê aconteceu essas situações com a imagem, me perguntaram se era mágica. Conversamos a respeito dos líquidos e da importância e para ampliar a aula pedi para que em casa, com o auxílio dos pais repetissem a experiência e pesquisassem sobre, para que na próxima aula conversássemos a respeito da experiência e dos motivos que a imagem aumentou e inverteu. Solicitei também que os alunos relatassem no caderno a experiência.  O que mais foi rico e me serviu de aprendizado desta aula, foi que podemos dar boas aulas de ciência e sair do esquema “feijãozinho no copinho” tão usual nos anos iniciais. Meus alunos, no decorrer da experiência, enriqueceram a aprendizagem de diversos modos, pois observaram a experiência, auxiliaram os colegas durante o experimento, praticaram a oralidade ao contar sobre a experiência para outras pessoas da escola, argumentaram comigo e com os colegas sobre os motivos dos fenômenos ocorrerem e relataram a experiência. Foi uma aula muito positiva! E segundo Zanon e Freitas (2007):

“Essas atividades, oportunizadas pelo professor e realizadas pelos alunos, têm como objetivo ir além da observação direta das evidências e da manipulação dos materiais de laboratórios: devem oferecer condições para que os alunos possam levantar e testar suas idéias e/ou suposições sobre os fenômenos científicos a que são expostos. ” 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ver e Olhar!

Inicialmente quando penso em ver e olhar, penso no gritante abismo que existe entre os dois. E nas minhas imagens, pode-se observar isso. 


Imagem 1


Na imagem 1, eu vejo. É uma imagem que carrega muitas mazelas que a educação vem sofrido cotidianamente nessa nossa sociedade atual. Pode-se observar a sala cheia, alunos enfileirados, atividades reprodutoras, crianças colocadas na mesma “caixa” de saber. Essa sala de aula não é uma sala de aula ideal, mas é uma sala de aula usual e comum no espaço dito democrático da escola. Eu, como professora, me sinto responsável por fazer diferente, por tentar criar um ambiente alfabetizador significativo para meus alunos, tento transformar esses “reprodutores” de conteúdo em alunos pensantes, mas o desafio é grande, pois o espaço é pequeno, a turma é numerosa, são muitos níveis de aprendizado. Ou seja, nem sempre é a sala de aula ideal, mas é a sala que todo os dias a gente tenta transformar.


Imagem 2

Já na imagem 2, podemos olhar. Sermos mais atentos! Temos uma fila mista, que veio através de um projeto sobre gênero e sexualidade. Olhamos alunos que não são separados por sexo, nem altura. Estão cada um no lugar que querem estar. Não são colocamos na mesma caixa. São respeitados, de forma igual. 

Imagem 3

O que fecha com a imagem 3, que foi feito em cima do mesmo projeto. Precisamos olhar, pois quando olhamos, nos tornamos protagonistas da ação. Quando olhamos nossos alunos, percebemos o quanto eles são os sujeito da sua história e essa construção ocorre diariamente naquela sala de aula nem sempre ideal. Mas olhamos e passamos a reconhecer esse sujeito nosso igual e saímos do “ego” do professor que é o que detém o saber e passamos a compartilhar esse saber e isso faz com que nossos alunos, passem a ser e não a só reproduzir.


domingo, 9 de outubro de 2016

Eixo IV



Eixo IV
Segundo semestre do ano de 2016.
Novas interdisciplinas.
Novas aprendizagens.
Nova construção de conhecimento.
Novas escritas.
Tudo novo de novo.

No mundo do saber todas as possibilidades são possíveis, pois estamos sempre em processo de construção desse saber. Escolhas são feitas no decorrer dessa construção, mas para isso precisamos estar sempre retomando esse processo de aprendizagem dentro da gente. Temos dois papéis, o papel de educador e o papel de aluno. Um se mistura com o outro, porque sabemos, como docentes estamos sempre aprendendo e como aluno estamos ensinando também. Quase como um jogo de reflexo, somos todos (e)feitos nessa construção. 

domingo, 17 de julho de 2016

Projeto de aprendizagem S2


Pensando em projeto de aprendizagem, penso ser um ganho enorme para o professor em sala de aula, utilizar esse tipo de projeto e para a escola no geral, pois o nosso objetivo maior é formar sujeitos autônomos e participativos na sociedade, logo trabalhar com projeto de aprendizagem, onde o aluno, se torna um sujeito ativo no seu aprendizado, faz com que ele comece desde já a se tornar esse cidadão autônomo. Fora que o aluno constrói juntamente com seus colegas e professora seu conhecimento e quando construímos nosso conhecimento, o aprendizado fica muito mais significado do que só ler 50X aquela frase “O IVO VIU A UVA”.

Precisamos começar a trabalhar com projetos de aprendizagem, implementar seu uso dentro da escola, para acabar com o professor tradicional que detém o poder de transmitir o conhecimento, que decidi e define ele mesmo o conteúdo e as atividades que devem ser desenvolvidas. Precisamos começar a trabalhar com projetos de aprendizagem para dar espaço para esse professor que constrói com os alunos o aprendizado, respeita e valoriza o que os alunos já sabem e o que desejam aprender, tornando assim o ensino mais atrativo e logo a escola um espaço democrático que realmente forma sujeitos autônomos. 

Nosso grupo construindo o conhecimento!

Formação de Leitores! #15

Durante o decorrer do semestre, com as aulas e os estudos de textos da interdisciplina Literatura e Aprendizagem, apresentei um planejamento para formação de leitores dentro da minha escola. Justamente, por sabermos o quanto é importante o trabalho com a leitura com base na literatura em sala de aula e para o desenvolvimento do aluno. E essa proposta de formação de leitores tem por objetivos: Resgatar as práticas de leitura na escola; Incentivar através da prática da leitura o desejo e o prazer; Possibilitar o contato dos alunos com textos reais e significativos; Sensibilizar e integrar a comunidade escolar nas práticas de leitura.

Estratégias de formação de leitores

·       Hora da leitura – propiciar um momento no qual toda a escola para as suas atividades para ler. Inicialmente ocorrerá quinzenalmente (considerando a realidade da escola onde trabalho), com duração de dez minutos. O objetivo é fazer todas as semanas, aumentando o tempo de leitura aos poucos.
·     
      Sacola literária – cada aluno, um por vez, levará a sacola para casa. Cada sacola deverá conter pelo menos um livro de literatura infantil, um livro de literatura para adultos, uma revista atualizada, e um caderno para registros. O professor deverá organizar sua sacola considerando o que é trabalhado em sala de aula e interesse dos alunos. Deverá também definir quanto tempo cada aluno fica com a sacola. 
Sacola Literária da turma 3º ano B 
·      Feira literária – espaço onde os alunos possam levar seus livros para trocar com os colegas. Será organizada por turmas, num primeiro momento, para que os alunos se familiarizem com a proposta. Depois será organizada uma grande feira na escola, envolvendo todos os anos do Ensino Fundamental. A feira será proposta uma vez a cada duas semanas, mas poderá ser alterada de acordo com o andamento da proposta.

·         Projetos literários – divulgar e motivar os professores a participarem de formações, projetos e passeios que envolvam a leitura de alguma forma, propiciando espaço para exposições, divulgação do trabalho dos professores, etc. Por exemplo: “Autor presente” (visita do autor na escola, com verba para a compra de livros do autor), passeio à Feira do livro, projetos sobre autores ou gêneros textuais.
Visita do autor André Neves na escola
Julho/2016


Algumas dessas estratégias já implementamos e outras estamos no caminho de implementar. Está sendo um rico trabalho e uma forma prazerosa de inserir a literatura na bagagem cultural desses alunos. 

Brincar é importante? #14


Sabemos que brincar é fundamental para o desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança, logo o brincar é muito importante e ele tem que fazer parte em qualquer etapa de desenvolvimento do sujeito. Brincar é importante até para o adulto. De acordo com os estudos de Jean Piaget (1984), a atividade lúdica é um princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança sendo, por isso, indispensável à pratica educativa.
E o brincar é tão importante, pois brincando a criança constrói conhecimento, através de algumas brincadeiras, podem desenvolver o raciocínio logico,  através da brincadeira podemos observar o que a criança quer nos dizer, pois muitas vezes eles mostram a realidade deles brincando, segundo Winnicott (1971 ) “É no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu (self)”.
O brincar é uma das formas mais comuns do comportamento humano, principalmente durante a infância. No entanto, o brincar também pode ser uma "ferramenta", por excelência, para que a criança desenvolva suas habilidades, ou mais do que uma "ferramenta", o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento psico e social da criança.

Brincar também é importante, pois durante a brincadeira se cria oportunidade para o sujeito, experimentar o mundo, descobrindo suas possibilidades, compreendo regras, praticando sua autonomia, organizando suas ações, colaborando com os colegas e descobrindo suas emoções. 




O que é repertório? #13



Em música, o termo repertório, significa um conjunto, ou listagem, de músicas diferentes que um músico, conjunto, banda, dj ou orquestra tem para apresentar no palco, show, festa ou evento musical. São as músicas que são escolhidas também para compor a obra. Nos shows o repertório é mais conhecido como setlist e nas apresentações de Dj, o repertório do mesmo é conhecido como playlist. O repertório também se refere a toda obra do músico, como por exemplo, as obras de Beethoven. 

Referencia: http://www.dicionarioinformal.com.br/repert%C3%B3rio/