segunda-feira, 13 de julho de 2015

Reflexão!


Será que estamos enquadrando nossos alunos ou estamos deixando eles serem livres para construir seu saber?

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pensando...

Historicamente, o Brasil, não tem uma pedagogia especifica, na escola e em nossa história temos várias sobrepostas e muitas vezes sem conexão uma com a outra e com a realidade desses nossos alunos.  Nós dizemos construtivistas e diabolizamos o tradicionalismo empirista, mas ainda somos como professores o centro de todo esse "ensino" e queremos ser o centro da sala de aula, não abrindo mão do nosso poder em prol do aluno, em prol que esse aluno construa seu saber. 
Precisamos refletir nossas metodologias, nossa prática e nosso jeito de ser professora. 
Mesmo que essa reflexão nos traga receio e medo. Medo de nos enxergarmos de fato. Pois quando isso ocorre é necessária a mudança. E muitas vezes essa mudança não é comoda. E então, vamos pensar?

"Segundo Almeida e Valente (2011), é preciso privilegiar os processos de formação que permitam um movimento da teoria à prática, e vice-versa, levando o docente a perder o medo e a olhar para as suas próprias práticas, desconstruindo-as e (re)construindo-as a favor dos alunos. É preciso uma compreensão sagaz da necessidade de ir além do currículo, do lápis e do papel utilizados para representar e explicitar os conhecimentos dos alunos.

É muito importante, portanto, a valorização das experiências, da reflexão sobre a prática como espaço para a construção e a reconstrução do conhecimento no magistério. Essa reflexão sobre a prática proporciona uma oportunidade para que os professores compreendam que o processo educativo deve ser constantemente pensado e repensado, pois ele é dinâmico e não estático."

domingo, 14 de junho de 2015

Reflexão cotidiana da minha prática

Depois de ler Becker, comecei a refletir ainda mais minha pratica em sala de aula e me questionar que tipo de professora estou sendo e se é o que de fato sou ou é o que simplesmente estou sendo.
Penso que a implementação da LDB com certeza é um marco para a educação no Brasil, pois a partir dela começamos a visualizar melhor a escola que tínhamos e a escola que é preciso fomentar mediante as necessidades humanas tão eminentes no limiar do século XXI.
Contudo, este é um processo complexo, e até mesmo doloroso para todos os envolvidos com o processo educativo, pois, nos propõem um processo de “(re) aprendizagem” da nossa própria prática pedagógica, tendo que endossar a partir daí uma prática articuladora, transformadora da realidade, capaz de promover um processo baseado na aprendizagem do aluno, onde este desenvolva-se a partir do conceito de que é preciso conhecer a conhecer.
Só que essa (re) aprendizagem e essa reflexão noto que são poucos professores que fazem, pois não além de estarem conformados, de fato não querem mudar e nem querem abrir mão do poder que tem.
Então, penso que deveríamos fazer essa reflexão todos os dias e tentar adequar nosso planejamento com uma aula construtivista, interdisciplinar, onde os alunos construam seus saberes. Se não tem como, por pressão social da escola e da comunidade trabalhar só com esta metodologia, tentar misturar as duas. Creio que qualquer mudança é bem vinda e pode ajudar muito a turma. Tentar abrir mão desse “poder” e passar para que o aluno comece a construir seu saber.
                                                                                                               
Que tipo de aluno queremos criar? Indivíduos subservientes ou individuo pensante, critico, criativo e operativo? Nossa metodologia que vai criar esse aluno.



domingo, 7 de junho de 2015

Um pouco de corporeidade....

Pensando na  história de David do filme A.I. Inteligência Artificial de Kubrick, o pequeno robô, que ao ser ativado pela “mãe” com um código de ativação onde percebe-se claramente a questão do toque na nuca e nas palavras “Mônica, David, Mônica” para criar um elo sentimental com o “garoto” e essa passa a amar e ter uma ligação afetiva com a mãe orga, passa a sonhar também - como Pinóquio - em se tornar humano para ganhar o amor da mãe. O filme encontra-se localizado em um tempo futuro indeterminado, em que o efeito estufa derreteu a calota polar, matou bilhões de pessoas e afundou cidades costeiras como Nova Iorque e Amsterdã. Quanto à sociedade, esta se divide em orgas - os orgânicos - e os mecas - os mecânicos -, sendo que os primeiros encontram-se sob severa restrição para procriar.
Mas nota-se claramente a questão do toque e da importância do afeito para o desenvolvimento cognitivo.
O desenvolvimento sócio-afetivo está relacionado aos sentimentos e as emoções em virtude de uma série de interesses, solidariedade, cooperação, motivação e respeito, visando desenvolver o indivíduo como pessoa, estimulando a formação de uma personalidade estável e equilibrada, desenvolvendo também o aspecto cognitivo, que é o desenvolvimento intelectual e a operação dos processos reflexivos e motor, que trata diretamente do movimento e do desenvolvimento da criança. Esses processos visam garantir a formação integral (sócio, afetivo, cognitivo, motor, espiritual) do aluno. (RODRIGUES, 2003, p.41).
O médico e psicólogo Henri Wallon atribui à emoção – que, como os sentimentos e desejos, são manifestações da vida afetiva – um papel fundamental no processo de desenvolvimento e relacionamento humanos. E a questão do toque está incluído nesse processo sócio-afetivo.

É algo para se pensar né? 


domingo, 24 de maio de 2015

Reflexões!

Depois de ler o texto do Zabala, comecei a pensar não só em métodos globalizados, mas em currículo educacional, pois currículo não é somente conteúdos a serem seguidos, mas um processo democrático, de cuja construção todas as pessoas afetadas deveriam participar. E para que isso seja positivo, precisamos trabalhar coletivamente e interdisciplinarmente e quanto isso ocorre, o processo educativo acaba fazendo uso dos métodos globalizados.  E visa o desenvolvimento de todas as capacidades do aluno, para que ele possa não só dar respostas certas, mas que ele possa dar respostas para a vida em sociedade, é o que nos coloca lindamente Zabala, ou seja, os conteúdos devem proporcionar ao aluno uma melhor compreensão da sua realidade, para poder intervir e/ou transformá-la da maneira mais adequada. Como já dizia Paulo Freire: devemos primeiro ensinar as pessoas a aprender a ler o mundo em que eles vivem.
É prioridade que o que se estuda nas escola, parta da realidade do aluno inicialmente e do seu interesse e não conteúdos fechados que só servem para alienar o pensamento critico do aluno e domestica-los  sem a capacidade de analisar, questionar e muito menos transformar a sua realidade.
Penso que a função principal da educação é fazer com que nossos alunos leiam o mundo e tentem de alguma forma transformar esse mundo em que vivem. 
Queremos alunos críticos e transformadores, para atuar e mudar o mundo, ou pelo menos a comunidade em que vivem.




segunda-feira, 18 de maio de 2015

Família, Escola e Sociedade!



A escola não é a exclusiva instância de formação de cidadania, a família tem um papel enorme nessa formação do sujeito. Mas, com o aumento da sociedade e ampliação social, precisamos cada vez mais qualificar essa escola e esse ensino para poder transformar esse indivíduo e dar chances educativas e culturais a ele. Formar alunos atuantes e críticos para usarem o conhecimento adquirido na escola em sua comunidade, para que ele possa se resgatar historicamente como sujeito e se inter-relacionar com a sociedade. A base é familiar, mas as arestas são aparadas no ambiente educativo, para que o aluno atue efetivamente como ser social.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Educação e Cinema


Depois de assistir a alguns filmes militantes e pesquisar sobre eles (tiveram seu auge em Maio de 68), nota-se claramente que o principal objetivo desses filmes era interferir politicamente em sua época sem dogmas, moralismos ou pensamentos padronizados e ainda usando de uma estética sociopolítica nos faz refletir atualmente sobre a sociedade que vivemos e nos faz fazer comparações necessárias sobre a evolução da mesma ou não, pude perceber o quanto esse tipo de cinema se torna um aliado em nossa educação, um aliado de peso na escola. Os filmes produzidos por grandes cineastas, sempre estão vinculados a movimentos sociais e ativistas. Os filmes militantes ou politizados nos fazem explorar conflitos que muitas vezes passam despercebidos diante de tanto conteúdo em sala de aula. Usar os filmes deste tipo se torna uma intervenção rica, não só para entender o país e conhecer a  nossa história, mas para pensarmos enquanto sujeitos sobre o nosso país, nossa sociedade e principalmente sobre nossa comunidade. 

Se pesquisarem no Google, vão encontrar ótimos filmes para ver e outros tantos para levar para nossas escolas e abrir grupos de discussões, inclusive algumas animações para nossos alunos.  Podemos começar a montar nossa cinemateca!