A
linguagem é o maior recurso de interação que vamos ter na vida. É o que nos
empodera e nos torna seres inteligentes. Por isso cada pessoa depende da
linguagem para viver em sociedade, pois ela é a base da cultura e dificilmente
haveria civilização se não fosse o emprego da linguagem e o poder das palavras.
É através delas que influenciamos e provocamos as mudanças, quase sempre,
necessárias para construir uma vida melhor. Apesar de todo esse empoderamente
com a linguagem, os processos de aquisição desta linguagem para surdos são bem
diferentes, começando com a negação no início da infância do aprendizado de
libras. A criança surda não encontra facilmente uma escola que tenha libras
como língua no currículo, precisando deste modo ir para uma escola
especialista, não favorecendo deste modo uma interação maior com diferentes
pessoas. Tornando também o ensino de libras bastante exclusivo e até
excludente. Todos os surdos têm acesso? Não né. Crianças surdas com pais
surdos, tem mais possibilidade por ter o contato com a linguagem desde cedo,
tornando esse aprendizado pleno e autentico, fazendo com que está criança
alcance os patamares do desenvolvimento como qualquer criança ouvinte. Já os
que não tem acesso desde cedo, estabelecem formas de comunicações não formais,
para se fazerem entender, mas se tornam muitas vezes excluídos da sociedade,
pois não utilizam a linguagem conhecida. “Verifica-se
que a Língua de Sinais é utilizada muito mais como um instrumento a fim de
ensinar a Língua Portuguesa, que possui prestígio e goza de reconhecimento
social dentre os professores que, em sua grande maioria, não possuem fluência
em Libras e, tampouco, qualificação metodológica voltada ao ensino de alunos
surdos. Em decorrência deste contexto, perde-se a expectativa de excelência que
deveria pautar a proposta bilíngue de ensino, também prevista em lei, para os
sujeitos surdos...”. Por isso é fundamental para que nós professores,
tenhamos essa formação e esse ensino, para estarmos mais preparadas para
receber crianças não ouvintes e faze-la se inserir nesse mundo de forma satisfatória.
Pode ser utopia devido a todas as mazelas de governo que a educação tem
sofrido, mas não podemos deixar de tentar e de acreditar né? Quem pode mudar o
mundo? Nós mesmos. A escola não pode continuar sendo esse espaço de exclusão,
precisa começar a ser o espaço democrático, onde todos possam se inserir e
serem aceitos e qualificados da forma que são. A escola precisa ser o agente
transformador desta sociedade e não só o coadjuvante. E os professores são os
protagonistas desta transformação.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
Projeto de aprendizagem!
Na última aula iniciamos um
conteúdo novo, sobre projeto de aprendizagem.
Não tão novo para mim, pois utilizo
muito esse tipo de projeto na minha sala de aula. Projeto este que contempla
uma proposta de intervenção pedagógica que dá ao processo de aprender um novo
sentido, pois faz com que o aluno busque e construa seu conhecimento e as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações
problemas. Um exemplo disso, é meu
projeto “PERGUNTAS QUE NÃO SÃO RESPONDIDAS”, onde meus alunos trazem para aula
curiosidades deles que nunca foram devidamente solucionadas e dentro disso,
buscamos juntos as respostas.
Um projeto gera situações de
aprendizagem, reais e diversificadas, possibilitando que os alunos se tornem
não só aprendizes, mas também solucionadores das suas situações. Parte do interesse
do aluno, onde eles decidem o que querem aprender, opinam, exploram o assunto,
trazem referência da sua bagagem cultural e social, tornando-se sujeitos de construção
do seu aprendizado. Fazendo com que o professor e a escola se aproxime cada vez
mais da realidade dos seus alunos.
Ou seja!
"Um projeto para aprender vai ser gerado
pelos conflitos, pelas perturbações nesse sistema de significações, que
constituem o conhecimento particular do aprendiz". (Léa Fagundes,
Aprendizes do Futuro).
Nos projetos de aprendizagem
as dúvidas e interesses do aluno irão gerar o próprio projeto, pois haverá por
parte dele interesse em resolver as suas dúvidas.
Definido por Hernández (1998)
como "Projetos de Trabalho”, os projetos de aprendizagem oportunizam uma
maior interação entre professor e aluno, visto que constrói um universo de
ações diversificadas que permitem a participação ativa do aluno. Ao longo do
trabalho por projetos, o professor desempenha o papel de mediador. Nesse
sentido, sua postura de detentor único do saber não existe mais...” (ViaWikipedia).
terça-feira, 10 de maio de 2016
Música!
Sabemos que com a promulgação
da Lei 11.769/2008, que discorre da obrigatoriedade da música na escola,
estudar sobre música e seu ensino é fundamental para nossos alunos e para nós
mesmos professores. Penso que o ensino da música tem como objetivo ampliar o
alcance musical dos alunos, fazer com que esses alunos enriqueçam ainda mais
sua cultura musical e passem a ter prazer em ouvir música e entender um pouco
mais da nossa história musical e penso que deve ser obrigatório para o
professor tornar esse enriquecimento musical gratificante para seus alunos.E não vejo somente como arte,
a música.Hoje com todo empoderamento
social nessa nossa sociedade multicultural, a escola consegue um alcance amplo,
levando esse ensino da música justamente para as minorias que não tiveram muito
acesso a ela, conquistando a música dessa forma, um caráter social também.
Precisamos como professores
nos preparar para que esse ensino não se torne utópico ou apenas teórico e este
vai ser nosso grande desafio.
E eu como apreciadora de
Beethoven, deixo um pedacinho de um filme maravilhoso sobre ele e sobre música,
filme este chamado "O Segredo de Beethoven".
terça-feira, 3 de maio de 2016
Leitura!
Pensar
em literatura é pensar em imaginação, arte, palavras, cores e sabores. Tudo o
que um livro pode nos proporcionar. Mas como vivemos numa sociedade que livros
não são tidos os objetos mais importantes, ainda mais tendo em vista a média deleitura por ano, nós como professores temos uma baita responsabilidade.
Precisamos
incentivar nossos alunos a lerem! Precisamos ler para as nossas crianças. Ler e
reler quantas vezes elas quiserem. Ler história, pois isso permite a construção
de um repertório literário, que ao longo da vida vai funcionar como referencial
cultural, além de formar futuros leitores que leem pelo prazer de ler e não por
obrigação, porque a professora pediu ou para irem bem na prova. Contar
histórias, isso faz uma baita diferença na vida das crianças. Ler por prazer,
faz a diferença na vida de qualquer um.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Ludicidade e o brincar...
Qual a importância do lúdico na educação? Nas nossas salas
de aula? Na vida dos nossos alunos? São perguntas que nos remete a uma reflexão
sobre os moldes do ensino atual. Onde a brincadeira entra na sala de aula e
como é feita essa brincadeira, mais questionamentos.
O lúdico tem sua origem na palavra "ludus" que
quer dizer jogo, a palavra evoluiu levando em consideração as pesquisas em
psicomotricidade, de modo que deixou de ser considerado apenas o sentido de
jogo. O lúdico faz parte da atividade humana e caracteriza-se por ser
espontâneo, funcional e satisfatório.
Na atividade lúdica não importa somente o resultado, mas a ação, o movimento
vivenciado.
O que acontece na maioria das salas de aulas é que acaba
não tendo essas atividades ou se tem são colocadas na rotina de forma tradicional,
sendo ação obrigatória para o aluno ser avaliado e não como uma forma de
expressão.
Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos
ou brinquedos. O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma
“atitude” lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica
sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica
não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva.
Mas o brincar também deve ter espaço na sala de aula e não
só como atividade rotineira, mas o brincar que leva a criança a ser quem ela
quiser ser nesse momento brincante. Através do brincar na sala de aula, podemos
transformar muitas coisas, principalmente no comportamento das crianças e principalmente
trabalhando o afeto.
Dicas:
1) Artigo de revista bem interessante sobre o tema aqui.
2) Vídeo com a professora Tisuko Morshida Kishimoto, da USP/SP
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Criança entende? SIMMM!
Com todo esse contesto político
que estamos vivendo e com os questionamentos dos alunos a esse respeito, decidi
unir a alfabetização num projeto sobre democracia e palavras que estão sendo
repetidas diariamente nas mídias.
Primeiro usei o recurso da
pesquisa e solicitei que os alunos trouxessem jornais e que pesquisassem as
palavras que estavam em destaque: democracia, ditadura, impeachment, golpe,
presidenta, partido político. Após essas
pesquisas, eles tiveram que construir cada uma dessas palavras buscando as
letras separadamente em jornais.
No segundo momento, utilizei a
literatura como chave da aula, fiz a leitura do livro: “ A democracia pode ser
assim” da coleção Boitatá. E fizemos uma
grande mesa redonda para debatermos sobre a democracia e após esse debate
utilizei o recurso da escrita, cada aluno escreveu um parágrafo sobre o que é
democracia.
No final da aula, foi feito um
cartaz com todos os textos e desenhos. Os pais dos alunos também participaram inicialmente do projeto, pois foi mandado para casa um tema onde eles tinham que pesquisar com os filhos o que significava cada uma das palavras pesquisadas por seu filho. Quase todos os pais participaram. Foi ótimo ver essa integração família e escola.
Semana que vem, vamos
trabalhar a Constituição Brasileira e o que significa votar.
Os nossos alunos, são os
futuros votantes da nossa sociedade, temos responsabilidade como professores,
trabalhar esses assuntos. Fazer com que nossos alunos leiam o mundo e sair da
mesmice de ler só para o professor.
Para quem quiser fazer um projeto parecido ou tem dúvida como conversar com os alunos sobre esses assuntos, sugiro que procure ajuda aqui.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Argumentar escrevendo é preciso!
Argumentar
verbo
1.
1.
intransitivo
apresentar fatos, ideias, razões lógicas, provas etc. que comprovem uma
afirmação, uma tese.
"o advogado argumentou com clareza"
2.
2.
transitivo indireto e intransitivo
apresentar ideias em objeção a outras ideias; entrar em controvérsia;
discutir, disputar.
"argumentou corajosamente contra o professor"
Um texto argumentativo é uma
expressão do conhecimento adquirido e um bom texto, penso eu, deve ser
argumentativo com base nos conteúdos estudados, teorias lidas e enriquecido com
a nossas experiências em sala de aula, fazendo uma ligação com os nossos
estudos.
Argumentos também são uma espécie de
investigação cotidiana, para argumentar preciso me informar e adquirir
conhecimento do que quero escrever, logo a leitura é fundamental para que se
escreva um bom texto, ainda mais um bom texto “acadêmico”.
Esses nossos textos, escritos no
portfólio, servem para alguém ler. E devemos ter isso em mente ao escrever,
pois nossos leitores precisam refletir e entender o que escrevemos. No curso GoWriters, a professora nos disse que sempre devemos dar nossos textos para
alguém ler, se a pessoa não entendeu, devemos reescrever. Ou podemos usar
aquela técnica aprendida nas aulas de redação, precisamos deixar o texto
descansar, pois depois que o pegamos, vamos enriquecer o que ainda está
faltando.
Podemos defender nossos
pontos, podemos ser críticos, ser argumentativos, ser analítico-reflexivos ou
podemos só sermos reprodutores. O que queremos com os nossos textos? O que
queremos escrever neste portfólio? O que queremos que o nosso leitor entenda?
Segundo Aristóteles, um
discurso pressupõe a existência de três elementos fundamentais: a pessoa que
fala (orador) o assunto de que se fala e as pessoas para quem se fala
(público). Logo, transformando isso para a escrita, para provocarmos nosso
leitor e leva-lo a reflexão, precisamos ter conhecimento, pois a partir daí que
será o ponto de partida do que vamos escrever.
E como queremos melhorar
nossos textos e nossos argumentos, podemos usar esse mecanismo maravilhoso de
pesquisa chamado GOOGLE e pesquisar sobre escrita, sobre ortografia, dicas de
português e também sobre nossos teóricos da educação.
Podemos aplicar em sala de
aula, com nossos alunos, esses novos conhecimentos sobre escrita, tornando
assim a aula rica.
Dica de livros:
Escrita Criativa: O Prazer da Linguagem, da Renata Di Nizo, que oferece numerosas técnicas de criatividade que possibilitam a descoberta do potencial criativo para a escrita.
Escrita Criativa: O Prazer da Linguagem, da Renata Di Nizo, que oferece numerosas técnicas de criatividade que possibilitam a descoberta do potencial criativo para a escrita.
A arte de escrever bem, da
Clair Alvez, que é um livro que apresenta as principais dificuldades de redação
e esclarece dúvidas de gramática, além de orientar a escrita de textos.
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