quinta-feira, 16 de abril de 2020
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Reflexão 9º semestre: a última reflexão
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| Colegas, UFRGS, 2019. |
Considerando
a releitura das postagens dos semestres do curso realizadas em meu Portfólio de
Aprendizagem, percebo que a experiência enquanto professora titular e,
concomitantemente como estudante é rica pela sua complexidade e suas
possibilidades.
A
reflexão serve para ressignificar a prática, seja ela docente ou pessoal. Penso
que ser uma professora reflexiva, é ser uma professora que se permite pensar a
respeito do seu trabalho, usando a criticidade como ferramenta orientadora para
deste modo ressignificar sua prática, ou não. E deste modo, ressignificar o
jeito que seus alunos e alunas aprendem, pois mudando o jeito que esses
sujeitos aprendem, pode-se mudar o espaço escolar.
Ao longo do curso e desses semestres, a reflexão teve um
papel ativo na nossa prática alunas-professoras, porém percebi que no estágio
curricular, a reflexão se tornou ação em sala de aula e na construção do TCC
essa ação se fez presente e com isso percebo o quanto estou evoluindo como
professora e como fala Alarcão:
Ser
professor implica saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e
conciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade. Numa perspectiva de
promoção do estatuto da profissão docente, os professores têm de ser agentes
activos do seu próprio desenvolvimento e do funcionamento das escolas como
organização ao serviço do grande projecto social que é a formação dos
educandos. (ALARCÃO, 1996, p.24).
Faz-se necessário ao docente fazer suas reflexões e
oportunizar que seus alunos e alunas também o façam, já que esses momentos de
reflexão servem para nos fazer evoluir como sujeitos críticos, para atuar na
sociedade de forma participativa.
Refletir sobre os semestres do curso foi bastante
enriquecedor, para perceber o quanto evoluímos.
Essas reflexões ao longo do semestre, ligadas à prática
do estágio e ao TCC oportunizaram um diálogo
com nossos saberes e com nossos alunos sobre as suas próprias reflexões.
Em essência, a escola democrática envolve a convivência
entre sujeitos que se afirmam como tal e a educação só se faz se ela for
democrática e os professores precisam oportunizar situações de aprendizagem e
mediar os diálogos, tornando esse processo uma ação dialógica.
Ninguém largou a mão de ninguém durante esses 4 anos e
meio de curso, nos tornamos professoras reflexivas, que ressignificam sua sala
de aula, sendo colaborativas e em prol do coletivo, seja em nossa sala de aula
ou na sala de aula dos nossos professores.
Evoluímos nesse processo, ganhamos asas e agora vamos
voar.
Reflexão 8º semestre: o estágio
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| Minha turma no estágio |
O período de estágio e toda
a preparação para essas nove semanas foram uma experiência desafiadora enquanto
professora-estagiária, principalmente no que se refere a minha formação e a
ressignificação do meu papel de docente enquanto professora titular. Consegui
articular na minha prática, os conhecimentos teóricos e fazer a mediação com a
tecnologia e principalmente fazer a aproximação professor-aluno, que também é
fundamental para o desenvolvimento do trabalho.
Ao longo das nove semanas de
estágio, oportunizei que meus alunos e alunas se sentissem à vontade para
participar do processo de ensino e aprendizagem, tornando-os sujeitos ativos e
conscientes dentro do projeto de aprendizagem.
O projeto desenvolvido teve
um ótimo aproveitamento, todas as metas e objetivos do projeto foram atingidos
de modo eficiente. Os alunos e alunas
ampliaram seus conhecimentos e construíram suas aprendizagens, de acordo com as
suas dúvidas e certezas acerca do tema do projeto.
A integração dos saberes com
a tecnologia foi muito positiva, pois trouxe inúmeros benefícios para a
aprendizagem desses alunos, tornando a sala de aula um espaço mais democrático,
lúdico e inclusivo.
Foram nove semanas de
questionamentos sobre a docência e sobre minha metodologia, nas mudanças
necessárias para que meus alunos se tornassem sujeitos ativos no seu processo
de aprendizagem e a certeza que o título de Pedagoga está atrelado à
responsabilidade metodológica para redefinir o contexto de sala de aula e
trazer avanços para a escola, principalmente de tornar a prática docente cada
vez mais provocadora e significativa.
domingo, 30 de junho de 2019
Reflexão 8º semestre: estágio
(curta finalização do estágio)
Lendo
essa postagem sobre o 8º semestre, fiquei refletindo sobre o quanto foi importante
as nove semanas de estágio curricular.
O projeto realizado na prática de
estagio curricular, com a turma de 3º ano teve como objetivo principal oportunizar
possibilidades para que os alunos e alunas despertassem o interesse e se
motivassem para aprender por prazer de forma diferenciada, visando o
desenvolvimento integral do mesmo, de forma crítica e autônoma. Exercitando
desta forma sua curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
Ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação
e a criatividade para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular
e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das
diferentes áreas.
O estagio curricular
ressignifica também a prática do professor que já atua em sala de aula,
associada às dimensões teóricas. De acordo com Rela, Carvalho e Nevado:
O estágio como componente curricular tem
importância fundamental para a formação docente. É sabido que apenas a inserção
na realidade escolar não é garantia para o desenvolvimento das competências
necessárias à profissão docente. É necessário que, a partir das experiências
concretas oportunizadas pelo efetivo exercício da docência, o acadêmico tenha
condições de refletir, analisar e compreender sua ação, identificar problemas
e, subsidiando-se da teoria, buscar alternativas para o enfrentamento da
situação, voltando à prática para então modificá-la e ressignificá-la, em um
movimento contínuo e dinâmico de ação-reflexão-ação. (RELA, CARVALHO E NEVADO,
2010, p. 14)
O estágio foi uma etapa fundamental
para minha ressignificação enquanto professora. E para meus alunos e alunas,
que se tornaram pesquisadores e construtores dos seus saberes.
sábado, 29 de junho de 2019
Reflexão 7º semestre: inovações pedagógicas
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| Postais sobre diversidade feito pelos alunos para distribuir na comunidade escolar |
Lendo
sobre essa postagem aqui sobre inovação pedagógica, fiquei refletindo sobre o
assunto e pensar em inovação pedagógica é pensar em ressignificação.
Porque
ressignifiação? Porque é na inovação que a gente muda, promove a ação. Ação de
uma mudança pedagógica, trazendo para sala de aula inovações para trabalhar os
conteúdos de forma diferente e criativa,
que estimula o aprendizado dos alunos e alunas, trazendo novas metodologias e
acrescentando no planejamento elementos necessários para articular esses conteúdos
para transformar a construção do saber.
É
muito importante que, enquanto professoras, possamos trazer essas inovações ao
planejamento e a sala de aula, pois ao criar novas estratégias, amplia um
ensino de qualidade.
Entretanto
para que essa ressiginificação aconteça, é necessário também, uma inovação da
nossa postura enquanto professores e também de reconhecer o ensino como pratica
social.
Essa
inovação trazendo ressignificação para o professor e para a sala de aula
influencia o social também, pois vendo a aprendizagem como prática social não
se limita só em sala de aula e aos conteúdos, vai além. Assim, aprender e ensinar requer reflexão e inovação.
Foi exatamente isso que fiz no estágio obrigatório semestre
passado, mudei a metodologia, trabalhando com projetos e fazendo os alunos e
alunas serem pesquisadores, construindo dessa forma sua aprendizagem, me tornando
mediadora dessa construção. E o projeto, a pesquisa, o tema, serviu para ir
além da sala de aula, desconstruindo preconceitos do meio social em que esses
alunos e alunas estavam inseridos.
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Reflexão 7º semestre: alfabetização e empoderamento
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| Produção de um aluno, no projeto Democracia |
Pensando
em empoderamento e alfabetização, depois de ler essa postagem aqui, fiquei
pensando na importância de alfabetizar os sujeitos que estão na escola pública,
escrevi no meu TCC que alfabetizar é uma espécie de luta, luta porque como
afirma Gramsci, que encarou a alfabetização como uma prática social. E ela é,
pois através da alfabetização, os sujeitos se tornam sujeitos letrados e isso
faz com que as pessoas possam participam da compreensão e da transformação da
sua sociedade.
Enquanto
professoras, devemos pensar na alfabetização. E na importância de alfabetizar
os alunos e alunas.
A
aprendizagem da leitura e escrita tem que centrar o aluno e o seu conhecimento
e perceber que esse desenvolvimento é evolutivo e o professor e a professora
precisam ser os agentes transformadores e por isso devem conhecer as teorias e
metodologias para desenvolverem a melhor
para sua turma e seus alunos e alunas, tornando um ambiente alfabetizador onde
possa haver uma interação entre o mostrar para o professor e professora e levar a leitura para o mundo.
Porque alfabetizar não é somente ensinar letras e sílabas. Segundo Emília
Ferreiro, a evolução da escrita passa por etapas nas quais as crianças repetem
em sua história particular, mas que não ocorre para todas da mesma maneira, por
isso precisamos ter entendimento e conhecer nossos alunos e alunas.
E
devemos empoderar nossos alunos e alunas, através dessa alfabetizando, fazendo
com que esses sujeitos tenham poder na nossa sociedade, através da sua voz, da
sua escrita, da sua leitura de mundo.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Reflexão 6º semestre: Modelos Pedagógicos
Pensando na postagem sobre ModelosPedagógicos e trazendo a reflexão para hoje e depois de ler e ver vários vídeos
sobre construtivismo, modelos epistemológicos e Piaget com sua teoria do
desenvolvimento, percebemos o quanto o conhecimento cientifico e com base nas
experiências, principalmente no campo da educação tem importância. E o quanto é
importante ressignificarmos nossa prática, principalmente em sala de aula, pois
como nos coloca Becker, cadê a experiência? Cadê a intuição? Cadê as perguntas?
Precisamos deixar as cópias de lado, precisamos deixar o aluno construir seu
saber e precisamos sair do comando, como nos traz Freire, onde aponta a questão
do comando do professor. Precisamos abrir mão desse poder, para dar poder para
nossos alunos.
O questionamento que fica é sobre o professor que
tenta ensinar conhecimento cientifico, mas segue professando epistemologia do
senso comum, que são aqueles 3 modelos, chamados de apriorismo, empirismo e
construtivismo. Sendo que o apriorismo é aquele que os alunos são rotulados, ao
adentrar no espaço escolar, inclusive pelos seus professores. E sendo o
construtivismo uma critica aos primeiros modelos, mas que ainda estamos
perdidos ao tentarmos ser construtivistas. Sendo que a escola ainda não está
preparada para essa mudança e muitas vezes o professor sofre pressão pelo seu
agir diferente. Assim como Lino de Macedo nos aponta, sobre a importância do
construtivismo, como contribuição para educação e a importância da ação.
Portanto, tudo que foi visto e lido, nos remete muito a essa postura de reflexão do professor e de ação, em prol de uma pratica mais diferenciada, oportunizando aos alunos um ensino de construção e não somente de copias. O professor tem papel importante nessa nova ação, principalmente porque é através dele que se dá essa construção de conhecimento.
E fica a reflexão mais um pouco, qual
modelo estamos seguindo?
E que diferença ele faz na vida dos
nossos alunos e alunas?
sexta-feira, 21 de junho de 2019
Reflexão 6º semestre: Professora lutando também está ensinando!
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| Greve Geral da Educação maio/2019 |
Foi
no 6º semestre do curso, que tivemos no Estado a segunda maior greve do
magistério. Fiz
uma postagem sobre aqui.
Professor
lutando também está ensinando, penso que essa frase continua valendo, ainda
mais depois de todos os ataques que continuamos sofrendo enquanto professoras. A
educação deixou de ser prioridade e está sendo sucateada. Deixamos de ser
professores, para sermos “mão de obra” barata. Para sociedade, “cuidamos de
crianças” e não devemos ter opiniões e nem nos manisfestar. Criam
a escola sem partido, um projeto político que ataca a educação e os
professores. Uma escola “sem partido” com muita “direção”, de estudantes e pais
“preocupados” com questões político-ideológico dos professores e escolas. Um
projeto que fere a autonomia de sala de aula.
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E
examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não
aceiteis o que é de hábito como coisa natural. Pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade
desumanizada, nada deve parecer natural. Nada deve parecer impossível de mudar.
(Bertold Brecht)
Ou
seja, como diz o poema, nada é impossível de mudar, vamos continuar lutando. A luta continua sendo travada, com quem não
nós valoriza, com quem nós sucateia, com o governo e projetos políticos que nos
ameaçam. Seguimos enquanto professoras, lutando por essa educação.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Reflexão 5º semestre: Escola Democrática
Pensando
sobre escola democrática, me deparei com essa publicação no meu portfólio. Um
poema feito por mim sobre esse tema.
Hoje,
diante de tantas mazelas e descaso com a educação, estar inspirada para
escrever poemas é bem difícil.
Estamos,
enquanto professoras, esgotadas com esse descaso todo.
Porém,
enquanto alunas-professoras, ainda temos esperança na mudança.
Ainda
acreditamos na educação de qualidade, justa, de equidade, numa escola
democrática, com uma gestão comprometida.
A
escola democrática é um espaço de construção baseada na democracia, em especial
como aponta Tosto (2011), na democracia participativa. Sendo muito importante a
participação de todos para que a aprendizagem ocorra. Outro ponto importante
desta escola democrática é o corpo docente, que valoriza a liberdade dos seus alunos, o
direito de escolher.
Como
afirma Tosto (2011):
Nesse modelo de
escola, os alunos são incentivados a buscar o conhecimento a partir do seu
próprio interesse, iniciativa, ritmo e também são responsáveis pelo
desenvolvimento intelectual, sem cobranças autoritárias de qualquer entidades
superiores de ensino. Os conteúdos que devem ser aprendidos costumam estar
muito próximos da estrutura cognitiva dos alunos, assim como dos seus
interesses e expectativas de conhecimento.
O professor nessa
escola se torna um mediador, um articular do conhecimento e os alunos e alunas
são os protagonistas desse processo de aprendizagem.
Precisamos
continuar acreditando nessa educação, nessa escola. Precisamos continuar
lutando para que esse ideal não vire utopia. Nossos alunos merecem uma escola democrática,
nós como professoras também merecemos. A sociedade merece!
TOSTO,
Rosanei.Escolas
Democráticas Utopias ou Realidades; Revista Pandora
Brasil- Edição Especial Nº4- “Cultura e materialidade escolar”- 2011
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Reflexão 5º semestre: ser um professor reflexivo
Sobre ser um professor
reflexivo
No
eixo V do curso, trabalhamos muito sobre a reflexão e sobre ser um professor
reflexivo.Inclusive fiz uma postagem sobre, que está aqui.
Fazendo
o trabalho de conclusão de curso, percebo o quanto esse trabalho sobre reflexão
e professora reflexiva me ajudou. Pois a reflexão gera ação que gera uma mudança
e muitas vezes traz inovações para a sala de aula. Essas inovações ficaram
evidentes no estágio, já que precisava fazer uma reflexão semanal sobre o
estágio e com essas reflexões pudemos observar nossa ação e nossas
ressignificações.
A
reflexão serve para ressignificar a prática, seja ela docente ou pessoal. Penso
que ser uma professora reflexiva, é ser uma professora que se permite pensar a
respeito do seu trabalho, usando a criticidade como ferramenta orientadora para
deste modo ressignificar sua prática, ou não. E deste modo, ressignificar o
jeito que seus alunos e alunas aprendem, pois mudando o jeito que esses
sujeitos aprendem, pode-se mudar o espaço escolar.
Se
faz muito necessário ao docente fazer suas reflexões e oportunizar que seus
alunos e alunas também o façam, já que esses momentos de reflexão servem para
nos fazer evoluir como sujeitos críticos, para atuar na sociedade de forma
participativa.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Último semestre
Último
semestre do curso e nós estamos realmente exausta, porém conseguimos visualizar
nosso futuro enquanto pedagogas.
Escrever o TCC não é uma tarefa fácil, porém depois de
muitas escritas autorais e tendo esse portfólio para reflexões, se torna menos árdua
a tarefa.
Meu TCC vai abordar a questão da mediação tecnológica e
sobre a importância dessa mediação na aprendizagem dos alunos.
O trabalho de conclusão de curso serve para culminância de
toda trajetória acadêmica da graduação e com ele temos um papel ainda mais
importante, o de pesquisador.
Já
exercemos esse papel durante o estágio curricular obrigatório, além de sermos
professoras-alunas, também fomos pesquisadoras. Pesquisando e estudando os
casos que se desdobraram durante nossa prática de estágio. Sobre o trabalho de
conclusão de curso, podemos dizer que ele permite entender toda a dinâmica da
era da informação e traz a competência necessária para conhecer todo o universo
teórico de uma vez só, integrante da atividade curricular e necessário à
formação.
Precisamos ter muita dedicação nesse momento e nada de
procrastinação e com certeza, o fechamento do curso de Pedagogia a distancia
será muito enriquecedor.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Sobre reflexão!
Destaco de tudo que ouvi e li nessas reflexões, a minha principal aprendizagem foi justamente deixar meus conceitos de lado para construir novos conceitos, ou seja, ressignificar. E ao ressignificar, mudar as coisas na sala de aula e consequentemente na escola. Tornar essa escola uma escola asas e fazer com ela deixe de ser uma escola gaiola.
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| Tornando os alunos e alunas, asas! Momento Yoga na Escola Pública Prática de Estágio/2018 |
Construí
novos conceitos, não basta somente deixar os velhos conceitos de lado, é
necessário realmente construir algo em cima desse novo para que ele possa se
tornar representativo e significativo.
E
toda essa prática de construção de novos conceitos, permeada ainda com a grande
responsabilidade de educar e oportunizar aos alunos e alunas essa reflexão
também, é a porta de entrada para um
novo universo. E quando deixamos de ser gaiolas e passamos a ser asas, como nos
fala tão bem Alves (2002), aprendemos novos voos juntamente com nossos alunos e
alunas, que essa é a nossa maior aprendizagem, como alunas-professoras.
A
educação é uma luta, uma luta política e de dominação, muitas vezes as classes
dominantes tendem disfarcadamente impor essa dominação na classe trabalhadora e
tendem a dominar eles desde a infância, através da escola, que antigamente
tinha como objetivo só formar trabalhadores, atualmente nessa escola
democrática, tentamos formar e construir um sujeito pensante e critico, para
atuar na sociedade, da forma que quiser, sem oprimir nenhuma classe. A educação
sempre foi um direito de todos, mas de que forma? E como queremos essa escola,
nossa sala de aula e nós mesmo como professores? A reflexão carrega tudo isso
junto. Finalizo
esse texto com uma citação sobre a educação, onde Freire afirma:
Você,
eu, um sem-número de educadores sabemos todos que a educação não é a chave das
transformações do mundo, mas sabemos também que as mudanças do mundo são um
quefazer educativo em si mesmas. Sabemos que a educação não pode tudo, mas pode
alguma coisa. Sua força reside exatamente na sua fraqueza. Cabe a nós pôr sua
força a serviço de nossos sonhos . (1991, p. 126)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Reflexão 4º semestre: escrita
Sobre
escrita
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| Escrita da aluna da turma sobre os conceitos do Projeto de Aprendizagem |
No eixo IV trabalhamos muito sobre a escrita
autoral, sobre a importância de escrever, sobre o portfólio. Penso que compreendemos bem a importância do portfólio
para nós alunas-professoras, tendo em vista que é um instrumento de
aprendizagem, uma forma de avaliação continua que torna todo nosso saber uma
grande exposição de trabalhos de escrita autoral desde o inicio do curso e essa
escrita autoral serve para consolidar nossos conhecimentos e fazer uma mediação
com a tecnologia e com os saberes dos colegas.
Por isso a importância da escrita, pois nessa
escrita aprendemos muito e a escrita serve para provocar reflexões e fazer quem está
lendo pensar. E toda escrita é carregada de referência de autores que gostamos
e aprendemos, mesmo essa escrita sendo autoral, ela sempre possui algum
referencial. Devemos sempre cuidar ao
escrever, para não nos apropriarmos de escritas alheias, podemos sim, através
das referencias repensar nossas produções de conteúdos, diálogos e
coexistência, para podermos aparar as arestas dos nosso texto e continuar
escrevendo cada vez mais, lembrando que nossas referencias é que fazem a
diferença e mantém nossos textos mais amplos e com mais significados, ou seja,
mais representativos
Durante o estagio obrigatório, trabalhei com
os alunos muita produção textual, tendo em vista que estava usando a tecnologia
para favorecer o desenvolvimento da linguagem e a escrita faz parte dessa
linguagem. Os alunos tinham que gravar podcast, uma espécie de blog oral, mas
antes de gravarem tinham que escrever suas impressões sobre o projeto de
aprendizagem. E ao escrever e depois gravar o que tinham escrito, muitos alunos
percebiam seus erros e ao perceberem seus erros voltavam a escrita. A escrita
tem papel fundamental de consolidar os conhecimentos. E para escrever é preciso
ler e ler faz com que o repertorio dos alunos e alunas aumentem e que vai
funcionar como um referencial cultural ao longo da vida de cada um. Ler e escrever
por prazer faz a diferença na vida de qualquer um e nosso maior desafio como
professoras é formar alunos que leiam e escrevam por prazer, não só para nos
mostrar, mas para ler o mundo e escrever para o mundo.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Reflexão 3º semestre: gaiolas ou asas?
Somos
gaiolas ou asas?
Esse
questionamento esteve presente ao longo desses anos de docência, principalmente
durante o 3º semestre do curso e agora no momento de estágio.
Ao
longo do curso, as vezes me achava gaiola e as vezes asas.
No
estágio percebi que só é possível fazer uma educação de qualidade se formos
asas e também deixar nossos alunos serem asas.
Gaiolas
aprisionam, asas libertam e fazem voar.
Gaiolas
são tradicionais, aquele tradicional que não funciona mais.
Asas
te impulsionam a ir em frente, a lutar, a acreditar, a ter um futuro.
Gaiolas
é toda burocracia que prende, que tranca, que não deixa o professor ser livre e
nem os alunos.
Asas
é tudo que faz voar, que tira o aluno da caixa e faz ele pensar por si só.
Gaiola
segue padrões estabelecidos.
Asas
são livre.
Hoje,
percebo que somos muito mais asas que gaiolas.
Porém
em algumas vezes nos tornamos gaiolas, porque pra ser asas é preciso ter
coragem pra mudar, pra levantar vôo e fazer a diferença. Ser asas às vezes é
solitário, já que a gaiola é mais confortável.
Mas
não podemos desistir de sermos asas, precisamos levantar vôos e fazer nossos
alunos fazer o mesmo. Não podemos desistir dessa educação de qualidade, que nos
faz livre, que nos tira da gaiola e nos deixa pensar por nós mesmos.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Reflexão 3º semestre: poesia!
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| Cordéis dos alunos e alunas |
No
3º semestre do curso, tivemos um momento da interdisciplina Literatura Infanto
Juvenil e Aprendizagem, um estudo sobre poesia infantil. Nesse
3º semestre elaborei alguns planos para fazer esse trabalho em sala de aula. Mas
efetivamente comecei a entender a poesia, quando passei a ler poesia todos os
dias para meus alunos e alunas.
Ler
poesia todos os dias, torna a leitura da poesia uma leitura deleite e faz com
que os alunos e alunas comecem a ficar familiarizados com as rimas e versos.
Trabalhar
poesia com alunos em fase de alfabetização, também é bem mais importante do que
dar qualquer texto sem significado. A poesia pode aproximar o sujeito do mundo
letrado, ainda mais se forem sobre algo familiar a eles.
Nessa
prática de estágio, trabalhei com poesia de cordel, sobre diversidade. Além de
lermos poesia, produzimos poesia em grupo e montamos em livrinhos de cordel,
onde cada aluno fez o seu e depois fizemos um sarau de poesia na sala de aula.
E essa aprendizagem foi bastante significativa.
Segundo
o escritor Ferreira Gulla:
É
preciso oferecer poesia desde a infância, além de outros livros, que tornem a
leitura mais agradável e a transforme num hábito.
Por
isso é fundamental o trabalho com poesia na sala de aula, pois além de tornar o
ensino significativo, forma sujeitos leitores e até produtores de escrita.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Reflexão sobre 2º semestre: Resgatando memórias
Pensar em resgatar história com os alunos e
alunas é pensar em trazer as memórias gravadas na nossa cultura para dentro de
sala. E trazer essas memórias de forma lúdica se torna muito mais significativo
para esses alunos e alunas. Foi isso que fiz em quando trabalhei com as bonecas Abayomis e sua lenda em 2015 e novamente
quando trabalhei com elas na prática de estágio curricular. Mas minha percepção
sobre a forma de trabalhar foi um pouco mais aprofundada nessa momento atual de
prática.
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| Prática de Estágio: turma 32 |
Gostei muito da interação da turma ao
confeccionar as bonecas, eles realmente se empenharam na produção das bonecas,
ajudaram os colegas com mais dificuldades e se envolveram com a aula. Fazer essa mesma atividade com os alunos e alunas me fez
perceber o quanto é importante o professor ser criativo e saber gerir situações
didáticas eficazes para a aprendizagem e para o desenvolvimento dos alunos e
alunas. Principalmente para desenvolver o processo de leitura e escrita, que
cabe a nós professoras oportunizar que os alunos e alunas desenvolvam o
raciocínio e a interação com a língua e nem sempre precisa ser da
forma tradicional com quadro e cópia no caderno. Nessa atividade
de confecção das Abayomis, eles tiveram que escutar a lenda da
boneca, interpretar a lenda, fazer reflexões e comparações com os dias atuais,
confeccionar a boneca e depois registrar em forma de história em quadrinhos a
lenda e o processo de confecção. A alfabetização e letramento estava presente
na atividade do inicio ao fim e não precisamos usar o quadro e a cópia para
evidenciar isso.
Como reforça Soares que “A preocupação, nos
dias de hoje, não deve centrar-se apenas em ensinar a ler e a escrever, mas
também, e, sobretudo, levar as pessoas a utilizarem a leitura e a escrita,
envolvendo-se em práticas sociais dessas” (2001, p.03).
Não adianta trabalharmos frases como “A BOCA
É BOA” se isso não tiver significado para os alunos e alunas. Ao trabalharmos
novamente com as bonecas Abayomis, além de fazermos uma resgate da história e
dos nossos laços, o conteúdo se tornou significativo para os alunos e alunas. E
a importância do lúdico nessa atividade também foi fundamental, pois torna a
sala de aula um lugar de brincar também. E sabemos o quanto o brincar é
importante para alunos dessa idade.
Como Tãnia Ramos Fortuna:
A sala de aula é um lugar de brincar se o
professor consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os desejos dos
alunos. Para isto é necessário encontrar o equilíbrio sempre móvel entre o
cumprimento de suas funções pedagógicas - ensinar conteúdos e habilidades,
ensinar a aprender - e psicológicas - contribuir para o desenvolvimento da
subjetividade, para a construção do ser humano autônomo e criativo - na moldura
do desempenho das funções sociais - preparar para o exercício da cidadania e da
vida coletiva, incentivar a busca da justiça social e da igualdade com respeito
à diferença. (FORTUNA, 2000, P.9)
Não fizemos só as bonecas, nós também
brincamos, inventamos, criamos e usamos a criatividade para inventar novas
histórias. Foi lindo ver os alunos interessados e brincando.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Reflexões sobre o 2º semestre: Manifesto Educadores
Fizemos
esse manifesto em 2015.
De lá
pra cá muita as mazelas na educação só aumentaram.
Professores
das redes públicas e municipais recebendo seus salários de forma parcelada ou com
atrasos, as escolas estão sucateadas, pois também estão recebendo suas verbas
com cortes.
Lei
da escola sem partido, sendo aprovada em diversos lugares, tornando uma escola
que deveria ser um espaço democrático, numa escola com mordaça.
Muitos
professores abandonando sua profissão, pois estão adoecidos por essas mazelas e
cansados de lutar contra um sistema opressor e isso que teve muita luta também,
greves e manifestações.
Futuramente
não sabemos o que será da educação, o futuro está incerto. Porém ainda não
devemos perder as esperanças, pois somos nós professores que vamos educar os
futuros sujeitos da nossa sociedade e eles precisam ser pensantes, atuantes, críticos
e reflexivos, para tornar a mudança possível.
domingo, 2 de dezembro de 2018
Reflexão sobre 2º semestre: Consciente X Inconsciente
No segundo semestre do curso, tivemos
a interdisciplina de psicologia e discorremos muito sobre o inconsciente e o inconsciente.
Na minha postagem sobre escrevi que travamos batalhas para descobrir quem está
comandando nossas ações.
E nesse momento da escrita eu pensava
ser fácil essa descoberta, porém essa resposta certa não temos ainda. Sabemos
que o inconsciente tem uma papel importante e fundamental para o entendimento
da vida psíquica. Esse termo foi empregado por Freud em 1896 e se tornou a base
da psicanálise. Pois no inconsciente estão tudo que é deixado de lado no
consciente e que aparecem, como por exemplo, os atos falhos, os sonhos, os
mecanismo de defesas.
Nossos medos, nossos desejos, nossas
repressões, nossos tabus. Aquelas atitudes que temos impulsivamente e muitas
vezes não entendemos porque agimos daquela forma, tudo isso é nosso inconsciente
agindo e tomando forma. Exemplo: autossabotagem clássica, tenho medo de me
relacionar e me magoar então inconscientemente eu saboto minha relação pra
acabar logo e desta forma não sair magoada. O inconsciente nos fazer agir sem
querer, porque não sabemos, simplesmente sentimos o impulso interno e vamos.
O inconsciente seria uma parte
profunda e escura, onde não temos acesso. Já nosso consciente é claro e super
acessível. E os dois juntos formam a estrutura da psique.
domingo, 25 de novembro de 2018
Reflexões do 1º semestre do curso: Sobre corporiedade
Lembro
que assistimos a um filme na interdisciplina Corporiedade, sobre inteligência artificial
e relacionamos sobre o desenvolvimento sócio-afetivo.
Hoje
percebo o quanto é importante esse relação afetiva na educação e em sala de
aula. A chamada pedagogia do afeto. Não
podemos estar distantes dos nossos alunos em sala de aula, precisamos ser
afetivos também e através desse afeto muitas vezes os alunos desenvolvem suas
aprendizagens.
E essa afetividade na educação é um laço importante na relação professor e aluno
e oportuniza a construção da aprendizagem desses sujeitos. Ainda
mais sendo a criança um ser dotado
de afetividade e o professor consciente do seu papel como mediador da
aprendizagem, precisa olhar e ouvir os apelos da criança e ter o cuidado para
não afetá-la, marcando-a, seja positivamente ou negativamente. Afetividade
é tudo o que o afeta e sob esse olhar, pode ser algo prazeroso ou não. “As
expressões das emoções são mais intensas e de amplas proporções quanto mais
novas são as crianças” [...] (WALLON, 1995).
E
dentro da sala de aula o professor é o responsável por favorecer essas expressões
dos seus alunos e oportunizar para esses alunos o trabalho com suas emoções
para que eles possam se devolver como seres humanos plenos. Uma sala de aula
acolhedora, um professor com um olhar mais afetivo, trará bons resultados nas
aprendizagens.
Tenho
feito meditação com meus alunos, um momento que eles param e olham para dentro
de si e para os colegas, como sujeitos pertencentes aquele lugar e os
resultados estão bastante positivos, os alunos e alunas pararam de brigar e de
se julgarem dentro da sala de aula, passaram a cooperar e a colaborar mais com
a sala, comigo e um com outro.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Reflexões sobre 1º semestre do curso
Fiquei pensando nas
reflexões sobre as interdisciplinas do 1º semestre e me deparei com a
interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade. Me dei conta que tudo que
aprendemos na interdisciplina e tudo que refletimos naquela momento, serve pra
hoje. Pro momento atua que estamos vivendo.
Uma sociedade marcada
historicamente pela diferença cultural e de luta de classe, que continua até os
dias de hoje, a escola tem um papel fundamental na desconstrução dessa
sociedade teoricamente, pois a educação se apresenta multicultural. O lugar da escola nesse contexto de comunidade
deveria ser aquele que trabalha as diferenças e não evidencia o que não é igual
ou comum a todos e tenta igualmente trabalhar com essas diferenças.
Tentamos ao longo do curso,
ressignificar nossa prática, para tornar nossa sala de aula, uma sala de aula
menos excludente, porém é vivemos em conflito, vemos diariamente dentro da
escola os antagonismos e os conflitos da sociedade, pois essa mistura acontece,
não temos como separar escola e sociedade. Uma está ligada a outra e são
articuladas. E nesse contexto escolar que vemos a discriminação de grupos
excluídos pelo seu gênero sexual, raça, classe social e outros. E o contexto
atual só tendo a aumentar essa exclusão. Por isso deveria ser nosso papel,
enquanto professores, tornar a escola um
lugar democratizado, tornar o ensino acessível para todas as classes.
Acredito que atualmente a escola,
tenta se firmar como um espaço legítimo e nessa legitimidade ocorre o processo
de socialização. É na escola que discutimos as desigualdades e tentamos
trabalhar com a diversidade de um modo que não exclua os diferentes e nem
padronize todos da mesma forma. Mesmo que a mordaça se torne lei, precisamos
combater a exclusão, sendo resistência nas nossas salas de aula.
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